18 de dezembro de 2013 02:31

Por Renata Poskus Vaz

Neste fim de semana estive no Rio de Janeiro a trabalho. Aproveitei para curtir com as amigas (sempre analisando o comportamento e perfil das mulheres plus size da região), além de visitar lojas especializadas em moda GG. O Rio de Janeiro tem um cenário plus size curioso, bem diferente do que vivencio em minha cidade, São Paulo.

A característica plus size mais marcante do Rio de Janeiro está em sua distribuição e exposição de gordos pela cidade. Em São Paulo, veem-se gordos por todos os lugares. Isso, teoricamente, poderia soar como se na terra da garoa o número de obesos fosse maior do que na cidade maravilhosa. No entanto, o que observei, é que no Rio de Janeiro as diferenças sociais e segregações são muito mais gritantes do que em minha terra.

Não via gordas na zona sul. Incrível! Apenas mulheres magras caminhavam pra cá e pra lá. Na praia, somente corpos esguios desfilavam nas areias da praia de Ipanema. Qualquer corpo que fugisse do estereótipo de mulher-sarada-bombada ou magrinha quase sempre era de uma turista ou de uma prestadora de serviços, moradora da zona norte do Rio de Janeiro ou da Baixada Fluminense.

Pude conversar sobre esse assunto com Ana Paula, proprietária da Ana Rebello, loja multimarcas localizada em uma movimentada galeria de Ipanema. Segundo Ana Paula, a maioria de suas clientes é formada por mulheres maduras. A loja mudou seu perfil. Deixou de revender minissaias, tomara que caia e investiu em túnicas e batas mais largas e comportadas. Lucro certo. Isso confirma minha teoria de que em alguns lugares, com uma população com renda maior, as mulheres só começam a engordar após a menopausa. Enquanto jovens, elas se rendem às inúmeras dietas, plásticas, exercícios e soluções milagrosas de emagrecimento e negam assumir o título libertador de “plus size”. Vão envelhecendo, sofrendo com a lentidão do metabolismo e engordando. Com a lembrança sempre viva de um corpo magro, elas relutam em usar roupas plus size mais modernas.

Foto de um look da Ana Rebello

Ser gorda na terra da “Garota de Ipanema” pode ser cruel. E, neste cenário, muitas mulheres se trancam em casa, abdicam da praia e do convívio social. Talvez seja por isso que a zona sul do Rio de Janeiro pareça não ter lojas plus size. Essas lojas, na verdade, estão disfarçadas para não afugentar suas clientes.

Lólla: a aposta de Carlota-rio para clientes mais jovens

Uma famosa rede de lojas plus size no Rio de Janeiro é a Carlota-rio, que muito falo aqui no Blog Mulherão. Sempre estranhei os manequins magros nas vitrines das lojas dessa marca. Preconceito por parte da Carlota? Não! Será mesmo que com um manequim rechonchudo na vitrine uma cliente que não se assume gorda teria coragem de entrar e comprar naquela loja? Hoje tenho certeza que não. A carioca da Zona Sul jamais compraria.

Para cativar o público jovem, Carlota criou Lolla, uma marca moderna, com um novo conceito. Algo que em São Paulo poderia ser banal, mas que no Rio de Janeiro, em plena sarada Zona Sul, é um grande investimento e revolução.

Marri Gattô, marca niteroiense, lançou duas coleções inspiradas na garota carioca da Zona Sul, com muita cor, top cropped e minissaias. Porém, saliento que foram coleções inspiradas na garota magra da Zona Sul, pois a garota gorda da Zona Sul parece não existir e se existe está bem escondida. Não existem pontos de venda da marca na Zona Sul do Rio de Janeiro, uma baita incoerência, já que Marri Gattô fez muito sucesso em outros estados, principalmente em São Paulo após os desfiles do Fashion Weekend Plus Size.

Existem ainda uma infinidade de multimarcas nas principais vias de comércio de Ipanema, Copacabana e Botafogo que vendem moda plus size. Mas sempre de forma despretensiosa, longe de assumir ser uma “loja de roupas para gordas”.

Esse comportamento de negação parece ser o oposto no outro lado da cidade. Na Zona Norte, com uma renda mais baixa, as mulheres aparentam ser mais gordas. Essa é uma análise que pode ser aprofundada em outra hora, mas podemos resumir dizendo que 1 Kg de linhaça custa bem mais do que 1 Kg de fubá. Ou que 1 Kg de filé de peixe branco custa bem mais do que carne de segunda custa. Ou seja, para se comer melhor, de forma mais saudável e engordando menos é necessário ter uma renda maior.

O que as “pobretonas” da Zona Norte podem ensinar para as gordas de Ipanema é que assumir sua silhueta pode ser fácil e recompensador. Lá, as propagandas de lojas plus size são mais escancaradas. As clientes são diretas e não querem e nem podem perder tempo na caça às lojas plus size. Um exemplo de comunicação direta é a Loja Glamur Fashion (sim, Glamur sem o “o”), com sua linda modelo Amanda Santana, manequim 50. Roupas grandes, baratas, para mulheres grandes de verdade.

Quando se fala em mercado para modelos plus size no Rio de Janeiro sou bem pessimista. Não há como se trabalhar como modelo plus size onde não há lojas assumidamente plus size. Com essa escassez, algumas meninas da Zona Norte e da Baixada Fluminense se digladiam em busca de uma vaguinha para “look do dia”, atacando, se preciso, a honra de suas concorrentes em busca de um trabalho apenas para acariciar sua autoestima, pois cachê que é bom, esse é para poucas. Poucas mesmo, como as duas figurinhas da Zona Sul: Tatiana Gaião e Jacqueline Chicralla. As demais se contentam com roupas de brindes ou um “muito obrigada”.

Há três agências que trabalham com modelos plus size na região. Uma delas, que se diz a primeira do segmento, vende books, cobras taxas de agenciamento, mas só conseguiu, até hoje, um cliente que empregou duas de suas modelos. As suas outras 30 e tantas modelos agenciadas, pelo que apurei, até o momento, não conseguiram nenhum trabalho remunerado, embora tenham investido em cursos, books etc.

A mulher carioca que deseja trabalhar como modelo plus size deve ter tempo e disposição para viajar em busca do mercado plus size, em Santa Catarina, Fortaleza ou São Paulo.

E você, concorda comigo?

  • Paula Regina

    Pois é, Renata, matastes uma charada! Quem tem maior poder aquisitivo e maior poder cultural no Rio de Janeiro leva uma vida mais regrada e faz reeducação alimentar ad eternun.
    Para as camadas sociais com pouco recurso financeiro e poder cultural menor, é fatídico ver que estão acima do peso e comem muita, muita coisa de caloria vazia.
    Contudo… há variantes que foram muito bem apontadas por voce na crônica que fez.

    Experiente passar pela orla carioca em um domingo de sol pleno e calor de 50 graus que verá, nitidamente, sua crônica sair do papel e entrar na vida física.

    Infelizmente aqui no Rio unem seu peso a seu status na sociedade, e se esta magérrima pode contar que te apontam como sendo “zona sul”; se esta acima do peso, logo apontam que veio da Linha Amarela.

    Renata, como carioca eu defino aqui exatamente como defino Paris. Ai de uma carioca, assim como as parisienses, acima do peso… Ai delas! Não há!

    beijo grande queridona.

    • Somado a tudo o q Cíntia Rojo escreveu tb, assino embaixo. Sou carioca, aspirante a modelo plus size (dinheiro não vi ainda!), nem Zona Norte nem Zona Sul, classe B, e tida como polêmica entre as meninas aqui no Rio pq falo aquilo q todos têm medo de dizer. E me pergunto qual será o futuro da moda plus size no RJ? Como eu queria ver um RJFW…
      Infelizmente, a preocupação com o corpo e a saúde é escandalosamente maior entre as pessoas de maior poder aquisitivo (ou pq estudaram mais ou pq de fato sonham ser como as capas da Vogue), logo as marcas – q não são filantrópicas (entendo!) – não têm motivos pra investir em lojas na Zona Sul cujas taxas são absurdas.
      Assim q comecei como modelo, há 5 meses, ouvi ” vá para SP”! Preciso perguntar por quê? Vcs estão certíssimas! Hj sou agenciada por 3 agências, mas decidi q somente uma seria do segmento Plus Size, a fim de q eu pudesse abrir o leque de opções de trabalho.

  • Bem, foi um texto cheio de coisas para comentar 🙂

    Eu amo a Carlota-Rio. Desde o primeiro FWPS (eu estava lá!), quando conheci duas pessoas (estilistas? proprietárias? funcionárias?) da grife, eu falei pra elas: vocês tem que vir pra SP porque comprar em loja virtual é uma chatice! O estilo da Carlota é lindo e se a Lólla tiver a mesma pegada, vai ser tudibão! 😛
    Sobre o mercado plus size no Rio, estive duas vezes na cidade maravilhosa: uma vez em Ipanema e outra, passeium tempinho maior (10 dias) trabalhando na região de Cosmos/Bangu (que forrrrrrno!). Também notei essa diferença mas já percebi que essa não é uma realidade somente do Rio de Janeiro.
    Trabalho com as classes B e C, em regiões distintas de SP, e as mulheres da periferia (por favor, sem conotação pejorativa alguma! Quero dizer afastada do centro) são muito mais tranquilas em relação à aparência. Elas se arrumam para uma festa e se acham INCRÍVEIS, não importa se tem gordurinha pulando aqui ou ali. Em compensação, as mulheres com poder aquisitivo mais elevado se olham no espelho, magérrimas, e estão infelizes com o que enxergam no espelho. Isso não é só no Rio!
    Creio que isso pode acontecer por duas razões: as referências de moda/beleza são diferentes. As mulheres da alta olham as campanhas da Dior, Chanel, Moschino; olham a capa da Vogue e os desfiles da temporada em Paris e Nova York. Ou seja: só vêem modelos magrelas.
    Já as mulheres das classes mais baixas vêem a Televisão, cheia de mulheres frutas (que pra mim são gordinhas com lipo, como a Renata falou há um tempo!) e as atrizes que na vida real são magrinhas mas na telinha aparecem com pernões e peitões, fazendo parecer que são mulherões tamanho G.
    Além disso, por não terem acesso aos procedimentos estéticos mais caros, o que exige da mulher uma renda maior, e soma-se a isso a preocupação com trabalho, casa e família (coisa que na classe mais alta é um pouco mais fácil de se lidar – gente rica tem empregado, babá, motorista, etc) não fica difícil estabelecer prioridades. As mulheres mal conseguem vagas em creche para seus filhos para poderem trabalhar, imagine se vão ter com quem deixar as crianças para ir malhar, pro Day Spa, etc?

  • gabriella

    Sem dúvida alguma….aqui no RJ, quem tem dinheiro ja se “curou” ou está em vias de “cura”….ou escondido. Realmente nas áreas menos abastadas, é o que se é, claro que tentamos melhorar, mas tem tanta coisa(barreiras sociais,hierarquias imaginárias) que nos joga para baixo, que isso(ser gordo) se torna um ponto de resistência.
    O que me irrita, por não fazer o meu estilo, é que cismam que gorda tem que ser sexy ou no carioquês” perigueti” o tempo todo….várias marcas populares, apelam forte nesse viés, por abranger um público maior.Gordo não é uma caricatura…Compro na Carlota, na Leader,na C&A,na Julia, na Citiwar….Riachuelo, Renner e em lojas avulsas, que lá no fundo da loja, sempre tem umas peças para a miga que só está acompanhando….Que gorda nunca sofreu isso???
    Resumo…Sou gorda, suburbana e assumida,mas a Z. Sul é cruel….está claro que não é para todos…negros …gordos…suburbanos e outros que erroneamente são chamados de minorias.
    Aqui.. o preconceito é cruel…e velado, bem disfarçado para que o politicamente correto saia bem na foto. Fato que me sinto melhor no meu “habitat” mas como eu não sou um animal pra viver trancada e muito menos vivo em algum regime legalmente proibitivo, “Vou mostrando como sou / E vou sendo como posso / Jogando meu corpo no mundo / Andando por todos os cantos…”

  • Nossa Renata, seu texto ficou 10!!!! Vc falou o que um professor meu de pós graduação falava. Se a gente estudar um pouquinho da história da humanidade, a gente vai perceber que em cada fase, o corpo era o sinal de qual classe econômica aquela pessoa pertencia. Houve na história uma época em que ser branco era sinônimo de status, porque significava que a pessoa não precisava trabalhar ao sol. Depois passou a ser os gordos. Gordura era sinônimo de fartura, significava que a pessoa tinha dinheiro para comer. Hoje estamos na era em que ser magro é status, porque significa que a pessoa tem dinheiro para ir a academia, fazer tratamentos estéticos, comprar produtos orgânicos e por aí vai. Sociologicamente e psicologicamente falando, o que está acontecendo é que, quem tem dinheiro, se empenha para mostrar que tem através de seu corpo. Quem não tem, mas quer “fazer de conta que tem”, se vira nos 30 para mostrar isso através de seu corpo também. E quem assumidamente não tem dinheiro, vive uma vida despretensiosa em relação ao seu corpo. Mas sabe o que me assusta?! Qual vai ser a nova era que os meus filhos irão encontrar daqui a 20 ou 30 anos…

  • Pois é, na verdade a questão é, como você mesma disse Renata, a mulher na menopausa tem mais dificuldades para emagrecer, mesmo com dietas e tudo o mais, mas, o melhor de tudo é se assumir e pronto. Que no Rio rola esse preconceito isto é verdade, o que não acontece em Angra ou outras cidades, bem acho que não. Beijos Renata!

  • CRISTIANA

    POIS É ASSIM NO RIO E EM PORTUGAL ESTOU EM UMA CIDADE CHAMADA COVILHÃ AQUI NÃO EXISTE ROUPAS PARA PESSOAS GORDAS SOU UMA PESSOA DESESPERADA QUERENDO COMPRA UM CASACO, UM SOBRETUDO POIS AQUI É MUITO FRIO E NÃO ENCONTREI NÃO O QUE FAZER TENHO QUE ANDAR DE MOLETOM…..ESTOU SEM SABER O QUE FAZER…

  • Maria Cecilia

    A única vez eu fui para o Rio eu era magra, então nunca pensei nisso. Mas se a gente pensar bem, aqui em São Paulo não é lá muito diferente, em questões de lojas para gordas-zona-sul. Se uma gorda jovem tem mais dinheiro, ela necessariamente precisa se vestir como uma senhora? (Zank, Maison SPA), ou até a italiana Marina Rinaldi (a versão plus size da Max Mara). Aí temos a Lilla Ka que tem uma moda bem legal e vai até um 48, menos nas mini saias (já fiz uma reclamação por causa disso hahahaha) e a Brooksfield Donna, que também vai até o 48 mas é mais séria.
    É complicado em todo lugar. A diferença é que como você falou, nós assumimos mais.

    Beijos!!

  • Nina

    Pois é, eu concordo sim que o publico alvo maior aqui no RJ, se encontra na zona norte. Não é a toa que exite DIVERSAS lojas do segmento na região! Porem, é complicado uma pessoa que não mora na cidade, dar depoimento de um fim de semana que esteve aqui. Achei o texto muito agressivo, e é hora de ver que o cenário está mudando aqui no RJ. A uns 5 anos atrás NÃO existia praticamente lojas do segmento. Hoje em dia são de fácil e comum acesso para todas aqui no RIO. E a tendência é sempre melhorar, você encontra lojas em todos os bairros, e até em feirinhas e bazares o que ERA impossível a 5 anos! Vamos ver de fato os acontecimentos. E isso realmente está bem diferente aqui no RJ e a tendência com a internet e globalização é uma evolução maior a cada dia!!

    • Renata Poskus

      Nina,

      Você certamente não me conhece. Se o mercado plus size mudou há 5 anos, como você disse, modéstia á parte é muito graças a mim. Enquanto ninguém falava de moda plus size no Brasil, exceto Fluvia Lacerda, lá fora, fui eu que iniciei essa discussão aqui. No Rio de Janeiro, fui eu a fazer o primeiro evento com gordas, em 2009. Fui eu uma das primeiras modelos plus size a atuar no Rio de Janeiro, também em 2009, paraa Carlota. Eu que fui entrevistada por Leda Nagle sobre omercado plus size, também em 2009.

      Não estou avalidando o mercado do Rio de Janeiro entre uma caipirinha e outra. Esta análise vem de anos, nas inúmeras viagens de trabalho que fiz para a cidade maravilhosa e após inúmeras conversas que tive com estilistas e donos de confecções e lojas do Rio de Janeiro. Inclsuive com empresários que aproveitaram o boom plus size e montaram lojas que depois faliram.

      Enfim, quem está falando não é uma gorda turista, mas uma especialista do mercado, formada em comunicação e pós-graduada em mkt.

      A verdade dói, eu sei. Mas minha intenção não é apedrejar sua cidade, mas colaborar para que sua vida como consumidora seja muito mais fácil e prazerosa quanto a minha, aqui em São Paulo.

      Abraços.

      • Nina

        Oi Renata, certamente não conheço e tenho minha opinião como Estilista formada e Pós Graduada em Paris, entendedora do mundo da moda, como CARIOCA, e certamente como gorda carioca!rsrs No texto vc mesmo menciona que tirou suas conclusões durante a viagem, se você veio aqui de outras vezes, eu já não sei. E vc pediu opinião das leitoras, essa é a minha!! E se foi você, como diz ser a REALIZADORA do crescimento PLUS SIZE no RJ,parabéns, o RIO tá bem melhor. E se sua intenção não foi de apedrejar o RIO, não foi isso o que aconteceu, além da cidade, você desmereceu agencias do segmento. E realmente usando palavras de agressão em um texto, você não ganha nada alem de falta de credibilidade. Não estou para afrontar NGM! Dou a minha opinião, quando é pedida. E foi o que aconteceu. Enfim, DIGO e REPITO o mundo PLUS SIZE aqui no RJ tem melhorado a cada dia!! Boas Festas!!

  • Pedro Nobre

    Concordo contigo, Renata. Muitas MUITAS mulheres chegam até mim falando que não é fácil ser gorda na cidade da “garota de ipanema” e eu sem entender, sei lá. Enfim. Ótimo texto.

    • Pedro Nobre

      Sei lá não, tu explicou tudo direitinho.

  • Tatyana

    Trabalho no ramo plus size de minha cidade pois abri a loja em bairro nobre e vejo a dificuldade em nos estabelecer nossa proposta mercado aqui….
    Trabalho com roupas de ótima qualidade e que não são baratas mesmo (mas compatíveis com as de lojas convencionais do bairro) ,então,apenas pensando nisto escolhi um bairro classe mais AB para um publico mais condizente aos preços dos produtos.
    Talvez este texto explique toda minha dificuldade com a loja aqui. Temos um perfil bem moderno e jovem, num bairro nobre, e parece estar tudo errado mesmo…; local (em lugar classe A que parece não existir gordinhas-as que existem preferem se esconder/não se aceitam), e classe AB (onde as pessoas,talvez tenham mais acesso as cirurgias e estética,enfim)…..
    Os poucos gordinhos da regiao tem preconceito com relaçao a loja, (o preconceito começa nos gordinhos mesmo) e por vezes passam na vitrine,olham uma manequim 46(que nem é grande assim)e riem ou comentam que nunca comprarão em “loja de gordo”. Me pergunto o que seria uma potencial cliente que deva vestir por volta dos 50 possa achar de tão engraçado numa manequim de loja (super moderna e bem vestida)vestir apenas 46 ainda (menos que ela até)…..
    E “loja de gordo” pq, se começamos do 30/40?! Então me parece ai não que não queremos nos assumir como “loja de gordo”,mas começando do 38/40 encaro como uma loja de numeração estendida,mas se só trabalhassemos com tamanhos grandes,qual seria o problema?! Não é melhor ter a opção de entrar num lugar em que a pessoa possa encontrar roupa pra ela (o que em lojas de numeração menor é BEM difícil)?! Melhor do que ir nas lojas de grade curta/convencional e não encontrar nada….não?!
    Abri a loja porque em “lojas convencionais” de grade curta, os números parecem acompanhar padrões de beleza cada vez menores e vejo a dificuldade de um quadril mais largo ou mesmo de uma gordinha para achar roupa. Achei que isso significaria também demanda, mas não…..
    Consequência disto?! preconceito começando delas mesmas. Dificuldade em aceitação tamanha que , quem poderia comprar (financeiramente) e vestir ( tem o corpo mesmo pra tanto) tamanho pouco maior, evita ao máximo comprar roupa, porque,antes de mais nada,não se aceita e,partindo deste principio,você pode cobrir a pessoa de ouro que não agrada, pode ter maior variedade do mundo em loja (e temos enorme variedade aqui mesmo) e simplesmente já associam comprar roupa a passar raiva (acostumadas com as lojas convencionais tam cada vez menores onde nunca acham nada), mas ainda preferem comprar nessas lojas convencionais (mesmo sem achar nada quase sempre) pra se sentirem menos excluídas e mal com elas mesmas,talvez…uma coisa muito louca!
    Fora que quando a pessoa não se aceita, pode colocar a roupa mais linda e moderna que,quando ver o numero la ( 50…52) já não vai mais gostar. Outras comentam que as roupas são muito “grandalhonas” e isso as vezes as tornam feias.Como assim?! Agora uma pessoa gordinha vai ser feia por ser maior tb?! Se a pessoa veste 50, claramente o tam da roupa (ao menos em largura,que seja!) será maior que a 38, não?! Éo maior que as vestem mesmo e que,no corpo, se dessem a chance,ficariam lindas (ainda que olhando no cabide pareçam grandalhonas por serem maiores que o padrão 38)!O problema são as roupas ou o “se sentir fora do padrão das revistas”?! Não sei,mas, antes de abrir loja vi muito do publico pedir por coisas mais modernas e transadas porque também haviam gordinhas jovens (claaaaro!!!)…..o problema é que em determinados lugares (ou classe econômica) só se aceita (a ponto de investir/gastar com roupa /se preocupar em se vestir bem) gordinhas assim,mais velhas. As jovens desses lugares e/ou classe,talvez morrerão esperando emagrecer pra comprar roupa/se vestir bem.Ou,quem sabe quando ficarem mais velhas aprenderão a enxergar a beleza delas e se aceitar de fato pra se permitirem comprar roupas bacanas sim, ficarem lindas sim (gordinhas,magrinhas, brancas,negras, azuis,etc)…..

  • Cleide

    Infelizmente concordo com quase tudo que vc falou.
    Existem sim gordinhas na zona sul do Rio, talvez em menor número, mas conheço algumas, não acho que a diferença seja por conta do preço da comida, na zona norte do Rio existem inúmeros bairros com alta renda.
    A praia de Ipanema é conhecida por toda cidade como um reduto de corpos sarados, o que faz com que a maioria das gordinhas não se sintam bem lá.
    Acredito que a proximidade do mar faça com que as pessoas atentem mais para uma necessidade de estar em forma.
    Claro que dinheiro ajuda a pagar plástica, lipo, drenagem e academia. Mas hoje no Rio a maior concentração de dinheiro não fica necessariamente na zona sul.
    Fora isso concordo com absolutamente tudo, principalmente que aqui as “modelos” só faltam se estapear por um “trabalho” somente por vaidade. Sei de modelos que literalmente pagaram para trabalhar.
    Entretanto sou otimista e acredito que ainda pode melhorar.

  • Ótimo texto Renata! Ser gorda é uma ferida aberta na nossa sociedade, isso é inegável.

  • Aninha

    Se eu morasse no Rio, então.. seria a gorda rica de Ipanema..kkkkkk.. pq sim, eu tenho um bom poder aquisitivo, como o q eu qro.. (saudável ou não) e posso me vestir com o q eu bem entender.. faço pilates, drenagem linfática.. vivo na esteticista.. (sambando na cara da sociedade gordofóbica, adoroooo!)

    • kelly Cordeiro

      Adorei, aninha!! HAHHAHAH

  • AI..ai… concordo em parte! na zona norte existe mesmo mais gordos (sou uma delas) pois somos mais felizes comemos de tudo sem culpa e sem frescura e não estamos nem ai com o que a sociedade está expondo ou achando…..se na zona sul tem mais magrinhas… ÓÓOOTEMO!! rsrs que vivam nas suas eternas dietas e escravas de uma aparência somente pra fazer bonito…deve ser por isso que a maior quantidade de psicólogos e psiquiatras estejam ali também! (são os que mais precisam acometidos de Stress, transtornos bipolares, dupla personalidade, e etc.) sou mega feliz! mega assumida! e linda e hoje em dia bem mais pois encontro roupas no meu tamanho até na feirinha huahuahua. E sim, não existe trabalhos suficiente para as plus rsrs estamos mesmo nos estapeando por qualquer ”bico” que apareça o que é lamentável. Beijos a todos e Boas festas!! (comerei muuuitos bolinhos de bacalhau e rabanadas o/ o/)

  • Isabela

    Renata: texto excelente. Um primorosa análise de mercado. Você é uma profissional muito atenta e preparada.

  • Renata, obrigada pelo texto pois vi um pouco do que já passei no Rio. Sempre morei em São Cristóvão e sempre sofri preconceito, principalmente da família. Mas detestava passear na zona sul, caminhar pelo calçadão, em volta da lagoa, ir à praia… era programas fora de cogitação! Preferia ir ao shopping por aqui (zona norte) ou se era para ir à praia preferia viajar onde ninguém me conhecia. Hoje moro em Nova Friburgo, amo morar aqui e as pessoas pouco ligam se você está ou não acima do peso. O preconceito no Rio é realmente gritante, eu ainda tenho pessoas da família no mesmo bairro onde morava, mas reluto em ir e sofro antecipadamente quando tenho que ir, pois minha família me cobra muito em relação ao meu peso.

  • Fátima

    Pois bem, sou uma carioca “abundante e peitulante”, que tem uma dieta regradíssima e faz exercícios, porém portadora de hipotireiodismo. Como não consigo me adequar ao “padrão Ipanema”, resolvi focar na saúde e na autoestima.
    Sei na pele o que é esse preconceito, até porque transito em várias regiões do Rio.. Não vou esquecer nunca o meu constrangimento ao provar um lindo vestido da Hering Store, tamanho GG, que pretendia comprar para o fim do ano, e o danado ficou horroroso. Fui à uma loja popular – Marisa – e encontrei um bem parecido. Detalhe: o 48 serviu bem. Uma grande crítica que faço é que, além do preconceito, ainda não contamos com uma tabela de medidas padrão. Dependendo da loja e da peça, vou do 46 ao 50 e ainda tenho que mandar ajustar a cintura na maioria das peças. E, para completar, mesmo nas lojas mais populares, mas que ficam em bairros nobres, a oferta de peças Plus Size é bem escassa. Quem quer encontrar tamanhos maiores, desista de procurar no Centro, na Zona Sul e Barra, vá para os subúrbios e garimpe bastante.

  • kelly Cordeiro

    Renata, texto polêmico… Com diversos pontos para “debates infindáveis”.
    No geral, é isso que acontece sim.
    Beijos

  • kelly Cordeiro

    Ah, só para constar. Conheço 3 moradoras do Leblon gordas e 1 de Ipanema!!!!!

  • Dayana

    oi, renata.

    concordo com tudo do seu texto.
    desde “não há gordas na zona sul” a “sou pessimista quanto ao mercado” e “um quilo de linhaça é mais caro que um quilo de fubá”.

    eu moro na baixada, e por lá é fácil ver gordas por todos os lados, usando todos os tipos de roupas – curtas, justas, decotadas. lá eu ando de short e blusa mais justa sem tanto grilo. mas quando venho trabalhar ou passear na zona sul, uso roupas mais soltinhas, mais “comportadas”. aqui, a “ditadura do corpo” é muito muito cruel. de verdade. o carioca é muito simpático, mas não quando você é gorda. essa diferença é gritante até em uma viagem de metrô: a linha um é cheia de pessoas muito bem-vestidas, elegantes e magras, enquanto a linha dois tem pessoas mais rechonchudas, usando roupas muito iguais, porque normalmente a roupa que veste um pouco melhor e é barata é encontrada nas lojas populares que se espalham por todos os lugares financeiramente “prejudicados”.

    lojas como a glamur, que tem roupas lindas de verdade, ainda são caras para a população da baixada, por exemplo. e digo isso porque logo que me mudei fui procurar a loja perto da minha casa, e a moça (gordinha) que me disse onde ficava se referiu à loja como “aquela loja de gorda rica”, porque sempre vejo a glamur mais vazia enquanto as pessoas se digladiam na banca de blusas a dez reais de outra loja. =(

    comento seu texto como quem tenta trabalhar como modelo plus size aqui no rio. e só consegui um trabalho remunerado uma vez, em uma loja de noivas também da baixada.
    também sou muito pessimista quanto a isso. não acho que vão surgir muitos trabalhos ainda. então tento usar o conceito de “modelo plus size” a meu favor: faço os books que posso, tiro fotos que me permitam sentir bem e me sinto satisfeita assim. não penso, mesmo, em viver disso. não existe muita possibilidade de isso acontecer por aqui.

    enfim, volto a dizer que concordo com o seu texto, que faço minhas, enquanto consumidora, gorda e modelo, suas palavras.

    parabéns.

    • Renata Poskus

      Nossa, adorei seu comentário.

      Aproveito para reiterar que embora tenha apontado um cenário não muito favorável para a moda plus size no RJ, sobretudo na Zona Sul, não significa que isso não possa mudar, inclusive a curto prazo. As nossas discussões devem mesmo acontecer para isso, para que o mercado melhore, cresça e se torne cada vez mais acessível e menos discriminatório.

      Abraços,

      Renata

      • Dayana

        obrigada, renata.

        tomara que mude mesmo. público tem, e muito. mas acho que vai demorar um tanto, porque a mudança tem que ser de dentro de cada uma pra fora. e essa é a forma mais difícil de mudar.
        o mercado hoje, mesmo que ainda seja bastante restrito, já é BEM melhor do que há alguns anos. e acredito, sim, que o mulherão, ainda que indiretamente, tenha sido uma influência positiva nesse sentido.
        agradeço por isso! =)

        beijos.

    • Ana

      Dayana: você está de parabéns por este comentário!!! Na minha opinião, vc faz a coisa certa, quando diz que faz books, tira fotos que fazem bem para a autoestima!!! E não é preciso querer se modelo para se sentir melhor ou simplesmente aceitar-se

  • Paulo

    Quem não tem uma Plus size no coração e na cama, não conhece o Plus da vida!!!!

  • Denise Teixeira

    Com certeza existe Apartheid social nas zonas geográficas do nosso querido Rio de Janeiro, sou uma garimpadora de roupas plus size, pois me nego a vestir qualquer coisa que esconda meu corpo, então nos últimos anos faço pesquisas, vou aos centros comerciais e posso afirmar que essa segregação existe para fortalecer a imagem de que na zona sul só tem gente bonita, com isso, principalmente o gordo, não pode ser incentivado, pq estimular criando lojas plus? E também tem crescido o mercado virtual de roupas GG’s, o que tb não ssignifica que o nosso problema esteja resolvido, e o prazer de vestir e ver se realmente combina com sua personalidade e seu corpo, sem contar que a grande maioria tem os preços exorbitantes, incluindo uma citada por muitas, vamos pensar nas mulheres plus que não tem um poder aquisitivo ou que tb não sejam escravas do consumismo para gastar mais de R$ 200,00 em um vestido de malha. Caras colegas, nas minhas andanças neste ano de 2013, descobri um pólo de moda barato e extremamente acessível, o Feirão das Malhas, na Rodovia Washington Luiz, ao lado da Wolvo, fica uns 10 minutos da Av. Brasil, altura da Penha, mas antes que alguém torça o nariz, vou falar o motivo desta feira ser o meu local preferido nos últimos meses. O número de lojas plus size tem aumentado consideravelmente, posso por baixo chutar que a cerca de umas 20 lojas direcionadas para esse público, o local atualmente é muito organizado, são dois galpões enormes, com as lojas em box, com ar condicionado, limpo e sem tumulto, mesmo nesse período de festas, pois há uma gama enorme de lojas para todos os tamanhos, estilos e cores. O forte é moda feminina adulto. Tenho feito muita propaganda, pois tenho achado roupas de boa qualidade, com preços acessíveis e modelos e cores da moda. Se alguém se interessar e quiser mais dicas é só me perguntar.

  • Neneca

    Não sei por que cheguei até aqui… Estava procurando outra coisa e acabei achando interessante a idéia de um site para “mulherões”… acabei lendo as portagens até essa. Eu sou magrinha e carioca… não moro na Zona Sul, mas moro na Barra da Tijuca, o que acaba dando no mesmo, pois o poder aquisitivo na Barra é similar ao da Zona Sul. Aliás, ano passado ia me mudar para a zona sul, mas a falta de lugar para estacionar (sim, vc passa uns 40 minutos procurando uma vaga) e a quantidade de pivetes pelas ruas me fizeram desistir. Enfim, sua análise foi muito boa. Nunca tinha parado pra pensar sobre isso, mas de fato, desde minha adolescência, o point da galera é na praia… saía do colégio e ia direto para a praia. Então quem mora na z. Sul/Barra (locais de praia) acaba tendo essa maior preocupação mesmo com o corpo. Confesso que com 19 anos, quando pesava cerca de 50kg (em 1,65kg) cheguei a fazer uma lipo pra ver se minha cintura diminuía, pois era muito retinha, sem quadril, sabe? Teve cirurgião plástico que disse que somente realizaria a cirurgia em mim mediante um laudo de psicólogo, outros se recusaram, dizendo que invadiriam os “5 cm” de gordura que servem como proteção para os órgãos. Mas……. como o $ consegue muita coisa, encontrei um cirurgião disposto a fazer a cirurgia. Saiu tudo bem, apesar de o pós-operatório ser TERRÍVEL! Parecia que eu havia sido atropelada por um caminhão… cinta? Tinha que ser PP e com o tempo ficava larga, rs. Hoje, com 30 anos e casada desde os 23, estou com meus 54kg e não deixo de comer pizza, brownie, nachos etc… hoje não tenho mais aquela busca por um corpo perfeito e me permito a mais farras gastronômicas do que é aconselhável… mas sempre estou de olho na balança pra não ultrapassar muito. Quando ultrapasso, fecho a boca e logo volto ao peso anterior… afinal, a praia está do outro lado da rua. Heheheh

  • Adriana Carla Kempf

    Adorei seu artigo!
    Sou do Rio, da Zona Norte e você está certíssima!
    O mais engraçado é que no nosso cotidiano não nos damos conta desta diferença, mas é fato que a “magreza” da Zona Sul nos incomoda.
    Não pretendo estar gordinha o resto da minha vida, nem pretendo levantar a bandeira da “obesidade é legal”, mas o fato é que, por um tempo maior ou mais longo, estamos mais pesadas e precisamos no vestir! E nesse período queremos nos sentir bonitas também. Creio que estar acima do peso não esteja relacionado com ser uma mulher feia. Isso é relaxamento. Prova disso é que tem muita mulher magra e descuidada por aí.
    Mas, voltando a questão inicial, creio que o pessoal da Zona Sul, muitas vezes viva mais de aparências mesmo. Muitas vezes são famílias falidas que estão alí porque têm um passado no bairro, mas muitas vezes devem a Deus e o mundo.
    Bj e parabéns!

  • any azevedo

    Existe no Rio de Janeiro o chamado shopping das gordinhas que fica em madureira atras do polo 1 com varias lojas que vendem plus size……seu texto ficou otimo parabens……t

  • VeraMarques

    Olha, eu acho que terei que discordar das cariocas que escreveram acima de mim. Tenho 49 anos de idade e de praia em Ipanema onde nasci. E acho que não existe isso de que os corpos da zona sul são mais sarados que os da zona norte. Aqui de fato temos talvez a oportunidade da praia por perto, mas sou gordinha, estou na menopausa tenho 5 filhos, sou médica, atuante, meu 2 filhos mais velhos indo pelo mesmo caminho da medicina,porém, tenho familiares que moram na Zona Norte, e talvez morem melhor que eu, o bairro da Tijuca, com mulheres elegantissimas,
    mulheres cultas, mulheres despojadas de quaisquer que seja o “gorda”, o “fofa” ou até “prestadora de serviços” (?), elas vão sim a luta, e creia amiga, a baixada fluminense é uma outra parte do Rio de Janeiro que, que fica bem distante da Zona Norte, mas nem por isso não existam lá tbm pessoas com excelentes situações financeiras. Quero lhe dizer, que aqui no Rio de Janeiro, meu consultório fica no Leblon e recebo pessoas tanto homens qto mulheres, muito bem resolvidas com seu físico, e vão sim à praia, Mas geralmente, as pessoas “turistas” quando vêem ao Rio, e notam as prais “lotadas” acham que é de carioca, que carioca não trabalha,qdo na realidade minha querida, existem sim turistas, muitos tanto do seu estado, qto de outros do nosso Brasil. portanto, creia as “plus size” cariocas, vão sim à praia, mas quando estão de folga ou férias, e geralmente deixam pra ir em dias mais vazios…
    Peço desculpas, mas creio que devemos ficar longe de preconceitos que não levam a nada, pruncipalmente por sermos gordinhas, certo? Não me leve a mal, mas o carioca em geral, vai sim muito a praia, mas só quando pode ir, ou seja quando não esta trabalhando e ele não faz este juizo dos Tijucanos ou de quem reside no Alto da Boa Vista, onde possui mansões belíssimas e com piscinas, poism até nas praias está dificil frequentarmos com assiduidade, por causa da mesma violencia que existe tbm em São Paulo. Um abraço.