21 de julho de 2010 07:35

Por Eduardo Soares

Assisti o mega sucesso “Marley e Eu’’ já sabendo da fama que rondava a trama. Mesmo assim chorei feito criança nos últimos minutos do filme. Recentemente foi a vez de um amigo do trabalho passar pela triste situação de perder seu animal de estimação. Ao acolher um bicho, a pessoa sabe que cedo ou tarde ele irá partir. Mesmo sabendo que irá existir um carinho obtido ao poucos, e através deste carinho nascerá uma relação quase maternal/paternal da pessoa com o animal, mesmo sabendo que tudo isso terá final, lá está seu cão, gato ou pássaro nas fotos da família ou nos vídeos antigos e descontraídos do dia a dia. Como explicar esse amor sem diálogos?

Cresci com uma vira latas dentro de casa. Segundo alguns, assim que cheguei da maternidade lá estava ela do nosso lado, olhando atentamente para aquele novo membro da família, como quem diz: “quem é esse aí? Vai ser chato, mala sem alça”?

Duquesa parecia gente. Quem sabe até era muito mais racional do que muitos pensantes existentes. Ela está presente nas varias lembranças sadias da minha infância. Era regra quase militar: acordava as sete e antes de ir para escola, lá estava a dupla, Duquesa e Dudu (vou morrer coroa – assim espero – com esse apelido) dando três voltas num campo de futebol perto da minha casa. Ela adorava deitar na grama umedecida pelo orvalho da manhã. Rolava, se esbaldava, corria, dava piques que faziam inveja para muitos atletas. À noite, família reunida na sala assistindo televisão. Entenda-se como “família” meus pais, irmãos, um tio e ela, nossa guardiã. De tão alegre, era conhecia pelo bairro.  Parecia uma popstar desfilando sua elegância canina nas ruas, para alegria de todos, adultos e crianças, que sempre paravam para brincar com a ‘’estrela” da minha casa.

Tínhamos um trauma curioso: fogos de artifício eram o nosso ponto de desespero. Lembro do último réveillon dela. Casa cheia, todo mundo de branco, festa, som, empolgação contagiante. Quando o relógio atingiu meia-noite, pronto! Lembro de ter enrolado uma colcha entre nós, como se fosse uma barricada. Ela tremia e eu não ficava por menos (risos). Nesse dia, e parece que foi ontem, cumprimentei Duquesa com um singelo “feliz ano novo” com direito a aperto de mão/pata e tudo (muitos risos).

Certa vez ela foi correr atrás de um gato que passeava tranquilamente no meu terraço. Quando o bichano caiu na real e viu que havia uma cachorra atrás dele, fez valer de toda sua elasticidade natural e na hora do desespero deu um salto memorável e caiu todo pimpão (e intacto) na varanda do vizinho. Duquesa não era gato mas guiada pelo instinto de caça tentou fazer o mesmo ato do gato. Pulou o muro mas caiu no quintal da casa à frente. Pata traseira esquerda quebrada fratura exposta.  E ela não soltava um gemido. Apenas nos olhava com ar de “me ajudem’’. Desde então, ela ganhara platina e alguns parafusos no osso. Mas nem por isso deixou de ser animada. Apenas deixou de pular o muro do terraço…

Anos depois veio o acontecimento inesquecível. Ela comera veneno em algum lugar e passou muito mal, até então nunca havíamos presenciado aquelas cenas fortes. Difícil acompanhar o bicho que fez parte da sua história naquele estado de agonia. E foi assim durante dois dias. Remédios não surtiam mais efeito. Nada poderia ser feito. Ela, sempre brincalhona e agitada, mantinha o olhar no vazio. Não atendia pelo nome, não comia, mal tinha forças para levantar a cabeça, parecia um animal empalhado.  Normalmente, sempre quando pedíamos, ela estendia a pata como forma de cumprimento. Naquele dia repeti a frase “Duquesa, me dá a pata’’ por três vezes. Aos seis anos, não tinha muita noção do que estava acontecendo. Acariciei sua cabeça e estava saindo do local quando vagarosamente ela fez o gesto de cumprimentos que ensinamos. Pata fria na minha mão. Este foi seu último movimento. Fiquei gelado. Senti medo e tristeza. Acontecia naquele instante nosso último contato.

A única pessoa ausente da casa era meu irmão. Minutos depois, ele chegou do trabalho e automaticamente foi falar com ela. Feito isso, deu as costas. Duquesa, 14 anos de peripécias e inúmeras historias, fechou os olhos. Para sempre.

Passados vinte e cinco anos, é impossível não sorrir ao olhar para algumas fotos onde aquela cachorra, nem tão bonita assim, dava o ar de sua graça. De lá pra cá, tivemos uns vinte gatos. Mas cachorro mesmo, nunca mais.

Como explicar esse amor sem diálogos? Dê amor para seu bicho e a resposta virá com um amor incondicional que você não recebe de muita gente por aí.


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  • Fátima

    Fui criada próxima a casa da minha avó e a casa de um tio, eu como uma boa alérgica tinha alergia a pelos e a palavra cachorro era terminantemente proibida na minha casa, mas na casa da minha avó não era… Lá havia o Lord, um vira latas marrom, nascido no dia 08 de abril, mesmo dia do nascimento do meu primo, o companheiro das travessuras da infancia. Formávamos um bom trio, em alguns momentos, acho que o Lord era mais criança que nós, morávamos em bairro de ruas de terra, córrego e cachoeira próximos e onde estava um, sempre estavam os outros dois. Não adiantava a minha mãe brigar, eu não deixava o cão em paz, chegava da aula e já chamava o Lord , para dividirmos o almoço e a TV. O tempo passou e ele nos acompanhou por quase inacreditáveis 17 anos, morreu surdo, com fios brancos nos pelos, patas fracas e cego. Eu e meu primo naquele dia fizemos um pacto, cães nunca mais e temos seguido isso até hoje. Mais tarde tive um gato, muito independente, auto suficiente. Não gostava de colo e carinhos só quando ele mesmo os procurava, mas todo dia de manhã, me levava ao ponto do ônibus, não perdia a hora. Quando o onibus ia embora, aí sim ia dar suas voltinhas. Ele morreu e foi outra promessa de gatos nunca mais…outro dia conversava com meu primo e ele comentou sobre times que aposentam certo numero de camisa em homenagem a um jogador. Ninguem mais veste aquela camisa no time e foi mais ou menos isso que fizemos com o Lord, ninguem mais vai vestir a camisa dele!!

  • Kelly

    Linda história… Eu sempre tive cachorros e gatos, eles são sempre muito especiais pra nós.
    Nos oferecem um amor desinteressado, sem esperar nada além da retribuição desse sentimento. Hoje eu tenho uma gata, que é mais que especial pra mim, é a minha filha felina. Recentemente bateram nela na rua, ela sofreu muito e quase morreu, nessa história eu quase morri antes dela de desespero e impotencia por não poder fazer nada… Graças a Deus ela sobreviveu com apenas uma sequela, e hoje continua me divertindo e amando como sempre… Como foi dito no texto, ás vezes nossos animais são mais racionais do que os seres humanos…

  • Thamini

    Num vale…..to cohrando aqui no meu serviço….já vi dois cachorros amados irem embora…….mto triste vc sair e quando chegar não ter aquela festa e sim um sentimento de solidão….
    não sou de comentar aqui no blog mas esse tópico mexeu muito cgo…..

    hoje tenho um cachorro que é uma figura……..e um casal de porquinhos da índia…são todos meus filhos….nem gosto de pensar que daqui alguns anos não estarão mais cgo…..

  • andréa

    “respeitar os animais é dever de todos, amá-los é privilégio de poucos” só quem ama os animais os entende só com o olhar é o amor verdadeiro.temos a consciência que eles duram pouco mas esse tempo torna nosso sentimento eterno. bem sou daquela teoria “quem não gosta de bicho bom sujeito não é!”.

  • Gabriel Carvalho

    Eu sou o amigo de trabalho do Dudu, é triste perdermos um animal de estimação, amanhã faz uma semana que meu Gato( Panter ) nos deichou, era um gato como nenhum outro , não tinha quem não gostasse e o achasse lindo ( não sou um pai coruja ) ele é lindo ! Sinto muitas saudades dele ainda procuro ele em casa , ainda espero ele me pedir a ração quando acordo , ainda não me acostumei com a ida dele , ainda choro muito, agora só tenho as boas e muitas lembranças que aquele safadão deichou é uma pena ele ter ido , mas o tempo que ele esteve comigo foi muito bem cuidado amado e assim continuará sendo dentro do meu coração!! Saudades eternas Panter ! Te Amo!

  • Tatiana

    Muito lindo, me emocionei.
    Eu amo os animais, todos os tipos.
    Tenho 2 cachorrinhos lindos que amo mto e tenho como filhos. Nem me imagino sem eles e nem quero.
    Beijoas.

  • Daniel Souza

    Caramba!!!
    foto da Dona Ana com a Duquesa!!!!
    Recordar é viver 🙂

  • Daniel Souza

    o fato dos fogos me fez lembrar de uma vez que fui desejar um feliz ano novo ao Dudu e lá estava ele com a duquesa debaixo da cama, claro que na hora me segurei para não rir. hehehehe, bons tempos.

  • Dani Lima

    Agora você realmente me quebrou, Edu! rs
    Chorei copiosamente!

    Amo qualquer animalzinho e desde sempre minha casa esteve repleta de amigos: alguns sob quatro patas, outros com asas…
    Mas quem liderava tudo mesmo eram gatos e cachorros, como geralmente acontece, né?!

    Sou difícil de guardar coisas na minha cabecinha, então me recordo pouco de grandes momentos com os animais que tivemos em casa desde quando eu era bem pequenininha, mas como sempre tive muito… muuuito carinho por gatos, eles se mantém na minha mente com maior vivacidade!

    Passei desde os 14 até 19/20 anos morando em uma casa, ond tive milhares de gatos: gatos que achávamos na rua, gatos que cruzavam e tinham outros gatos, gatos que vinham namorar as gatas e ficavam… uma festa! Nessa brincadeira existiram muuitas meninas adoráveis: Virgínia Lane, Matilda, Pantera, Lisbela, Gravatinha… e aquela que foi a primeira de todas, a Lourdes Maria.
    Esta, sempre muito lânguida e esbelta, arrumava muitos namorados! hahaha
    Vivia fugindo e passando as noites por aí; boêmia que só ela!
    A mamãe odiava, denegria a imagem dela, e eu sempre quis reforçar que ela só estava aproveitando a juventude e nem ia fazer nada ilícito; era só diversão com amigos! hahaha

    Não sei sob base de qual fenômeno macabro, mas todas as minhas meninas morreram cedo ou tarde, de forma não identificada! Acreditamos ter sido veneno ou coisa parecida, já que elas visitavam nossos vizinhos e os mesmos não pareciam gostar tanto! 🙁

    Mas sabe o que era mais louco ainda? A Lourdes sobreviveu a todos os males! Os dias passavam e ela só fazia embelezar mais e mostrar mais saúde! Também não sei qual o fenômeno que a fez ficar viva, quando todas as meninas se foram, mas há quem dia que “não era a hora dela”. Além disso, acredito que ela era mais esperta que as outras! rs

    O tempo passou, hoje estou com 21 anos e esta é a segunda residência em que moro, depois de ter me mudado daquela casa. Hoje moro em um apartamento e a Lourdinha me acompanha! Atuamente tenho, além dela, o BamBam (um linguiçinha “Cofap” safado! rs) e a Laura (uma rajadinha gatinha bebê :))

    Todos vivíamos em harmonia, até que em um dia eu acordei e a Lourdes estava coberta por saliva… babava demais! Os olhos ficaram vidrados, dilatados… o corpinho todo muito quente, queimando; as mãozinhas vermelhas e estourando de tão quentes! Ela parecia estar em ebulição! Se tremia e eu estava sozinha em casa com a Déborah, minha irmã mais nova que também ficou desesperada! Tentava falar com minha mãe no telefone e nada… enfim, consegui falar com minha tia que me chamou à realidade: “Tata, eu não sei o que está acontecendo com ela e estou tão longe… mas fique forte. É importante que você entenda que um dia ela vai nos deixar, assim como o Vovô e todos nós vamos um dia…”
    Olhar pra Lourdes que já não era mais aquela gata lânguida e esbelta de outrora e escutar minha tia dizer isso, quase que me fez partir, realmente! Eu chorava tanto! Como nunca pensei na possibilidade de que um dia ela poderia me deixar? Brincávamos que ela era Highlander até! Não lembra? Todas morreram menos ela… era impossível!

    Depois deste dia, passei mais uma semana de desespero com ela muito atormentada… piorando a cada dia. Perdi as contas de quantos veterinários eu fui… me sentia muito mãe mesmo! Ela nos meus braços tendo ataques, fazendo xixi na minha roupa… um quadro deplorável pra uma gatinha que sempre teve muito muito pavor de água, não nos deixava chegar com sabão perto dela nem por um decreto, vivia na rua e estava sempre MUITO cheirosa! Também não me pergunte à base de que! rs

    Sei que depois de tanto andar, ela foi diagnosticada como em um surto convulsivo, que aparentemente tinha deixado sequelas (não sabíamos se temporárias ou não), como dificuldade pra enxergar, faro comprometido…

    Ela passou dias sem sair do lugar, não atendia pelo nome, e usava o lugar onde estava parada de banheiro – nem conseguia chegar até o sanitário delas!

    A Laura e o Bambam não entendiam o que acontecia, tampouco nós!

    Até que enfim ela foi medicada e hoje toma Gardenal de 12h em 12h. Isso nos auxilia bastante! Vez enquando ela tem outros ataques, mas já peguei a manha! Imobilizo ela nos meus braços, dou uma dose reforçada do remédio e dou vários beijinhos nela, enquanto me ponho a cantar de Nat King Cole até Edith Piaf. Acredite, ela realmente gosta! rs
    Em alguns minutos fica calminha…
    E tem sido assim.

    Ela ainda faz exames e não sabemos o que ocasionou o quadro convulsivo que a deixou desta forma, mas ela melhorou bastante! Ja vai até o banheiro, consegue comer e beber água sozinha… linda!

    Muitos me olham torto e não entendem a tamanha dedicação que tenho por ela. Mas como largar a minha amiga, que me acompanha desde adolescente até agora? Ela que sabe tanto da minha vida, dos namorados que tive, dos meus segredos… sempre conversávamos! Ela nunca me respondeu verbalmente, mas me olhava reprovando ou aprovando, sabe? Tem quem não acredite, mas eu sei que era!
    Então, como deixá-la agora que ela precisa de mim?

    Não sei como se explica esse amor que tenho por ela, e talvez nem se explique mesmo! Tenho por ela os mesmos sentimentos que tenho por tantas outras pessoas… e não dizem que o amor é inexplicável?! rs

    E acredito que nossa relação com os bichanos tenham diálogo sim. É só sabermos interpretá-los! Não é o diálogo que aprendemos conforme vamos crescendo, mas não deixa de ser comunicação!
    Tem tanta gente que fala, fala, fala… e não consegue um terço da comunicação que tenho, em apenas uma troca de olhares, com a Lourdes!

    Um beijo Edu!
    Brigada por esse texto de hoje!

    • Ada Cristina

      Dani, minha querida conselheira de moda…continue amando sua gatinha e deixem olharem torto, pois amor como esse não encontramos todos os dias!

      Eu já a admirava, na moita, lendo seus posts, quietinha e hoje eu te admiro MUITO mais, pois vc é linda!!!!

      Parabéns pela sua atitude para com sua gatinha!

      Milhões de beijinhos a vc e a Lurdes, Bambam e Laura!

      Ada Cristina

  • ANDREIA

    Lindas histórias!
    Fiquei muito comovida com a sua história e a da Dani, pois é dessa forma que me dedico aos meus bichinhos, pois desde de criança eu gosto de animais.
    Por volta dos meus 10 anos eu ganhei um coelhinho que se chamava Kiko e não demorou muito para a minha casa está cheia de coelhinhos, pois o meu pai tratou logo de comprar um femia que seria a esposa a Kika e como todos sabem eles se reproduzem muito rápido, todos tinham nomes, sempre que eu chegava da escola era sempre gritando Kiiiiko e lá vinha ele com suas orelhas enormes me receber, mas um certo dia ao chegar em casa que eu o chamei e ele não apareceu e lá vem a miha mãe me dizer que o Kiko morreu, eu não acreditei naquela noticia que ela havia me dado, quase que eu morro de tanto chorar e eu não queria mais bichinho nenhum em minha vida. Mas passado os anos eu já havia casado e tido os meus filhos, quando o meu marido Jean chegou com a quela coisinha linda, uma Daschund preta de 40 dias de vida e eu me apaixonei e o meu filho Matheus e a minha filha Malu trataram logo de por um nome nela: Fiona, apimentada que só ela não parava um só minuto, fazia muita bagunça, parecia um raio, amava bolo como eu nunca vi, viva se escondendo debaixo da cama para não ter que ir dormir no quintal, mas a unica coisa que fazia ela sair dali era a bandeja do bolo, era só mostar que ela vinha correndo. Não podia ver o portão aberto que corria para a rua. Mas de tanto fugir que um dia quando ela estava com 05 meses de vida ela aproveitou que o Matheus abriu o portão aí ela correu e veio um carro e a matou atropelada. Foi muito trágico e triste, ficamos todos de luto, ninguém queria nem se quer comer em casa e fizemos a velha promessa de que cachorro nunca mais, mas o meu filho ficou se sentindo muito culpado e para mudar isso resolvi presentia-lo com a Nina que na época tinha 04 meses e hoje está com quase quatro anos. Essa é uma guerreira quase foi embora também, mas de uma maneira diferente. Ela engravidou e teve muitas complicações no parto, pois não havia passagem para os filhotes nascerem e teve que fazer uma cesariana, pois a Nina já estava entrando em sacrificio, não só ela como suas filhas também, mas na hora do parto todas nasceram bem, porém o útero dela(Nina) rompeu e teve que fazer uma esterctomia de urgência, pois se não o fizesse ela morreria e graças a Deus ela sobreviveu a tudo isso.
    Nasceram 05 meninas lindas e eu gostaria muito de ter ficado com todas, mas infelizmente não deu, tive que dá destino a 04 delas e fiquei apenas com uma que se chamava Nani, muito linda, fofa um amor, mas quando ela estava perto de fazer 03 meses ela pegou uma maldita virose e faleceu, nesse dia eu chorei muito e prometi mas uma vez que não queria mais cachorro. Ma quando foi em março de 2010 vem o meu vizinho que tem um pet me oferecer uma outra da mesma raça(salsicha) e eu me apaixonei por ela e resolvi comprar, pois eu achava a Nina muito sozinha e triste quando todos da casa resolviamos sair e não podiamos leva-la. Hoje ela que se chama Marie é a alegria da casa, não para um minuto, é muito teimosa, mas é um amor, muito carinhosa e cheia de manha, parece uma loba devora tudo o que vê por isso que eu sempre digo que o esporte dela é comer, aff essa menina tá ficando Plus Size,rsrsrs.
    Mas eu as amo de todo o meu coração e não quero jamais que nada aconteça a elas, porque são as minha filhas caninas pretinha lindas!!!!!!!!!
    Não consigo se que me imagiar sem elas.

  • Fernanda

    Ok, chorei, tipo MUITO! Tenho 5 cachorrinhas em casa (uma acabou de ser adotada, da rua) e elas fazem parte da nossa família, são tudo pra gente! Já passamos pela perda de um anjinho também, é triste demais. Eu prefiro nem lembrar que a vida deles é tão mais curta que a nossa. Linda a história, linda a Duquesa.

  • Werônica Souza

    Já tive cachorros, mas são insubstituíves. Cada um com sua personalidade. Sinto falta deles, não só das brincadeiras, mas também das “artes. Hj tenho 2 gatas, minhas filhas. Essa noite, vou com versar com a mais velha novamente. Briguei com ela na terça-feira e depois de ler desse texto estou me sentindo mal. Me fez lembrar o quanto elas são importantes pra mim 🙁

  • Flávia Danila

    Lindo texto Edu! Emocionante, aliás histórias de de animais de estimação sempre me emocionam, também assisti Marley e Eu e não segurei as lágrimas.
    Lembrei de um cachorro que tinha na infância, um vira-lata, meu companheiro, sempre estava ali presente, companheiro das travessuras, passeios, tudo…lembro que em um certo período ele sumiu e todos os dias íamos à sua procura pelo bairro até encontrá-lo…que festa foi o reencontro! Nossa, que saudade agora!! Hoje, tenho dois cachorros e uma gata, três filhos…estão sempre ali oferecendo amor pra gente!
    Lindo texto Edu…emocionante!
    Beijos a todos do blog.

  • Bom, perdi um dos meus cachorros no ano passado. Quando cheguei de viagens somente dois veio me receber e na hora percebi que tinha algo de errado. Fiquei triste dias e a dor foi insuportável. Prometi que não queria mais cães, somente os que eu já tenho. Porém sei que ainda não peguei mais um, porque minha mãe controla. Não sei viver sem um bicho por perto! Simão e Chiquinho são os meus amores, minha vida, minha alegria.

  • Olá,
    li sua história e fiquei emocionada.
    Parabéns pela relato.
    Abraços.
    Simone

  • Sandro Delternics

    A famosa D Ana, manda ela se preparar , pq qd chegar aew, as panelas vão tremer…

    Sempre tivemos cães em casa, hoje temos a Maria e antes disso, tinhamos o JR, pastor belga, elétrico, dinâmico e juro que ele falava, extremamente dócil e super amigo, mas conhecido pelas redondezas como assassino de gatos, afinal o danado matava tudo, gatos, passarinhos( chegou a pegar voando), e adorava brincar qd aparecia alguma rã no quintal, apesar que após três patadas estava lá o cadaver da mesma, como moro próximo a área de manguezal vez por outra aparecia algum carangueijo, dentro do quintal, era uma guerra danada, bons tempos, memória que nem o tempo irá tirar…
    No presente temos Maria(sempre achei que nomes de pessoas em animais deixa o animal com mais personalidade) Maria, raça pura Street-dog , ou seja, vira-lata.
    Achei na cidade natal de minha esposa, após um précarnaval e muita cerveja quase atropelei akilo que pra mim parecia um rato de tão pequena, hj cresceu e nossa como é elétrica, parece que está a 220km/h durante todo o tempo…

    bem acho q é isso aew, neste exato momento está a danado latindo igual a um louco com o fox paulistinho do meu véio, como eu sempre digo, Maria e seu cúmplice, ou seria omisso????

  • TTCRISTTINA

    nem consegui ler toda a matéria
    lembrei do REX ( UM TOMBALATA LINDOOOO), que me acompanhou na infância toda e nos primeiros passos;
    lembrei do Fidel ( UM FILA TERRIVELMENTE DANADO E MIMADO) aprendia tudo ;
    lembrei do SCOTT ( UM VIRA COM PASTOR ESTE ERA FOFO) comeu as ultimas bonecas que guardei pras filhas q ainda não tenho mas não tive coragem nem de brigar com ele quem dira bater.

    vou terminar pq… nem da pra falar mais

  • Nossa amei o seu post e me identifiquei muito sempres fui criada com animais de estimação já cheguei a ter 7 cachorros na casa da minha mãe e todos foram adotados da rua… hj estou casada e tenho uma linda Teckel é a minha filha não gosto nem de pensar em perde-lá é a minha alegria e muitas vezes me pego em risadas com as coisas que ela apronta e eu mãe boba acho tudo lindo mas só quem tem um animal de estimação sabe o que é essa alegria

  • CowGirl

    Essa historia me lembra do nosso baby dog “Brutos”.
    Era a criatura mais doce e sapeca que eu ja conheci.
    E como sempre a historia se repete, depois de muitos anos de diversao, um dia ele tambem se foi.
    Deus em sua infinita bondade nos proporciona diferentes maneiras para que possamos viver momentos alegres… e a sua criacao (mesmo sendo irracionais) nos presentea com momentos dourados… (animais “racionais”) muitas vezes nao tem essa capacidade.

  • Ada Cristina

    Poxa, Eduardo!!!

    Estou em prantos!!!

    Já passei por isso quatro vezes e te digo que é inesquecível o amor puro e sincero que recebemos desses seres iluminados que entram em nossas vidas e as tornam de certa forma, as mais belas!

    Eu sou apaixonada por gatos e tive três durante esses meus 35 anos de vida.

    Meu primeiro gato era chamdo de Nick, angorá, olhos azuis e totalmente surdo e mudo. Nos comunicávamos por gestos e ele sempre respondia com um ‘curum’. Ele viveu 13 anos e no seu último momento ele segurou a minha mão e deu seu último suspiro.Morrera um irmão( pois ele era meu grande companheiro das noites e de telhado;pois sempre que subia no telhado ele me acompanhava e sentávamos para ver as estrelas, ta certo que ele dormia na minha barriga, mas me acompanhava).

    Com o Nick, depois de dois anos de tê-lo recebido de minha vizinha, peguei(fui escolhida, é essa a verdade) por outro gatinho, morisquinho ao qual dei o nome de Mandela. Foi amor a primeira escalada(ele escalou a minha camiseta até se aconchegar embaixo dos meus cabelos).diferente do Nick, era esperto e caçador. Trazia-me rãs, ratos e até cobras pequenas que encontrava no mato(deixava-me doidinha, pois eu tinha medo e subia na cadeira) e ele me acompanhava em cima da cadeira…não viveu muito, na nova casa uma vizinha o envenenou e veio a morrer nos meus pés.Sabe, Eduardo, eu sei o que vc sentiu, mesmo sem entender muito bem, a vontade de viver que eles têm, mas que por crueldade de alguns, não conseguem resistir.

    Fui para a faculdade de preto e chorando muito, assim como cheguei na escola em prantos, pois havia perdido um pedaço de mim! Meus alunos comovidos, depois de dois dias do ocorrido me trouxeram a Julie, uma gata siamesa de olhos vesgos e de uma doçura sem medidas.
    Morreu ano passado, junto de mim.

    E a outra perda maior mesmo foi a de meu melhor amigo, companheiro que me deixou como herança o amor pelos animais: meu amado pai.Os animais sabiam de seu coração grandioso e ele sempre amou muito seus animais que criara quando pequeno(pessoal da roça, cria ovelha, cavalo, porco) e meus gatos o amavam e viviam sempre conosco.

    É recente a sua morte, mas sei que no lugar onde está, meus amigos estão com ele, acompanhando-o numa nova etapa da vida.

    Hoje não tenho mais animais, mas sempre brinco com os gatos e cachorros que encontro pela rua, isso me reanima, me faz lembrar dos meus amores que estão no céu!

    Desculpe o desabafo, entrei para parabenizá-lo pela linda matéria que vc escreveu extremamente bem e acabei relatando a minha vivência!

    Grande beijo,

    Ada Cristina

  • Anny Oliveira

    Olha a D. Ana!!! Rs…q foto legal! Assim como sua mãe, a minha, D. Sol também é apaixonada por bichos. Eu amo cachorro, já tivemos mtos e cada perda é um sofrimento enorme. Sempre prometemos não ter mais cachorro depois que algum se vai, mas não conseguimos resistir…Sem esses amiguinhos, a casa fica sem graça, sem alegria. Hoje quem faz a festa aqui em casa é a Mel, linda, fofa, temperamental e mimada!!! (Culpa da D . Sol…rs) Nem quero pensar no dia q ela tiver q nos deixar….lindo texto, Edu. Parabéns, mais uma vez. Bjs

    Aqui vai um texto pra presentear quem ama esses bichos queridos!!!

    SE UM CÃO FOSSE SEU PROFESSOR

    Você aprenderia coisas assim:

    Quando alguém que você ama chega em casa, corra ao seu encontro.

    Nunca perca uma oportunidade de ir passear de carro.

    Permita-se experimentar o ar fresco do vento no seu rosto.

    Mostre aos outros que estão invadindo o seu território.

    Tire uma sonequinha no meio do dia e espreguice antes de levantar.

    Corra, pule e brinque todos os dias.

    Tente dar-se bem com o próximo e deixe as pessoas te tocarem.

    Não morda quando um simples rosnado resolve a situação.

    Em dias quentes, pare e role na relva, beba bastante líquidos e deite debaixo da sombra de uma árvore.

    Quando você estiver feliz, dance e balance todo o seu corpo.

    Não importa quantas vezes o outro te magoa, não se sinta culpado…
    volte e faça as pazes novamente.

    Aproveite o prazer de uma longa caminhada.

    Alimente-se com gosto e entusiasmo.

    Coma só o suficiente.

    Seja leal.

    Nunca pretenda ser o que você não é.

    E o MAIS importante de tudo…

    Quando alguém estiver nervoso ou triste, fique em silêncio, fique por perto e mostre que você está ali para confortar.

    E nós precisamos aprender isso com um animal que dizem, é irracional!!!

    Bjos

  • ge

    Amo essas criaturas.
    Tenho 5. vão chegando, partindo, ficando e cativando, todas 100% vira latas.
    Cada uma com sua personalidade, mas sempre 100% de amor incondicinal.