7 de janeiro de 2016 00:43

Por Renata Poskus Vaz

É impressionante como os homens são orgulhosos de seus corpos e os exibem sem vergonha alguma na hora “h”. Quando os hormônios estão à mil, eles simplesmente não se preocupam se estão com uma barriguinha saliente adquirida por noites e mais noites de cervejada, ou se tem seios maiores que os seus. Eles são tão seguros em relação ao próprio corpo, mas tão seguros, que exibem um pintinho pequenininho de anjinho barroco de forma majestosa, com toda pompa e orgulho, como se fosse uma anaconda gigante de 2 metros (e não tem que esconder mesmo, garotos!). Ah, e eles te convencem. Te convencem que aquele é o melhor corpo que você já viu na vida e que com ele teve o melhor sexo que poderia ter.

Já para algumas mulheres, o sexo é um desafio. Uma vergonha sem fim. Principalmente quando se está acima do peso que gostaria de ter, ou que já teve um dia. Olha, mas eu vou te contar um segredo: tem muita gorda por aí feliz da vida, transando muito, sem vergonha alguma!

 

 

 

Darren White - whitelightimage

Foto: Darren White – whitelightimage

Quando eu era magra, sempre achava que alguma coisa no meu corpo poderia ser melhorada. Então, confesso, eu não ficava tanto à vontade transando quanto agora. Parecia que eu estava dirigindo a situação, me vendo de fora, como em um filme pornô sem enredo barato e que não levanta nem defunto. A luz tinha que estar apagada, para minha única celulite não ser notada. Fazia posições que disfarçavam minha barriga (que era praticamente negativa!). Eu tinha pavor daqueles barulhinhos na hora do sexo, então evitava fazer qualquer posição mais complexa.

Quando engordei e recuperei minha autoestima (sim, só descobri o que é ter autoestima quando me vi gorda!) fiquei muito mais vaidosa, segura e charmosa. E, meio que em um grito de liberdade, liguei o foda-se para a minha vergonha na hora “h”. Já não adiantava mais apagar a luz, porque de uma única celulite passei a ter uma coleção delas, visíveis até na penumbra. Não adiantava esconder a barriga, porque agora ela se esparrama toda para os lados…kkkk E os barulhos? Praticamente uma onomatopéia sexual. Não tem jeito, gordurinhas, barriguinha, bumbum grande, pepeca gorda… É só encostar que faz barulho!

Quando se assume gorda, e se recupera o amor próprio, você aprende a se doar, não para o outro, mas para si mesma. Você pensa: “yes, eu mereço isso, eu mereço o melhor sexo do mundo”. E passa a:

  • usar lingerie sexy quando quiser, mesmo que não vá mostrá-la para ninguém
  • usar lingerie da vovó, bege e confortável, quando quiser, porque a sensualidade não está só em sua calcinha
  • não usar lingerie de vez enquando
  • a passar creme hidratante, esfoliar a pele, cuidar dos cabelos e fazer as unhas pra ficar linda para você
  • aprender que masturbação é saudável e natural, com as mãos ou brinquedinhos, e que ela pode te ajudar a conhecer seu corpo, sentir prazer e te deixar mais segura também no sexo a dois

Então, gata, resumindo, se a sua vergonha é enorme, não adianta tentar fazer sexo assim. Sexo não é obrigação. Pode até ser legal para alguém, mas não será legal para você. Você não tem que perder a vergonha para o sexo, tem que perder a vergonha do seu corpo para todos os momentos da sua vida. Uma mulher que encara a praia de biquíni e que usa um vestido decotado na balada , certamente não terá vergonha do próprio corpo na cama. Com vergonha, você não sente prazer. E sexo sem prazer não é sexo.

Curta seu corpo, ame-se, descubra-se, liberte-se, perca a vergonha e só então transe com outra pessoa. ♥ ♥ ♥


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