8 de setembro de 2013 00:39

Por Cíntia Rojo

“Dinheiro eu tenho, só me falta-me o glamour”

Lady Katy (Zorra Total)

“(…) vidas falsas e vazias não são preenchidas por armários lotados, e sim por pés fincados no chão (…)”

“Você não é menos incrível porque não tem um sapato da Prada. Nem menos interessante porque não tem grana para comprar um esmalte da Chanel.”

(Mariana Inbar, para o site Petiscos)


cintia rojo 1

Li recentemente que uma ex-blogueira de moda se afundou em dívidas de US$ 35 mil na ânsia de acompanhar as tendências. Ela não é plus size (nem brasileira ela é), mas fiquei pensando em mim e em vocês; em nós, mulheres comuns, que trabalhamos duro, temos nosso precioso dinheiro e muito, mas muito bom gosto. Nunca foi tão fácil comprar roupas acima do 44 em grandes cidades como Rio ou São Paulo. Fora desse eixo é relativamente mais fácil encontrar roupas em tamanhos cada vez maiores nas lojas on line que entregam em todas as regiões do país.

 Eu já me vi ensandecida diante de tantas ofertas de roupas do meu tamanho (um generoso 48) e muitas vezes cedi ao canto da sereia dos cartões de crédito e dos intermináveis parcelamentos. Um belo dia, porém, ao sair do provador com um daqueles-vestido-must-have, uma amiga perguntou: “é bonito, caiu bem… mas você realmente acha que esse vestido é a sua cara?” E o click aconteceu na minha cabeça! Adoro fazer compras mas aprendi a fazer algumas análises antes de sair de casa que ajudam a nortear meu passeio pelo shopping e a pensar mil vezes antes de usar meu cartão de crédito:

1) Faço as seguintes perguntas para mim mesma:

– Que tipo de roupa me é confortável?

– Que tipo de roupa eu acho bonita?

– Que marcas me oferecem roupas condizentes com minha personalidade a preços justos?

Para me deixar ainda mais feliz, descobri que meu estilo é bem simples, urbano e prático. Não preciso das últimas tendências para estar bem e vestida do meu próprio jeito. Os blogs me ajudaram bastante – especialmente o Mulherão, que me ensinou a entender o que valorizar no meu biotipo. Vira e mexe eu vou nos posts antigos do blog pra tirar alguma dúvida ou buscar inspiração de moda. Às vezes, o que você precisa é de inspiração, de uma idéia, e não de (mais) uma peça nova no guarda-roupa.

2) Passei a olhar, periodicamente, minhas peças antigas. Sim, a moda vem e vai, e é possível que alguma coisa velha, no fundo do seu armário, esteja de novo em alta. Isso ajuda – bastante! – a repaginar qualquer visual. Antes de comprar, então, eu vejo no armário se não tenho uma peça equivalente.

3) Pego roupas emprestadas. É muita satisfação saber que sua mãe tem um vestido “pretinho básico” que fica uma graça em você #BaseadoEmFatosReais. Também sou solidária e empresto roupas.

4) Me pergunto se eu realmente preciso daquela roupa. Eu não caio mais naquelas perguntinhas “eu vou ficar mais feliz se comprar essa roupa?” porque só se eu fosse muito, muito ingênua, eu diria que sim. Ninguém é mais feliz por que comprou algo!

5) Se eu cheguei à conclusão que preciso ou quero, quero e ponto. (Acontece!) comprar algo, eu procuro uma peça equivalente e faço uma doação. (Só não vale pra situações tipo… calça furada! Roupa para doação tem que ser roupa boa, ok?!)

E depois de ter dito tudo isso, realmente creio que mesmo se eu fosse rica (e não rycah), eu continuaria agindo dessa forma. Porque tem coisas que o dinheiro não compra; felicidade e bom senso, por exemplo. Ah, e glamour também não… sorry, Lady Katy

  • Jéssica.

    Adorei, isso mesmo, também tenho estilo urbano e prático, meio esportivo também.. rsrs

    • Menina, isso facilita demais a nossa vida, nénão?! Urbano e prático, na minha concepção inclui jeans, o que já é um bom tanto do look completo… 😉

  • Lau

    Ahazou, Ci!

    • Valeu gata! Você me inspira!

  • Lyla Crys

    Concordo com vc Cíntia, estar na moda é também estar com a sua cara. Pense em uma pessoa que odeia ter que comprar roupas, pois é, acho bastante difícil encontrar algo que eu seja parecido comigo, então é bater perna e encontrar uma ou duas peças que tenham algo haver mas que ainda não é a minha cara. Tá certo que as lojas em minha cidade estão uma tristeza em se tratando de moda Plus Size, e para completar, meu estilo não combina com as poucas araras disponibilizadas com uma numeração maior. É por isso que em alguns casos, eu compro uma roupa e faço adaptações para ficar a minha cara ;D

    • Customização, menina? ADORO!!!! Como não sou boa com acabamento, costura e tal, descolei uma costureira no meu bairro que trabalha super bem e tem preços módicos… eu levo as idéias e ela faz as adaptações.

  • Tem feito exatamente a mesma coisa! Penso muuuito antes de comprar algo, aprendi a duras penas! Acontecia exatamente o que vc escreveu, ás vezes a roupa (acessórios etc…) não tinha nada a ver comigo, mas acabava comprando! Por exemplo eu não trabalho fora, e teve época de ter o guarda roupa cheio de roupas e nenhuma camisa ou bermuda para uma caminhada por exemplo, ou uma roupinha e sapatilha mais “basic” para fazer super mercado, sacolão coisas de dona de casa. Adorei e assino em baixo. Beijos!

    • Já aconteceu comigo de não ter roupa pra caminhar! A gente aprende a duras penas mas pelo menos aprende né?! hahahahaha beijo

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