6 de agosto de 2015 10:00

Newborn Davi-71Por Simone Fiúza

Quando engravidei do Davi a primeira coisa que me passou pela cabeça foi: como vou amamentar? Quem me acompanha aqui no blog sabe que passei por uma cirurgia plástica (levantamento e prótese de mama), depois tive uma infecção e perdi todo o meu seio esquerdo, conto tudo neste POST. Procurei o cirurgião plástico para tirar minhas dúvidas e ele me disse que com o seio direito eu conseguiria amamentar.

Davi nasceu e mal saia o colostro da mama direita, tenho o bico do seio invertido para ajudar um pouco mais rs Usei remédios para estimular a produção de leite, massagens e tudo o que possam imaginar, mas o leite que saia era muito pouco. Na maternidade o Davi chorava muito e em um teste de glicemia notaram que o meu leite não estava sendo suficiente e começamos a dar primeiro o seio e depois complementar com 30 ml de fórmula (Aptamil).

Foram meses assim, primeiro o seio e depois a fórmula pra complementar, em momento algum o Davi deixou de pegar o meu seio por causa da mamadeira, pegava os dois tranquilamente. Mesmo quase não produzindo leite, sentia que passava muito amor e confiança naquele momento.

Invejo as mães que amamentam em livre demanda, colocam a teta pra fora em qualquer lugar e alimenta a cria, deve ser delicioso. O que eu vivi foi diferente, mas não faltou amor!

Na semana do aleitamento materno (1 a 7 de agosto) em 120 países o tema deste ano é: “Amamentação e Trabalho: Para dar certo, o compromisso é de todos”. A ideia é reforçar que a proteção à maternidade deve ser garantida pelo mercado de trabalho.

Entenda os seus direitos:

(Fonte Revista Crescer) 

Uma das principais dificuldades da mulher que precisa voltar ao trabalho e pretende continuar amamentando é encontrar um local adequado fazer a ordenha. Empresas com no mínimo 30 funcionárias maiores de 16 anos de idade são obrigadas a ter uma sala de amamentação, ou seja, um espaço reservado para que a mulher possa extrair o leite. Infelizmente, grande parte das companhias não respeita a norma, o que dificulta muito a vida da mãe.

A Constituição das Leis Trabalhistas (CLT) garante que para amamentar o próprio filho pelo menos até os seis meses de idade, a mulher tem direito a dois descansos especiais, de meia hora cada um, durante a jornada de trabalho. “Este tempo deverá ser considerado, para todos os fins, como se trabalhado fosse”, explica o advogado trabalhista Daniel Ortega, Membro Conselheiro da Associação dos Advogados Trabalhistas de São Paulo (AATSP). Apesar de não haver qualquer menção nas normas às mães de gêmeos, que perdem o dobro de tempo na ordenha, o advogado acredita que nesse caso específico a mãe teria direito a um tempo de descanso proporcional ao número de crianças. “Por uma interpretação mais humanizada e social das normas, entendo que o correto é um intervalo de 30 minutos para cada filho”, explica o advogado.

Vale lembrar que a mulher que amamenta precisa esvaziar a mama constantemente. Tanto pelo incômodo que a mama cheia causa quanto porque se ela para de tirar o leite, logo o organismo interrompe a produção. Quando refrigerado, o líquido dura até 12 horas na geladeira. Se congelado, pode ficar guardado por até duas semanas.

De acordo com as orientações da Organização Mundial de Saúde, o aleitamento deve ser exclusivo e por livre demanda, até os 6 meses de vida, e complementar, até os 2 anos

Amamentem é um ato de amor!!

Beijokas e se amem!