19 de dezembro de 2016 13:48

Sempre conto aqui uma história e acho que vou repeti-la eternamente. A história de como consegui transformar a minha vida com pensamentos positivos. Vou repeti-la agora, porque o ano está acabando, deixando uma legião de gente desempregada, sem perspectiva de recolocação a curto prazo, sofrendo de verdade. Um ano em que empresas, sonho de muitos empreendedores, fecharam, deixando dívidas para fornecedores, também empreendedores, funcionários e seus donos. Aqueles que ainda tem um emprego mal sabem se terão o salário garantido no próximo mês. Foi um ano de medo, incerteza, desapontamentos e a gente só consegue se preparar para o pior. Está sempre esperando uma má notícia.

Posso não parecer um maravilhoso exemplo, porque não sou milionária, também tenho dívidas, não tenho o carrão do ano, nem uma casa própria, nem muitas coisas que podem considerar necessário para definir uma pessoa de sucesso. Por enquanto. Encaro que estou percorrendo um caminho. Sei para onde vou e o que receberei, tenho claras as minhas metas e sei que é questão de tempo para ser recompensada. Vou contar minha história desde o começo para provar que sim, que pensamento positivo pode mudar sua vida.

Eu estudava jornalismo, em Curitiba-PR, quando pedi demissão de um emprego como secretária para estagiar jornalismo em São Paulo, na BAND, durante minhas férias de inverno. Naquele primeiro dia de estágio, minha mãe, que vivia em São Paulo com meus dois irmãos mais novos, teve morte súbita, aos 40 anos. Vi ela morrendo na minha frente. Nunca retornei ao estágio, nunca dei satisfação, e meu sonho de ter uma oportunidade na TV parecia ter acabado ali. Aceitei um emprego em um banco de São Paulo, para não ter que levar minha irmã Barbara, de apenas 10 anos, para morar comigo e meu pai em Curitiba. Ela já havia perdido a mãe e não podia perder os amiguinhos da escola e o contato com nossa família. Meu pai pediu demissão do emprego que tinha em Curitiba, mesmo sem saber se conseguiria uma recolocação aqui em São Paulo. Eu tranquei a faculdade. Precisávamos sobreviver à nossa grande perda.

No ano seguinte voltei a estudar jornalismo. Mas as coisas eram muito difíceis. Eu tinha que cuidar da casa, da minha irmã, trabalhar e estudar. Eu já não tinha sonhos. Minha renda era a principal da casa. Fui levando aquela vida sofrida por um bom tempo, sem pensar em mim, sem ter pensamentos positivos. No último semestre de faculdade, eu decidi que deveria deixar o banco. Eu era muito dedicada lá. Não por amar meu trabalho, mas por amar dar o melhor de mim, não importa o que eu esteja fazendo. E eu ia acabar sendo promovida e por conta do salário, nunca mais tentaria ser jornalista. Aquele era o momento ideal para abandonar o barco e retomar as rédeas de minha vida. Deixei o banco em que ganhava, com comissão, uns R$3 mil por mês, para ganhar meio salário mínimo (na época menos de R$400), como estagiária na Secretaria de Comunicação na Prefeitura de São Paulo.

O salário que eu ganhava no banco fez muita falta para minha família. As contas desandaram. Eu sei que não era responsável, mas me sentia culpada. Por outro lado, eu sabia que conseguiria. Eu sabia que lá na frente seríamos recompensados. Eu precisava fazer o que amava e não o que naquele momento dava dinheiro. Passamos muitas dificuldades. Por muitas vezes eu me senti arrependida. Os conflitos familiares eram imensos.

Em determinado momento, fui morar com minha avó. Eu dormia em um quartinho com muita humidade, visita de baratas, e que era no passado um depósito de coisas velhas, que não tinham utilidade para a família. Eu me sentia uma dessas coisas velhas, que ninguém queria. Mas eu trabalhava, nunca me dei por vencida. Entre um desemprego e outro fui babá, fui recepcionista em uma pizzaria. Depois, trabalhei em outras empresas de comunicação e sempre me destacava, pois eu amo trabalhar, tenho perfil de liderança, sou pró-ativa e logo me destacava. Tive bons empregos na área de comunicação, mas com salários de estagiário.

Estava cansada e deprimida, quando um namorado me deu o livro O SEGREDO. Este livro fala sobre o poder da atração, que na sua vida você atrai o que você pensa. Em resumo, diz assim: se você pensar que é um fracassado e que as coisas dão sempre errado para você, as coisas sempre fracassarão e darão errado. Se você pensar que merece e tem (não terá, você tem que falar no presente) riqueza, saúde e sucesso, elas chegarão até você. Alguns chamam de energia positiva, outros de Deus, outros de programação neurolinguística, não importa sua fé, o que você deseja sempre chegará até você.

Um detalhe importante do O SEGREDO é que você não precisa pedir apenas coisas “viáveis” ou pensar como elas chegarão até você. Vou dar um exemplo.

Assim que meu namorado me deu o livro, eu fiz uma lista de coisas que eu queria para mim, sempre escrevendo no presente:

  • Eu sou uma jornalista admirada pelo meu trabalho;
  • Eu ganho muito dinheiro com o meu trabalho;
  • Eu sou famosa;
  • Eu sou entrevistada pela Hebe Camargo;
  • etc

Todos os dias eu escrevia essas coisas em um caderninho. Eram os meus sonhos. Via todos os dias o DVD do O Segredo. TODOS OS DIAS. Quando meu namorado leu essa lista, me disse: “Está vendo porque sua vida não vai para frente? você só pede coisas irreais, que nunca vão acontecer. Pede um emprego, vai pedir para ser entrevistada pela Hebe Camargo? Pelo amor de Deus, Renata!”.  Na mesma semana, ele terminou o namoro comigo. Era março de 2009.

Em julho do mesmo ano, eu criei o Dia de Modelo, que fez do Blog Mulherão muito famoso. Se não me engano, dois meses depois, eu já estava sentada no sofá da Hebe Camargo:

Deixando claro que naquela época não existiam blogs plus size (apenas o meu, Gordinhas Lindas, Gordinhas Maravilhosas e o site Criatura GG). Fui a primeira blogueira plus size a falar em primeira pessoa. Não era comum, nem bonitinho, nem existia essa parada de empoderamento na TV, ou necessidade de abordar temas “politicamente corretos”ou de “inclusão” na TV. Ou seja, foi um baita feito eu parar num programa de TV, ainda mais da Hebe Camargo, que só entrevistava pessoas importantes. Eu estava lá com minhas parceiras da época, e com Preta Gil e Claudia Leitte. Duas celebridades que eu jamais pensava que poderia conhecer.

Foi a produção da Hebe Camargo que me procurou. Eu não mandei cartas, sugestões de pauta, nem nada. Ou seja, conforme ensina O SEGREDO, eu não precisei me esforçar para realizar meu desejo. A realização veio até mim. E o que o ex-namorado achou absurdo, se realizou e abriu muitas portas profissionais para mim.

Continuei indo a inúmeros programas de TV, montei loja virtual, fiz campanhas como modelo, o Dia de Modelo cresceu, criei o Fashion Weekend Plus Size, tornei-me conhecida e, em 2012, integrei o Hoje em Dia, programa matutino na Rede Record, como colunista de moda plus size. Fiquei até 2014 na atração. Lá estava mais um sonho sendo realizado.

Tudo aconteceu de forma tão natural, que eu mal percebia que o tal ‘O SEGREDO” estava sendo colocado em prática. Estava se realizando. Eu poderia passar dias contando quantas coisas maravilhosas me aconteceram. Muitas outras faltam se concretizar. Minha família se reestruturou. Fiquei doente há uns 3 anos, com uma depressão muito profunda, síndrome do pânico, deixei de colocar O SEGREDO em prática, mas quando o retomei, o universo se encarregou de realinhar minha caminhada e minhas conquistas. Só atraio coisas boas. E até as que acho ruim, na verdade, são coisas que acontecem para me preparar para outras melhores que virão.

Mas o real motivo deste texto todo é dizer que eu sei o quanto é desesperador estar desempregado, se sentir sozinho, não ter onde morar, passar fome e não ter esperança.  Eu sei como é quando nos faltam forças. Mas eu sou um exemplo vivo que as adversidades não servem para nos castigar. Ela pode ser uma oportunidade para nos reinventarmos. Ou seja, se está desempregado agora, talvez não seja a hora de pensar em realizar seu antigo sonho de um negócio próprio? Ou atuar em uma nova área?

Sou partidária do arriscar, ousar. Tem um ditado bem chulo que diz: “o que é um peido para quem está cagado?”. Ou seja, tá com medo de investir em algo novo e dar errado?  Mas já está dando errado agora. Se ficar um pouco pior, pouca diferença vai fazer, mas se ficar muito melhor, você vai se surpreender, não vai?

Se você estiver muito feliz, o dinheiro e o sucesso serão consequências certas. Não tenha dó de você. Ninguém merece autocomiseração. Se pensar em você como um coitadinho, é isso que colherá em 2017, a piedade alheia. Pense em você como um vencedor. Tudo na sua vida pode ser mudado. Tenha um 2017 maravilhoso. Eu terei.