9 de março de 2017 13:53

Adoro ver como as marcas finalmente perceberam que nós, mulheres, mudamos, nos posicionamos e somos objeto determinante de sucesso ou fracasso de uma marca. Vou dar um exemplo, se engana quem acha que é o homem o maior consumidor de carros. É ela quem dá a palavra final para o maridão ou filho na aquisição de um carrão. É por isso que hoje em dia, nas propagandas de automóvel, tanto falam em conforto, segurança e porta-malas gigante, caracterírsticas que nós, mulheres, admiramos muito mais do que apenas uma máquina possante.

Na hora da cervejinha é a mesma coisa. Primeiro, porque passamos a sair mais e a beber mais. Mesmo em casa, no churrasco, somos nós que acabamos definindo a cerveja que o maridão tem que buscar lá no mercado. E colocar uma mulher de bunda de fora em um cartaz segurando uma latinha de cerveja não é a estratégia mais eficaz para convencê-la a virar fã da marca.

A SKOL é uma das primeiras marcas a incorporar essa mudança, assumindo erros históricos e dizendo que suas peças publicitárias do passado já não a representam mais. Veja só o nível das campanhas do passado:

“Se ocara que inventou o bebedouro bebesse Skol ele não seria assim… Seria assim”. Ahãn.

Consumidoras reagindo à campanha machista da Skol

A cerveja iniciou o ano convidando todas as pessoas a saírem do quadrado, da zona de conforto, e abrirem os olhares para novas perspectivas e para a beleza que existe nas diferenças. Agora, na Semana Internacional da Mulher, SKOL cria o movimento Redondo é Sair do seu Passado. Oito artistas foram convidadas para fazerem releituras de pôsteres antigos da marca e mostrarem, com a sua arte, as mulheres do jeito que SKOL as vê, fortes e independentes. São elas: Eva Uviedo, Elisa Arruda, Carol Rosseti, Camila do Rosário, Manuela Eichner, Tainá Criola, Sirlaney Nogueira e Evelyn Queiroz, a Negahamburguer.

Veja algumas das peças:

“Toda vez que nos deparamos com peças antigas de SKOL, que mostram posicionamentos distantes do que temos hoje, surge uma vontade de redesenhá-las e reescrevê-las. Então, percebemos que é possível fazer isso e o primeiro passo foi assumir o passado para mostrar a nossa evolução. Para legitimar ainda mais este momento, fizemos questão de dar espaço para mulheres dizerem como gostariam de ser representadas, fazendo essa releitura de pôsteres antigos. Queremos cada vez mais dar voz a quem defende o respeito. Amplificando e aprofundando ações que conversem com o posicionamento da marca. Não é apagar a história. Ela aconteceu, mas ficou no passado. E redondo é deixar para trás o que não te representa mais.”, comenta Maria Fernanda de Albuquerque, diretora de marketing de SKOL.