Espaço da leitora: Após a gravidez na obesidade

Por Renata Poskus Vaz
Eu mostrei para vocês aqui no Blog Mulherão, há 1 ano e meio, um ensaio fotográfico da Bia Lage e seu depoimento sobre a gravidez na obesidade. Para relembrar, veja aqui.
Agora, eu mostro um novo ensaio de Bia. Não apenas a Bia mãe, mas a celebração da Bia mulher.
A maternidade e o casamento me trouxeram os melhores momentos da minha vida, mas também vieram junto a exaustão física, desanimo para me cuidar e exatos 20kg a mais. Estava em uma luta diária para me manter de cabeça erguida com os meus novos companheiros de vida: meus  novos quilos e meu novo manequim 54/56.
Então, fui convidada pelo fotógrafo Filipe Menegoy para fazer um editorial em que resolvi renascer.
Assim como Bia, muitas mulheres demoram a se adaptar à estressante rotina de mãe, esposa, dona-de-casa com o trabalho. A vaidade vai ficando em segundo plano, e o desânimo toma conta de suas vidas. O importante, após a gravidez na obesidade, não é perseguir um emagrecimento a curto prazo para recuperar a autoestima, mas voltar aos pequenos cuidados de beleza de sempre. O ritual do amor próprio inclui um momento do dia para tratar da pele, do cabelo e pequenas iniciativas como fazer fotos bonitas, ou sair com o maridão para namorar.
Veja o ensaio de Bia. Inspire-se e seja feliz!
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Receitinhas: o Light que parece gordiet – Torta Minas Ligth

Por Simone Fiúza

Mais uma receitinha deliciosa do Spa Jardim da Serra parece que é gordice, mas não é! Claro, que temos que comer moderadamente, mas é uma opção infinitamente melhor do que as tortas clássicas recheadas de gordura.

TORTA MINAS LIGHT 

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INGREDIENTES PARA A MASSA

  • 100g de biscoito maisena (1/2 embalagem)
  • 150g de margarina light

INGREDIENTES PARA O RECHEIO

  • 250g de queijo minas light
  • 2 ovos
  • Adoçante culinário a gosto
  • 1 copo de iogurte natural desnatado
  • ½ xícara (chá) de leite desnatado
  • 1 co. (chá) de amido de milho
  • Raspas de 1 limão

INGREDIENTES PARA A COBERTURA

  • 150g de goiabada light

MODO DE PREPARO Triturar no liquidificador o biscoito maisena. Acrescentar a margarina light e amassar com as mãos, devidamente higienizadas, até dar o ponto de desgrudar. Colocar a massa na forma sem untar. Bater os ingredientes do recheio no liquidificador e adicionar em seguida por cima da massa. Levar ao forno por aproximadamente 30 a 40 minutos até endurecer o recheio. Depois de assada, levar à geladeira e em seguida, espalhar a goiabada com um pincel por cima da massa. Servir gelada.

Rendimento: 20 porções de aproximadamente 95 cal cada.

Para maiores informações do Spa acessem: www.spajardimdaserra.com.br

Façam e me contem!

Bjokas e se amem!

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Look do Dia: vestido plus size modelo ciganinha

Por Renata Poskus Vaz

Olá, mulherões! Este é o vestido que escolhi para passar o sabadão. Meu pai que tirou as fotos, e como ele não é lá muito paciente, não saíram tão boas assim… rsrsrs

Este vestido da Adelante, modelo ciganinha (com ombro caído, cintura marcada e mangas larguinhas), ganhei há alguns meses e não tiro do corpo. E não é exagero, não! Quando fui para o SPA com a Simone Fiuza usava todos os dias no almoço. O vestido estava praticamente andando sozinho (mas não ficou fedorento não, eu juro!). kkk

Já o sapato amarelo é um modelo espadrille anabela da Passarela, que eu nunca tinha usado com medo de ser desconfortável, mas adorei. O solado é de corda (parece uma palhinha), achei que combinou bastante com o look.

A bolsa também é da Passarela, um modelo na cor marfim.

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espadrille passarela

bolsa marfim

Vestido: Adelante 

Espadrille Amarela: Passarela

Bolsa marfim: Passarela

Óculos e acessórios: acervo pessoal

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Como montar uma loja de roupas plus size – Parte 1

loja plus size

Por Renata Poskus Vaz

Muitas pessoas me perguntam quais os primeiros e mais importantes passos para se abrir uma loja plus size multimarcas. Antes de mais nada vou dizer que cobro por esse trabalho de consultoria. Mas de forma genérica, vou explicar aqui como funciona esse processo.

Gostaria de salientar que em 6 anos trabalhando no mercado plus size já vi muitas lojas abrirem. Infelizmente, já vi muitas outras fecharem por erros que poderiam ter sido evitados com um pouco de atenção e bom senso.

1º passo – Descobrir se você tem perfil para ser um empresário

Algumas pessoas simplesmente não nasceram para gerir negócios. São desorganizados natos, ou não sabem delegar. Para ser um empresário, é necessário ter disposição para trabalhar, saber mandar, cobrar, ensinar, lidar com pessoas, ter jogo de cintura, saber enfrentar crises sem perder o foco e o entusiasmo.

Tem que ter dedicação total e exclusiva. Não adianta abrir a loja e colocar a amiga da prima da vizinha para tocar, enquanto não se obtém lucro suficiente para você sair do seu emprego seguro e confortável. A loja nunca dará lucro desta forma. Lembre-se do ditado popular que diz: o gado só engorda sob o olhar do dono.

Como um bom empresário, você não terá direito a décimos terceiros e bonificações. Enquanto todos estão recebendo salários extra, você estará pagando muitas contas extras. Lembre-se que também não vai tirar férias quando a maioria dos trabalhadores assalariados estão na praia curtindo os dias quentes de verão. Estará sempre sem segundo plano. A sua prioridade tem que ser sempre o seu negócio.

Está preparado para tudo isso? Então você é um empresário em potencial.

2º passo – Identificar se a moda plus size é o mercado ideal para você investir

Você não precisa ser gordo ou ser apaixonado por moda para abrir uma loja plus size. O maior erro, ao meu ver, é abrir um negócio de moda plus size achando que por este ser um mercado carente, que você vai lucrar facilmente. Não é bem assim. Este mercado exige investimento e sacrifícios como qualquer outro.

Mulheres gordas são como outras quaisquer, que pesquisam, reclamam, sonham, pechincham e boicotam lojas e marcas se sentirem lesadas. Foi-se o tempo em que elas compravam qualquer coisa, em qualquer lugar, sem reclamar, por terem vergonha de estar acima do peso e se acharem indignas de questionar o que lhes era oferecido.

O mercado tradicional das mulheres magras está aí, é seguro, rentável e sem muitos segredos. Já o plus size está em evolução constante e acelerada. Ou seja, para entrar nele você deve estar sempre aberto à mudanças.

3º passo – Saber como será o perfil da sua loja e dos seus clientes

Que tipo de loja você quer abrir? Uma boutique chiquérima, com roupas das melhores (e mais caras) marcas plus size? Então escolha um bairro que tenha um perfil de público condizente com o produto que você venderá. Não dá para montar uma loja dessas em uma rua de comércio popular, ao lado de lojas de roupas baratinhas vendidas à baciada.

E não venha me dizer que a sua roupa tem qualidade, ao contrário das outras. Naquele ambiente, as consumidoras vão atrás de preço baixo.

Já se seu negócio for voltado ao comércio popular de moda plus size, com clientes de renda mais baixa,vendendo roupas por preços mais acessíveis, escolha uma loja perto do metrô, trem ou terminal de ônibus. É imprescindível que o local seja de fácil acesso por meio de transporte público.

Eu poderia te dizer que os melhores imóveis comerciais são os de esquina, com enormes vitrines ou em avenidas super movimentadas, com direito a estacionamento. Acontece que há sim como ter uma loja sem nenhuma dessas características. Você pode abrir seu negócio em uma sobreloja ou até em uma casa com perfil comercial com portas fechadas, no melhor estilo boutique com atendimento exclusivo. Neste caso, você não poderá contar com o público passante. Terá que divulgar sua loja de outras formas para que seu público em potencial saiba que sua loja existe e passe a visitá-la.

Abrir em ruas com concorrentes pode ser vantajoso em alguns aspectos e desvantajoso em outros. A vantagem principal é saber que se uma loja está aberta há muitos anos naquela rua, é porque lá existe um público consumidor que pode vir a comprar em sua loja também.

Mas há desvantagens. Já presenciei guerras de preços entre lojas coladas, com produtos semelhantes. Na disputa por clientela, iam copiando vitrines e produtos, baixando o preço, até que de tão baixos já não garantiam lucro algum para a loja, mas estavam lá apenas por ego, vaidade.

Além disso, no caso de multimarcas, as confecções costumam não vender para mais de uma loja na mesma imediação. Então, você sempre terá que ter fornecedores diferentes do seu concorrente e nem sempre poderão ser os seus prediletos.

Não tenha medo de abrir loja em uma área inexplorada, desde que você identifique que por lá há muitas gordinhas com o perfil dos produtos que deseja vender.

4º passo – Fazer um planejamento financeiro

A coisa mais importante do seu negócio é fazer um planejamento financeiro. Você precisa de um investimento inicial para montar sua loja. Você deve contemplar na sua conta o mobiliário, aparelho de telefone, computador, programas de emissão para cupom fiscal e ERP, araras, manequins, espelho, provadores, etiquetas, material gráfico publicitário, um site de divulgação, o material de limpeza da loja, o cafézinho, a segurança eletrônica, as contas de água, luz, telefone, internet, salários dos funcionários e colaboradores etc… É muita coisa. E você não tem que ter o dinheiro para o primeiro mês, mas para os primeiros dois anos. É o que chamamos de fundo de caixa, ou capital de giro.

Sim, um negócio de sucesso demora de 2 a 3 anos para emplacar e se auto-sustentar e você deve estar preparado para isso. Caso não tenha um dinheirinho reservado é capaz de no primeiro mês sem vendas se desesperar e fazer cortes ou liquidações malucas fora de hora para levantar capital e que te comprometam seriamente nos negócios e no relacionamento com suas clientes.

Se não tem dinheiro para investir despreocupado, não entre neste ramo. Ou então, comece pequeno, vendendo roupas porta a porta. Grandes donas de boutique hoje, já foram sacoleiras no passado.

5º passo – contratar um bom contador

Você deve ter o auxílio de um bom contador em sua cidade que o ajudará a regularizar seu negócio. Ele também poderá orientá-lo com relação a emissão de notas e toda a burocracia para que sua empresa comece a funcionar bonitinha, sem nenhum problema.

Deixo como indicação para quem deseja abrir loja em São Paulo, a contabilidade que me presta serviços e que tem outros clientes lojistas (o escritório fica na Casa Verde, Zona Norte):

D´Paula Assessoria Contábil Tel: (11) 3326-9494 e (11) 4117-1716  e-mail: dpaulacontabil@hotmail.com

6º passo – contratar uma empresa de comunicação

Não adiantar colocar o seu sobrinho que faz desenhos bonitinhos no computador para criar a sua marca, seu logo e toda a comunicação da sua loja, para economizar. Este amadorismo que era comum no segmento plus size, em que as famílias cuidavam de todas as etapas dentro de uma loja, caiu no descrédito. Consumidora nota serviço mal feito.

Por mais que você ame os desenhos do sobrinho, as fotos que a prima tira e os looks que sua filha caçula cria para as Barbies, comece a utilizar o lema: família, família, negócios à parte.

Contrate primeiramente uma empresa que te ajude a definir o nome da sua loja, seus valores, missão, um logo bacana e toda a sua comunicação (mesmo que o básico do básico). Você precisa de folhetos, precisa de um site bonitinho e uma página no Facebook com cara profissional. Precisa de e-mkt para divulgar o lançamento da loja. Precisa de campanhas sazonais: Dia das Mães, Dia dos Namorados, Natal etc…

A empresa que indico para esse serviço é a MUFASA. O contato de lá é kauane@mufasa.com.br e danilo@mufasa.com.br.  O telefone da Kauane é (11) 99525-6023 . Eles não são careiros, são jovens, modernos, antenados e muito experientes

7º passo – registre a sua marca

Após definir com a empresa de comunicação algumas ideias de nomes e logos para a sua empresa, peça para uma empresa de marcas e patentes para fazer uma consulta no INPI sobre a possibilidade de registrar essa marca escolhida. Já vi empresas abertas, com logo na porta, roupas etiquetadas, sacolas de papel carísismas impressas e tendo que jogar tudo isso fora porque já existia uma empresa com aquele nome devidamente registrada. Isso é gravíssimo e pode sair muito caro e até condenar seu negócio ao fracasso antes mesmo de abrir.

Registrar domínios de sites no Registro BR ou colocar determinados nomes na razão social da sua empresa não te garantem o direito à marca.

Há também outra situação. O nome de sua loja pode fazer tanto sucesso que outras empresas por má fé passam a utilizá-lo indevidamente, ou ainda tentam registrá-lo com pequenas alterações para se aproveitar do seu sucesso e credibilidade.

Quem cuida da marca Mulherão e eu indico para vocês é a FG Marcas e Patentes. Eles são especializados em marcas e patentes. Já trabalhei com outras empresas, mas apenas essa me passou a segurança que eu precisava.

Não é um serviço barato, mas é necessário. O contato da FG Marcas é: (11) 3145-2550 e embora a empresa seja em São Paulo, pode fazer o registro e acompanhamento de marcas do País inteiro.

No site da FG Marcas, eles falam como registrar uma marca. Leia aqui.

***

Bom, estes são os primeiros passos para abrir a sua loja de moda plus size. Sábado que vem vou dar outras dicas e fornecedores para vocês. Vamos falar de confecções de roupas, fornecedores de araras e manequins, vitrinistas, modelos, fotógrafos etc. Também vamos falar de decoração. Espero que gostem. E podem tirar suas dúvidas aqui nos comentários que eu respondo no próximo sábado. Beijos!

Meu contato para consultoria em negócios de moda plus size: renata@fwps.com.br  (11) 98489-7672

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5 elogios que você NUNCA deve dizer para a sua namorada gordinha

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Por Renata Poskus Vaz

Oi meu amigo, hoje meu papo é contigo.

Veja só, você que sempre namorou mulheres magrinhas, de repente se vê completamente apaixonado por uma gordinha. Não se importa com padrões estéticos, está seguro do seu amor e acha sua gata linda de morrer, com todos os seus 3 dígitos na balança, gordurinhas e celulites.

Nada disso é relevante, você a considera a mulher mais linda deste mundo, o seu mulherão! E este amor e admiração é tão grande, que você quer elogiá-la, mostrar que não se importa com o fato dela ser gorda.

Peraí! Cuidado com os elogios. Nós, mulheres, somos muito sensíveis. E mesmo que sejamos muito bem-resolvidas com o nosso peso, dispensamos alguns elogios.

1) VOCÊ É A GORDINHA MAIS GATA QUE EU JÁ FIQUEI (OU NAMOREI, OU TRANSEI OU SEI LÁ O QUÊ…)

Na nossa cabeça ouvir que somos a mais gata das gordinhas que você já namorou não vai funcionar como um elogio. Claro que vamos pensar que estamos no topo da lista de seu ranking de macho predador, mas logo lembraremos das outras 569 gordas e magras que você também já namorou. Todo mundo tem um passado, claro, mas ele não precisa ser jogado na nossa cara assim. Dizer um: você é a mulher mais linda que já conheci, não tem necessariamente cunho sexual e a gente se derrete toda!

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2) ADORO APERTAR SUA GORDURINHA (OU SUA BARRIGUINHA, OU SEU BACON, OU SUA BANHINHA, OU SEI LÁ O QUÊ…)

Já sentimos um constrangimento danado quando vocês tascam a mão em nossa barriga ou naquele pneuzinho da cintura, sem mais nem menos. E isso não é coisa da cabeça de gorda não! Até as magrinhas não curtem que alisem sua pancinha assim, sem mais nem menos. E convenhamos, com tanta parte do corpo para apertar, acariciar, alisar, ir de cara na pochete é muita sacanagem! Pior do que apertar a barriga da namorada, é dizer isso em alto e bom som. Diga apenas: adoro apertar você. Ou: adoro seu corpo. É suficiente!

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3) EU GOSTO DE VOCÊ MESMO VOCÊ SENDO GORDINHA

Ah, meu amigo, se você gosta da sua namorada de verdade, não vai dizer que gosta dela mesmo ela sendo gordinha. Dirá: gosto de você, e pronto. Reforçar que gosta dela, apesar do peso que ela tem, demonstra que o fato dela estar acima do peso te incomoda muito. É como se dissesse: apesar de ser gordinha, eu gosto de você. Ou: sinto muito por ser gordinha, mas gosto de você mesmo assim. Não rola. Parte logo para o eu te amo!

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4) VOCÊ TEM UM ROSTO LINDO

Jamais repita isso! Rosto lindo? Somos lindas inteiras. Quando você diz que sua namorada tem um rosto lindo ela de cara vai pensar que todas as outras partes do corpo não são. E não venha dizer que somos muito complicadas. É que quando vocês, homens, entendem tudo objetivamente, nós temos uma visão romântica e subjetiva. Pensamos além do que é dito… kkkk Que tal um: você é TODA linda! ?

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5) VEM CÁ, MINHA… (COMPLETE COM SEU APELIDO BIZARRO PREDILETO)

Gordinha bem-resolvida não se importa de ser chamada de gordinha pelo namorado. Mas pare por aí que já está bom. Não precisa intensificar os apelidos… Tem quem seja chamada de bolinha, redondinha e cheinha pelo namorado. Terrível também é ser chamada de fofinha (fofinha é sua poodle, eu sou é gostosa!). Mas o pior mesmo é ser chamada de Peppa Pig (sim, fiz uma enquete no Facebook e algumas meninas disseram que são chamadas assim. Se fosse comigo, ia dizer ao namorado: Espera aí, que a Peppa Pig aqui vai fornecer seu bacon para outra freguesia). Que tal chamar sua namorada de gostosa, de amor, de querida, de linda e até com o cafonérrimo e nada ofensivo benhê? Ou então pela primeira sílaba do nome dela, isso nunca sai de moda.

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Fala sério, é tão fácil fazer a gente feliz, né? rsrsrs

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Dia de Modelo Plus Size em São Paulo – Edição Especial Pin-up

Por Renata Poskus Vaz

Depois do sucesso do Dia de Modelo Sexy, faremos uma edição especial PIN-UP no dia 18 de abril, sábado. Fotos em estúdio, com penteado, cabelo e produção de moda. Muitas caras e bocas, sensualidade e diversão.

Para novas participantes do Dia de Modelo o custo é de R$400 e este valor pode ser parcelado no cartão de crédito ou com 10% de desconto à vista.

Se você já fez o Dia de Modelo é nossa cliente VIP e só paga R$300 por seu novo book.

Inscrevam-se, será muito divertido!

blogmulheraosp@hotmail.com ou watzapp: (11) 98489-7672 – Não vamos responder como é que se faz para ser modelo plus size, tá bom? Este watzapp é apenas para informações sobre o Dia de Modelo Especial Pin-up.

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Bazar Chicabolacha em São Paulo

Por Renata Poskus Vaz

Depois de uma olhadinha no desfile da Chicabolacha no Fashion Weekend Plus SizeO estilo diferente, jovem e irreverente da marca conquistou o coração das paulistanas. A loja da marca fica lá em Porto Alegre.

Só que neste fim de semana, quem mora em São Paulo poderá comprar Chicabolacha com descontos incríveis, na Rua Augusta. Aproveitem!

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Gordice do dia: Ovos de páscoa gourmet da Brigadeiró

Por Renata Poskus Vaz

Quero dividir com vocês uma gordice de primeira que descobri aqui no meu bairro, a Freguesia do Ó: a Brigadeiró. Elas fazem ovos de páscoa especiais, com e sem recheio e outros docinhos com chocolate de primeira linha, excelente acabamento e entregues em embalagens lindinhas. Não é uma loja, trabalham só sob encomenda e ainda dá tempo de garantir as delícias da Páscoa.

Os que encontramos no mercado não tem charme, todo mundo já conhece e custam os olhos da cara. Tente, desta vez, investir em ovos da Brigadeiró.

Não estou ganhando jabá com isso, garanto. É que quando a gordice é boa de verdade, eu sempre indico para as amigas! kkk

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Facebook Brigadeiró, clique aqui. 

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Look do dia: Vestidinho com a cara do outono

Por Simone Fiúza

Essa semana tive gravação na TV Gazeta e o tempo estava chuvoso, mas levemente abafado, coisas de São Paulo. Com  a cara da estação mais fresca do ano que acabou de chegar: o outono!

Sou muito calorenta, para que eu sinta frio, tem que ser aquele frio de bater o queixo. Então optei por esse vestido fofo, fresco e estampado da Result Jeans, a cara do outono. O conforto sempre está presente nos meus looks, usei o meu peep toe preferido da Passarela super confortável. E para arrematar o look bolsa Michael Kors e óculos espelhado que estou in love.

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Créditos:

Vestido – Result Jeans

Peep Toe – Passarela

Bolsa – Michael Kors

Óculos – Acervo Pessoal

Bjokas e se amem!

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Receitinhas: o Light que parece gordiet – Chá de banana

Por Simone Fiúza

Como prometi toda semana vou postar uma delicinha do Spa Jardim da Serra e essa semana vou compartilhar com vocês a melhor receita de chá da minha vida!!

CHÁ DE BANANA

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 INGREDIENTES

  • 4 bananas prata média
  • 1 litro de água
  • Suco de ½ laranja
  • Adoçante para forno e fogão a gosto.

MODO DE PREPARO Bater a banana no liquidificador com a água e reservar. Levar o adoçante ao fogo até formar uma calda. Adicionar o suco feito com a banana e deixar em fogo brando até formar um líquido cremoso e dourado. Acrescentar o suco da laranja, uma pitada de canela, 5 cravos e servir. Rendimento: 1 litro com aproximadamente 400 cal.

Me contem depois se gostaram!

Para maiores informações do Spa entrem no site:  http://www.spajardimdaserra.com.br/

bjokas e se amem!

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A saúde mental das pessoas gordas

Mulherões, achei esta matéria da Revista Fórum muito interessante e transcrevi na íntegra para vocês. É importante que leiam e se possível que compartilhem!

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A suposta preocupação com a saúde física de pessoas gordas, que vem em comentários invasivos e críticos, esconde uma negligência com potencial devastador – a total falta de sensibilidade com a saúde mental de quem é alvo de deboche sobre seu corpo e seus hábitos alimentares

Por Jarid Arraes

Os movimentos sociais que falam sobre a gordofobia – um sistema estrutural que discrimina pessoas gordas de diversas formas – têm crescido e levantado a voz contra a forma como a sociedade enxerga e trata quem não é magro. Infelizmente, os prejuízos causados à saúde mental dessas pessoas são um tema ainda pouco abordado.

Mesmo que não percebam, muitas pessoas fazem afirmações gordofóbicas, geralmente alegando que o problema não está na estética, mas sim que apenas se preocupam com a saúde de quem é gordo. Ao contrário do clichê, no entanto, a suposta preocupação com a saúde física de pessoas gordas, que vem em comentários invasivos e críticos, esconde uma negligência com potencial devastador – a total falta de sensibilidade com a saúde mental de quem é alvo de deboche sobre seu corpo e seus hábitos alimentares.

A ativista Gizelli Sousa é uma das vozes contra a gordofobia mais ativas na rede. Com um blogvoltado para discussões sobre o tema, Souza enfrenta preconceitos de todos os lados – afinal, até o movimento feminista possui dificuldade para compreender as pautas específicas das mulheres gordas e repensar o lugar de privilégio de quem é magra. “Naomi Wolf, em ‘O Mito da beleza’, disse que a dieta é o sedativo político mais poderoso na história das mulheres. O foco no corpo feminino, na beleza e em manter-se dentro dos padrões aceitos pela sociedade, são formas de manter as mulheres sob controle. Além da discussão da beleza, há também a questão da acessibilidade e da emancipação financeira, uma vez que é cada vez mais comum que empregadores rejeitem pessoas gordas. Com tudo isto, está claro que se o feminismo busca a igualdade de direitos, oportunidades e justiça para as mulheres, a gordofobia precisa ser analisada sob a ótica feminista”, introduz Sousa.

Para ela, no entanto, o problema da gordofobia é um grande responsável pela destruição da saúde mental das mulheres. “A gordofobia afeta, sobretudo, a saúde mental das pessoas gordas. Viver em uma sociedade que nos é hostil obviamente é um fator que causa sofrimento e, consequentemente, angústia, ansiedade, pânico. Não são raros os casos de pessoas que se afastam de amigos, parentes e familiares, que evitam o contato social e que deixam de sair por se sentirem inadequadas”.

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Porém, Gizelli chama atenção para o paradoxo do comportamento da sociedade na relação com a saúde das pessoas gordas. “O irônico é que pessoas comuns, que não são médicos nem cientistas, estão sempre fiscalizando a saúde do gordo. Porém, essas pessoas, muitas vezes completamente desconhecidas, que se dizem consternadas pelo estado de saúde da pessoa obesa, são as primeiras a esquecerem que existe a saúde física e a saúde psicológica. A saúde psicológica da pessoa gorda nunca é levada em consideração, sobretudo na infância e adolescência. Constantemente, vejo as pessoas falarem em reforço positivo para as crianças, mas, no tocante às crianças gordas, acho que a maior parte delas se acostuma a ouvir apenas críticas e ofensas. Conheço casos de pessoas que sofreram bullying gordofóbico na escola e dentro de casa desde muito cedo.”

Os perigos desses ataques são muito agudos: “Isso afeta completamente a percepção que o indivíduo tem de si mesmo, muitas vezes as pessoas passam a se odiar. E conseguir alterar isso é um processo muito longo e complexo. É facílimo encontrar notícias de pessoas que foram ofendidas por alguém em determinado ponto da vida e, a partir daí, passaram por todo tipo de dieta e procedimentos para emagrecer dezenas de quilos e ‘dar a volta por cima’”. Para Sousa, as matérias sensacionalistas que a mídia exibe, mostrando “ex-gordas” que decidiram emagrecer após sofrerem humilhações, mostram um lado distorcido da moeda, já que a razão do emagrecimento é, na maioria das vezes, causa da gordofobia, de uma agressão; é uma máscara colocada sobre algo negativo que deveria ser combatido e não estimulado. “Outro fator que é muito esquecido é que às vezes a pessoa gorda começa a emagrecer e recebe muitos elogios e incentivos; contudo, nem sempre esse emagrecimento vem de forma saudável. Existe essa imagem formada de que pessoas com transtornos alimentares como a bulimia são sempre magras. Nem sempre – muitas mulheres gordas sofrem silenciosamente de transtornos dessa natureza”, alerta.

“Na minha opinião, perder 30 quilos é mais fácil do que aprender a amar a si mesmo, quando todos ao redor tratam a pessoa com desprezo ou condescendência”, afirma Sousa. Infelizmente, relatos de mulheres que resolveram emagrecer, mas que também buscam na luta contra gordofobia a problematização necessária para compreender as vivências de agressão pelas quais passaram, também têm muito a concordar com a ativista Gizelli Sousa. Uma dessas mulheres é M. P., feminista, que prefere não se identificar. Na experiência de M. P., a gordofobia causou danos profundos à sua saúde mental. Hoje, após ter emagrecido com o auxílio da cirurgia bariátrica, a artista plástica de 31 anos busca refletir sobre essas questões e afirma que, agora magra, percebe as facilidades que quem é magro possui em sociedade. A entrevista que concedeu, na íntegra, pode ser lida abaixo:

Revista Fórum – Como foi sua experiência com a cirurgia bariátrica? Por que decidiu fazê-la?

M. P. - O que me levou a decisão foi o cansaço. O físico pelas limitações crescentes do meu corpo: as dores, o inchaço, a fadiga, a impossibilidade de fazer coisas normais – como esportes de aventura, viagens longas, sair pra dançar, caminhar uma quadra sem sentir dor e exaustão. E o psicológico, esse muito maior, porque ser mulher e gorda na nossa sociedade é extremamente exaustivo. Somos vigiadas e julgadas o tempo todo: observam se as roupas que usamos escondem nossos corpos errados pra não causar repulsa nos outros, observam se estamos comendo coisas que engordam em público, observam se estamos ocupando “espaço demais” nos lugares públicos, se não estamos chamando muito a atenção, se não estamos “querendo demais” pra mulheres gordas. Sabemos disso por causa dos olhares de nojo, de desaprovação, pelos risos, pelos cochichos e também porque algumas pessoas se sentem no direito de falar abertamente sobre isso, como se não fosse uma agressão enorme, uma invasão. E existe um paradoxo: ao mesmo tempo em que somos observadas o tempo todo, somos também invisíveis. É como se, por sermos gordas, não tivéssemos o direito de ter voz pra dizer o que quer que seja, de reclamar das coisas, de exigir tratamento digno, de dar opiniões. A vontade e a opinião da mulher gorda tem muito menos valor do que a da mulher magra (sei disso agora porque experimentei os dois extremos). Você fala algo e aquilo não tem valor porque você é gorda (além de mulher, claro, e imagino que seja ainda pior se a mulher for negra, trans, com deficiência). Viver assim, com essa sensação de não ter direitos, de não ter espaço, não ter importância, me levou a um estado de exaustão insuportável. Eu sabia que não conseguiria emagrecer se não fosse através da cirurgia, porque eu já tinha tentado de tudo, então escolhi operar.

Fórum – Foi difícil conseguir laudos e suporte para a realização da cirurgia bariátrica?

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M. P. -  Imaginei que fosse encontrar dificuldades em relação à autorização do meu plano de saúde, já que minha obesidade era grau II e eu não tinha problemas de hipertensão ou colesterol, por exemplo, mas bastou um laudo comprovando as complicações vasculares que tenho nas pernas. Passei por todas as etapas necessárias, como avaliação endocrinológica e psicológica, e fiz a lista enorme de exames exigidos. Aqui entra uma parte que é surreal, ridícula e exige paciência e foco: provar que se é gorda o suficiente pra operar. É uma situação absurda, mas apesar de a gordofobia estar super presente nos ambientes relacionados à cirurgia bariátrica (afinal, a gordura é vista como doença, sendo a cirurgia um modo de cura), também existe essa pressão para que as pessoas não operem por “preguiça” de emagrecer com dieta e exercícios, como se a cirurgia fosse simples, fácil e indolor. De qualquer modo, acho que um dos laudos mais importantes é o psicológico, porque a cirurgia tem um pós-operatório longo e complicado e as mudanças, tanto no modo de vida quanto na relação com o corpo, são enormes.

Fórum – O que mudou na sua vida depois de ter feito a cirurgia e perder peso? O que se tornou mais fácil fazer?

M. P. – Infelizmente a resposta é: melhorou muito. Eu estava realmente com problemas físicos de locomoção e, agora, com pouco mais de um ano de operada, me sinto 80% livre deles. Faço exercícios aeróbicos, musculação e fisioterapia, por conta da perda muscular que a cirurgia causa, mas não tenho mais nenhum impedimento físico e consigo fazer tudo que quero. Antes de operar eu ficava sem fôlego simplesmente ao colocar roupas no varal e hoje consigo sair da academia, passar no supermercado e ainda voltar pra casa a pé, carregando compras, sem problemas e ainda conversando. A mudança foi realmente positiva, no meu caso.

Fórum – Quando você era gorda, quais eram suas maiores dificuldades no aspecto de acessibilidade?

M. P. – A mudança é enorme também: eu sinto como se agora pudesse relaxar. Antes eu me preocupava com a possibilidade de uma cadeira quebrar sob o meu peso, por exemplo. Tinha que calcular se podia e se devia sentar nos lugares. Meu quadril era muito grande e eu tinha medo de entalar em cadeiras estreitas com braços. Também sentia muita dificuldade em lugares como filas ou salas de espera lotadas, já que não existem assentos pra pessoas obesas, e esperar muito tempo em pé era um martírio. Lugares com muitos degraus, ou degraus muito altos também me desencorajavam, porque eu tinha medo de me desequilibrar e cair – e uma mulher gorda caindo no chão é sempre motivo de riso pros outros, o que me dava muito medo. Passar em locais estreitos me deixava ansiosa, porque eu achava que ia entalar, ou esbarrar em tudo, nas pessoas, sair arrastando tudo e eu tinha muito medo de ser apontada, humilhada… A gente sabe que o pensamento das pessoas é “olha lá a gorda fazendo coisa de gorda”, né. Até saltar uma poça de água vira fonte de medo, porque se é uma mulher magra que cai, ela é uma coitada – se é uma gorda, é uma ridícula. E por aí vai.

Depois que emagreci a sensação, infelizmente, é a de liberdade, porque eu não me preocupo mais com nada disso. Sei que as cadeiras não vão quebrar sob meu peso, sei que se eu cair as pessoas vão simplesmente me ajudar a levantar. É muito triste perceber que o mundo não é feito pra acolher pessoas gordas, e nem quer acolher, na verdade. Emagrecer me trouxe alívio na mesma medida em que me trouxe desesperança, porque eu não queria que o mundo fosse assim e não queria que as pessoas precisassem emagrecer pra sentir essa liberdade. Estou feliz com a minha escolha, mas queria que as pessoas que escolhem não emagrecer se sentissem livres também.

Fórum – Como você avalia a sua saúde mental e seu estado emocional e psicológico antes da cirurgia?

M. P. - Na verdade, meu estado mental antes era péssimo, totalmente sem perspectivas e esperança. Quando decidi procurar um cirurgião, incentivada por uma amiga que também operou, eu estava me sentindo no fundo do poço. Meu peso estava aumentando sem controle, por mais que eu controlasse a alimentação, e eu já estava incapacitada para a maioria das coisas, além da minha autoestima estar simplesmente destruída. Eu quase não saia de casa – pelo desgaste físico e principalmente pelo desgaste psicológico. Eu sentia que não tinha direito de estar no mundo, sentia que não tinha direito a nada simplesmente por ser gorda. É claro que eu não concordo com isso, mas conseguir pensar racionalmente é uma coisa, e sentir é outra. Eu havia reproduzido muita gordofobia antes de conhecer o Feminismo, mas nessa época minha visão em relação a corpos gordos já tinha mudado muito e era de beleza, de poder, de aceitação – só que eu nunca consegui aplicar isso a mim mesma. Buscar a cirurgia, inclusive, despertou em mim o medo de estar sendo hipócrita e ver algumas feministas apontando dedos pra quem operava reforçou esse medo. Eu sabia que estava fazendo a única escolha que poderia salvar minha vida, mas ao mesmo tempo sentia muita culpa e também não queria que meninas gordas pensassem que essa era a única opção – era a única apenas no meu caso.

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Fórum – E depois da cirurgia?  Você consegue perceber mudanças e identificar os motivos de sofrimento?

M. P. - Depois da cirurgia, passei por várias fases, tudo muito rápido e confuso. Ainda sentia muita culpa, sentia medo do fracasso, de que a cirurgia não desse certo e de que eu não aguentasse a pressão externa caso isso acontecesse, me sentia confusa sobre ter ou não o direito de falar sobre gordofobia… Ou seja, eu não deixei de me sentir extremamente insegura em relação a como o mundo reagia a mim, não deixei de sentir que tudo que eu fazia ou falava era errado ou inadequado só porque estava emagrecendo. Tive que refletir muito e por muito tempo pra entender que as marcas que a gordofobia deixou são profundas e não vão sumir jamais, e continuam afetando cada ação que tomo ou como me sinto em relação a mim mesma e ao mundo, ainda que hoje em dia eu seja lida como uma mulher “magra” e reconheça que vivo com muito mais liberdade e visibilidade social.

Minha vivência como mulher gorda não vai ser apagada porque emagreci; faz pouco tempo que entendi isso e me convenci de que posso, sim, falar sobre, posso ser feminista e ter decidido emagrecer. No entanto, fico triste porque percebo que até mesmo essa segurança em afirmar que posso falar sobre gordofobia tem raízes na perda de peso e no empoderamento que isso me trouxe. Então, embora eu esteja me sentindo muito melhor tanto fisicamente quanto psicologicamente, de novo a sensação geral é a de tristeza e desesperança. Tanto meu sofrimento quanto meu empoderamento são frutos da maneira gordofóbica com que a sociedade é construída e entender isso me deixa muito chateada.

Fórum – A forma como as pessoas agem em relação ao seu corpo – as que te conheceram gorda – mudou?

M. P. –  A gordofobia continua atingindo quem emagrece, apenas de maneiras ligeiramente diferentes. Quem foi gorda e emagreceu, não importa como, sempre vai ter gente em volta ‘tomando conta’ para que ela não volte a engordar, vigiando se come coisas “erradas”, se parou de se exercitar, se dá qualquer sinal que interpretem como comportamento “de gordo”. A patrulha não acaba nunca. Além disso, existe também o controle sobre as consequências do emagrecimento: flacidez e estrias. As pessoas não tem o menor pudor em perguntar se tem pele sobrando, se os peitos caíram, se você vai fazer cirurgia plástica, como ficaram as estrias. É normal que eu mencione a cirurgia e as pessoas olhem automaticamente pros meus braços, pra checar se tem pele solta. A patrulha não vai acabar nunca.

Fórum –  De que forma a gordofobia te fez mal emocionalmente e psicologicamente?

M. P. –  A gordofobia destruiu a minha vida. Comecei a ter “sobrepeso” quando era criança e, ainda que não fosse muito, as pessoas próximas me tratavam como uma pessoa errada, deformada, preguiçosa, que não conseguiria nada se não emagrecesse, que não merecia nada sendo gorda. Nada do que eu era conseguia se sobrepor ao meu peso excessivo, não adiantava ser inteligente ou ser boa e outras coisas, acima de tudo eu era gorda. Entrei na adolescência já obcecada por emagrecimento e com as certezas de que eu não merecia ser feliz por não ter um corpo perfeito e de que minha vida só ‘começaria de verdade’ quando eu fosse magra. Fiz as dietas mais absurdas, passei por um período de anorexia, fazia exercícios demais sem acompanhamento e, finalmente, comecei a tomar remédios pra emagrecer – tudo isso sem ao menos ter peso para ser medicamente considerada obesa e antes dos 18 anos. Em um período da vida em que eu deveria estar desenvolvendo os múltiplos interesses que sempre tive, deveria estar me descobrindo e me divertindo, o que me dominava era a angústia e o sentimento de inadequação – sempre reforçados a cada dia por comentários gordofóbicos vindos de todos os lados e pela pressão da mídia.

Pessoas próximas da minha família sempre tinham dicas de emagrecimento pra me dar, com aquelas desculpas clássicas de saúde e preocupação com meu bem estar – embora nunca ninguém tenha mencionado minha saúde mental. Isso tudo acabou com minha autoestima de uma maneira irreparável, a ponto de eu aceitar relacionamentos amorosos e amizades que eram de um modo ou de outro abusivos, apenas porque eu achava que era aquilo que eu merecia, se muito. Viver assim me levou a ter transtornos psiquiátricos ligados a ansiedade e comportamos autodestrutivos, entre eles a compulsão por doces, o que, ao longos dos anos, me levou a obesidade real e me trouxe ainda outros problemas físicos. A gordofobia me levou a ficar gorda, de certo modo, e eu entrei em um processo circular onde a gordofobia acabava gerando aumento de peso e o aumento de peso piorava a ação da gordofobia – e isso tudo fazia com que eu só me odiasse mais e mais a cada dia.

Fórum – Como você avalia a postura da mídia e da sociedade diante da saúde mental das pessoas gordas? Por que há tantas matérias exaltando grandes emagrecimentos sem que seja citada a razão que levou ao emagrecimento, ou seja, o sofrimento causado pela gordofobia?

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M. P. –  A mídia não se importa nem um pouco com a saúde mental de quem é gordo, mas nem um pouco mesmo. A postura deles é de reforço da opressão e apenas isso. Nunca li um texto ou vi uma matéria sequer na grande mídia que me ajudasse – pelo contrário, perdi a conta das crises depressivas e autodestrutivas que tive, desencadeadas por matérias e programas televisivos. O único apoio midiático que encontrei pra lidar com a gordofobia foi em textos de blogs feministas e isso é muito recente.

Essas reportagens exaltando perda de peso como exemplo de superação machucam demais, porque é como se elas esfregassem na cara de quem é gordo que o emagrecimento é apenas questão de esforço e vontade, o que não é verdade, e também que emagrecer é o único objetivo correto que um gordo pode ter, o que é simplesmente absurdo. O foco é sempre na suposta saúde física e, quando se fala em saúde mental, é sempre no sentido de reafirmar a gordofobia. Admitir a gordofobia como a causa primária do sofrimento de pessoas gordas, em especial das mulheres, seria como revelar um segredo de mágica, porque ela nada mais é do que uma ferramenta de controle do patriarcado e do capitalismo. Eles não vão admitir o truque a menos que tenham um melhor pra colocar no lugar. Eu não acho que isso vá mudar a menos que a gente faça muito barulho e busque abrir os olhos de cada vez mais pessoas para o quão destrutiva a gordofobia é e para o quão absurdo e corrosivo é continuar a reproduzi-la.

Fórum – Que mensagem você gostaria de deixar para outras pessoas que sentem que emagrecer é a única alternativa para aliviar o sofrimento causado pela gordofobia?

M. P. - Primeiro, que elas não precisam se  sentir culpadas por acharem que emagrecer é a única solução pra se ter alívio e liberdade no mundo gordofóbico em que vivemos. Nossa vivência já é dolorida demais sem essa culpa e podemos rejeitar ela. Segundo, que é possível, sim, decidir emagrecer e ao mesmo tempo lutar contra a gordofobia como sistema de opressão, justamente pela vivência que temos. Terceiro, que a decisão de emagrecer ou não é pessoal e deve ser respeitada por todos, qualquer que seja ela, e que devemos exigir esse respeito na base do grito, se necessário. E, por último, que elas não estão sozinhas.

Fonte: Revista Fórum

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O charme dos anos 70 invade a Passarela.com

Site oferece muitos produtos com ares setentinhas. A década é a aposta do inverno e permite a criação de looks criativos.

LForte tendência da moda mundial, os anos 70 estão de volta. São roupas, acessórios e muitas cores que remetem à década, que foi um marco no universo fashion. Antenada nas principais tendências, a Passarela.com já oferece produtos cheios de estilo, inspirados nos desfiles que trouxeram o perfume setentinha para as principais semanas de moda e aos looks de street style.

Os acessórios marcaram essa época, como os óculos de sol. Redondos, eram feitos desde os tamanhos grandes até os pequenos, à lá John Lennon. O modelo Brenda Lee oferecido pela Passarela é feito em acetato, e disponível em duas cores, preto e marrom. Já um chapéu é capaz de mudar todo o look. Perfeitos para os dias de outono, o modelo da vez é o floppy, feito em feltro, com abas largas e maleáveis. Em preto e vinho, da marca Desmond, as opções da Passarela.com são essenciais para arrematar o look 70’s, e combinam com casacos de lã e couro.image

A estampa psicodélica, que veio da psicodelia, mistura linhas e cores fortes. A regata Brenda Lee tem desenhos que remetem ao tropicalismo. Nesta época pode ser usada sozinha, mas se o frio chegar, combina com jaquetas em tons quentes, como o caramelo.

Impossível falar nos anos 70 sem citar as calças boca de sino. Agora, volta revisitada, é chamada de flare. A abertura da barra varia, desde as mais contidas até as mais abertas. O modelo da marca Desmond para Passarela.com é feito em malha piquet com toque macio e tem a abertura bem acentuada. E vale lembrar: o modelo é ideal para as mulheres que têm quadril largo, pois cria equilíbrio visual.

Arrematando com estilo

As franjas invadiram a moda com tudo e prometem ficar por mais uma temporada. A bolsa é uma ótima opção para quem quer usar esse efeito sem exagerar. O modelo da Desmond disponível na Passarela.com tem opções em preto, azul imagee vermelho, e as alças têm regulagem, permitindo que seja usada tanto na transversal, super setentinha, quanto de lado.

Outro modelo que foi hit nos anos 70 e voltou com tudo é o box. O nome é porque ela lembra uma caixa. É super versátil, podendo ser carregada na lateral ou na mão. A Passarela.com oferece o modelo da marca Viazzi, em café, preto, gelo e caramelo.

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As sandálias plataforma, como o modelo Lara, tem aparência mais pesada, de salto bloco e meia pata. Esse power calçado deixa qualquer look com cara super antenada na moda. Para o uso durante o dia, super combina com o jeans flare. À noite, um vestido ou uma saia, fica num visual arrasador.

E para estar super antenada com as tendências da era disco, que tal investir em um sapato com acabamento em verniz? O scarpin Lara, modelo exclusivo, é capaz de criar combinações arrebatadoras tanto em looks noturnos, quanto diurnos. Aposte nos 70’s para criar seu look da temporada e arrasar.

www.passarela.com
(11) 4531-7952

* Este texto é um publipost

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6 coisas que toda gorda de bumbum pequeno deve saber

bumbum gordinha

Por Renata Poskus Vaz

Glúteos, nádegas, bunda, buzanfa, pandeiro, rabo, popô, traseiro, bumbum… Não importa como você chama o seu. O difícil não é encontrar um nome carinhoso, irreverente ou politicamente correto para chamar essa região, mas ser gorda, toda grande, e ter justo esse “objeto” do desejo pequenininho. E aí, ser gorda de bunda pequena é normal?

1. Ter bumbum pequeno é normal

No Brasil, se propaga pela TV, sites e revistas que sinônimo de mulher bonita é aquela que tem bunda grande. Nas matérias com dicas de moda para gordinhas, sempre dão sugestões de roupas que favorecem quem tem quadril largo e nádegas grandes. Então, quem tem uma bundinha modesta, logo fica se sentindo anormal. Gorda desbundada? Ah, não pode produção! Pode sim!

Temos uma diversidade de biótipos muito grande. Mulheres com ascendência européia tendem a ter mais seios e menos bumbum, as latinas o contrário. Cada uma tem um jeito, um corpo, e todos são perfeitos!

A blogueira linda e modesta que vos fala é um exemplo de gorda com bumbum modesto. Na verdade, acho meu bumbum super normal, lindo e perfeito. Parece pequeno se comparado com algumas outras gordinhas, mas ele tem lá suas compensações.

2. Compensações de ter um bumbum pequeno

Bumbum pequeno é mais fácil de cuidar, tem uma área menor para as celulites se proliferarem (se é que isso te preocupa), além de economizar com cremes de beleza (hihihihi). Bumbum pequeno marca menos na roupa, é mais fácil de caber nas calças plus size que estão cada vez mais mini sizes. Se você for uma gordinha saudável e malhar, logo ele enrijece, a musculatura aparece, o que demora mais tempo para acontecer com as gordinhas de bumbum maior.

4. Você é mais do que uma bunda

Não te convenci ainda? Então lembre-se que você é muito mais do que bunda. Quando se chatear, lembre sempre da principal função do seu derrier: proteger de atritos a região delicada da bacia. Fora isso, tudo é fetiche! Sentir-se menos mulher por ter bumbum pequeno é uma grande bobagem. Lembre sempre de suas qualidades morais, do seu bom-humor, do seu charme, da sua inteligência… Você tem que se amar e se admirar como é e todos a amarão e admirarão também.

5. Uma desbundada que mudou a história dos Beatles

bunda da yoko ono

No Facebook estão compartilhando a foto acima, uma montagem com a foto da contracapa de Two Virgins, primeiro disco de Lennon e Yoko Ono. Os dois nuzinhos da silva, como vieram ao mundo. Minha amiga fez a seguinte observação:

Tem uma foto do John Lennon e da Yoko Ono nus circulando por aí e todo mundo zoando a bunda dela. E eu só tenho uma coisa a dizer: essa mulher é foda. Com aquela bunda ela conseguiu destruir os Beatles. – Keka Demétrio

E não é que é verdade? Yoko não destruiu a banda Beatles, mas foi um ótimo incentivo para que o marido desistisse de vez do grupo para focar sem sua carreira solo. Tudo isso com uma beleza fora dos padrões para a época, com um corpo baixo e magro (na época nós gordinhas éramos a moda!), oriental, com traços fortes, quase masculinos e com bumbum pequeno!

Se Yoko Ono se garantia com seu bumbum pequeno, se John Lennon (o mega, super astro galã do final dos anos 60) não ligava para isso também), se ela o conquistou com outros atributos, porque você, minha amiga, vai se importar com seu bumbum pp?

6. Roupas que valorizam gordinhas com pouco bumbum

Ah, você pode usar a roupa que quiser! Mas dicas infalíveis para deixar o bumbum maior e o quadril mais largo, são:

saia de cintura alta 2

Saias em A, evasê, rodadas, com volume e cintura marcada

calça plus size 2

calças larguinhas, boyfriend, saruel, cenoura, com barra afunilada e cintura alta, avolumam o quadril e equilibram a silhueta

saia plus size 2

Estampas na parte de baixo: em saias, calças, short etc

Você também pode apostar em calças jeans em lavagens claras ou escuras, ajustadas, sem bolso ou com bolso pequeno no bumbum. Ah, mas se sirvo de exemplo tenho que confessar que não sigo regras. Adoro usar saias justinhas curtinhas, vestidos tubinhos etc. Não me privo de nada! Tudo entra em meu guarda-roupa.

Assuma também seu bumbum divo mignon e seja feliz! <3 <3 <3

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Maiôs e biquinis plus size sob medida

Por Renata Poskus Vaz

A fotógrafa Adriana Líbini divulgou um editorial de moda praia que intitulou de JUNK SUMMER. Nele, as tops Silvia Neves e Alessandra Linder usam biquínis e maiôs do estilista Bruno Back, que faz peças sob medida.

A produtora de moda Carol Santos buscou fotografar as peças de verão em um ambiente nada habitual, em meio às máquinas e sucatas.

A beleza foi assinada por Tati Souza.

Gostaram?

Editorial Junk Summer by Adriana Líbini Fotografia (2) Editorial Junk Summer by Adriana Líbini Fotografia (3) Editorial Junk Summer by Adriana Líbini Fotografia (4) Editorial Junk Summer by Adriana Líbini Fotografia (7) Editorial Junk Summer by Adriana Líbini Fotografia (8) Editorial Junk Summer by Adriana Líbini Fotografia (11) Editorial Junk Summer by Adriana Líbini Fotografia (15) Editorial Junk Summer by Adriana Líbini Fotografia (16) Editorial Junk Summer by Adriana Líbini Fotografia (18)

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