16 de dezembro de 2015 10:30

amor renata poskus

Por Renata Poskus Vaz

Eu já contei aqui no Blog Mulherão, que a minha primeira meta para o ano novo é perder o medo de dirigir.  Porém, minha segunda meta é mil vezes mais complicada que dirigir um tratorzão: parar de boicotar os meus relacionamentos.

Faz mais de 2 anos que meu noivado morreu. Neguei a morte do defunto, o enterrei à contragosto, acendi velas de 365 dias, orei, rezei, batuquei… Por muito tempo, a memória daquele relacionamento que foi dessa para a pior, sambou em minha mente. Tava ruim, tava péssimo, tava uma merda, mas tava. E quando não estava mais lá, me senti completamente perdida. Levei algum tempo para aceitar aquela perda. Vivi o luto intensamente. Demorou muito para que eu me recuperasse e me predispusesse a descobrir um mundo novo: o da solteirice.

Enfim, periguete

Sempre engatei um namoro no outro e, pela primeira vez, queria viver solteira, livre, solta e preparada! Decidi libertar o lado periguete que vivia em mim e desintoxicar do falecido. Eu não queria me apaixonar de novo. Paixão não correspondida doía, era só nessa dor que eu tanto demorei para superar que eu conseguia pensar.

Então, essa foi minha meta nos últimos dois anos: pegar sem apegar. Não me apaixonar. Largar antes de ser largada. Usar antes de ser usada. E, resumidamente, fiz desse período sabático uma espécie de micareta desenfreada. Eu achava que estava exorcisando os meus fantasmas, mas na verdade eu estava fugindo de qualquer cara apaixonável, simplesmente para não sofrer depois.

A arte de boicotar

Em alguns momentos, conheci caras que realmente valiam à pena. Caras legais de verdade. E era justamente deles que eu me afastava. Havia neles uma chance de dar certo e se desse certo eu poderia me apaixonar e se eu me apaixonasse poderia me fuder frustrar e sofrer depois. Eu só focava no negativo, nas probabilidades de dar errado e não conseguia enxergar com bons olhos nenhum relacionamento. Então, era justamente os príncipes que eu dispensava. Agia com indiferença, dava um chega pra lá. Não era algo consciente. Arrumava uma desculpa qualquer e os excluía de minha vida. Simples assim.

Prefiria os cachorros. Sim, porque esses cafajestes declarados eram mais fáceis de lidar. Eu já sabia que eles não prestavam, então não sofreria com surpresas desagradáveis no futuro. Sabia que eles nunca seriam meus de verdade, que iriam embora, que aprontariam e assim seguia o roteiro. Então, eu partia antes. Não me surpreendia. Não sofria. Fim.

Cansei! Eu assumo! Eu sou fofa e pra casar!

Não quero mais isso para 2016. Não quero mais boicotar meus relacionamentos. Uma coisa é ficar sozinha porque quer, ou porque não encontrou a pessoa certa. Outra coisa é ficar sozinha por medo de ser feliz e perder essa felicidade lá na frente.

Não, não vou sair à caça do marido dos sonhos, mas vou parar de esconder meus sentimentos. Vou ser intensa e verdadeira, como sempre fui. Não importa se esse relacionamento que busco se chamará namoro, rolo, noivado, casamento, ficada, amizade, apenas quero viver algo sincero, que dure 1 mês, 1 ano, 1 década ou 1 vida…

Sei que ainda vou me decepcionar muito até encontrar alguém que valha a pena, porque quando a gente se abre para receber o amor, com sentimentos puros e verdadeiros, sempre fica sucetível às desilusões que já bem conhecemos. É muito difícil eu me apaixonar, porque eu preciso, antes de tudo, admirar a pessoa com quem estou. E preciso também superar meus medos: medo de amar, medo de ser amada, medo de expor minhas fragilidades, medo de mostrar a menina romântica, sincera, doce (mesmo que seja um doce de limão kkk) e sonhadora que sou. Medo de me decepcionar, medo de ser enganada, medo de ser traída. ♥ ♥ ♥ Vai ser difícil, mas não impossível! Pode vir, amor, que eu tô te esperando! ♥ ♥ ♥


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