13 de setembro de 2011 10:14 comportamento

Devaneios infundados

Por keka Demétrio

Não dá para ser metade, nem fração. Tenho gosto pelo q é inteiro. Quero tudo o que você quiser me dar, inclusive seus sonhos. Às vezes sou egoísta. Tão desconcertantemente egoísta que o estômago revira feito roda gigante sem controle. Parece que o corpo quer jogar para fora o veneno que inunda o coração e afeta a alma.

Chorar seria o ultimo ato, preferia vomitar. Porque vomitar pode ser o indicio de qualquer coisa, qualquer doença, ou qualquer descontrole emocional, menos dor de amor, dor de ausência, dor de desprezo. E se você não disser, sempre vai ficar a dúvida do porque alguém tão fantástico como você está colocando os bofes para fora.

É meio que um disfarce para não dar o braço a torcer que lá no fundo você já sabia que era pra ter muito cuidado. Ah, mas era difícil fazer isso. Complicado seria a melhor palavra para definir seus ímpetos intensos meio descontrolados, meio menina, meio mulher, meio querendo, meio não se importando.  Vai ver que era essa intensidade que precisava ser controlada. Então, ela entendeu que se fosse preciso moldar sua intensidade porque a maioria das pessoas não entendem como alguém pode ser tão intenso e demonstrar tanto sentimento, estaria começando a trair a si mesma.

Que se dane os outros, ela pensou. Que se dane quem tem medo de viver, de amar, de sorrir, de chorar, de esguelar se for preciso. Que se dane quem vive disfarçando para tudo na vida. Não queria relações onde tudo é agrado e do seu jeito, nem de amizade e muito menos de amor. Se estiver com alguém é porque ele tem um monte de coisas a acrescentar, e ela a ele, se não, ficava só consigo mesma, seria muito mais simples, menos complicado; não acordaria todos os dias querendo um bom dia doce e leve e nem um boa noite dizendo continuo te querendo.

Que se dane quem tem medo, quem não se arisca, porque é sempre bom acreditar que mesmo com os desagrados, o amor tem que te dar paz, tem que te fazer bem, tem que fazer com que você acredite que é o máximo, e não o mínimo do mínimo. Ah, que se dane as cicatrizes, as marcas, os devaneios infundados, o bom mesmo é depois disso tudo ainda querer ter mais cicatrizes, mais marcas, e se acabar em mais devaneios, mesmo que eles sejam infundados.

 

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