20 de setembro de 2011 09:16 comportamento

Carta a uma leitora

Por Keka Demétrio

Quem me conhece, convive comigo, e até mesmo aqueles que nem convivem, mas já passaram por mim, sabem que na maior parte do tempo estou sorrindo, fazendo um gracejo, tentando deixar a vida mais leve, já que ela às vezes nos mostra aspectos meio dolorosos. Ontem recebi um e-mail de mais uma leitora questionando como faço para ser sempre feliz.

Então, ai vai a resposta: eu não sou sempre feliz. Eu tento estar sempre feliz, o que é diferente.

Costumo dizer que SER é estático, imutável, e não casa com o desenvolvimento do ser humano em sua busca pela evolução como Filho de Deus. E acredito que a felicidade é algo que precisa de movimento para se manifestar e que isso acontece de forma e intensidades diferentes no decorrer da nossa vida. Vale ressaltar que a forma como vamos absorvendo os ensinamentos pelos quais vamos passando também é fator importante e determinante na forma como sentimos a felicidade.

Não existe fórmula pronta para a felicidade. Assim como outros diversos sentimentos, ela é mais um que depende do íntimo de cada um de nós.

Quando criança o que me deixava feliz, e que me recordo com muita alegria e saudade, eram as férias na fazenda de meu avô onde todos os primos se encontravam para dias maravilhosos de passeios a cavalo, banhos de rio, brincadeiras no rego d’água que passava nos fundos da casa, as frutas comidas direto do pé e que tinham um gosto fantástico. Hoje, todas essas coisas talvez não me dariam tanta felicidade quanto, por exemplo, ler um bom livro, assistir a um bom filme, ou simplesmente ficar sentindo o vento bagunçar os meus cabelos enquanto fico admirando o céu, ouvindo uma boa enquanto procuro desenhos nas nuvens. Ok, eu ainda faço isso, e adoro! rsrs

Mas de todas as lições, a que eu aprendi com louvor e que me auxilia muito nessa busca constante em estar feliz, foi desenvolver a coragem de rir de mim mesma, de me permitir ser ridícula aos olhos dos outros, porém feliz e em paz comigo mesma. Acho que essa capacidade faz com que tornemos a vida mais gostosa, menos pesada, menos séria, e assim dá pra brincar e deixar ressoar muita gargalhada. Aliás, sou bem boa nesse quesito.

Gata, eu choro, eu sofro, eu fico triste, e às vezes tenho até vontade de desistir de tudo, mas quando percebo que DEUS me coloca em certas situações e sopra em meu ouvido: vai, resolva que eu confio em você!, me sinto abençoada, porque penso: Uau, isso é muito sério, DEUS confia em mim! E nessas horas, ao mesmo tempo em que me vejo como uma simples folha que faz parte da folhagem de uma árvore frondosa, me sinto entranhar em suas raízes e agüentar os ventos que parecem querer me arrancar. Quando tudo acaba, me vejo mais forte, mais segura e mais confiante. Portanto, mais apta ainda a estar feliz.

Parei de acreditar que a minha felicidade só existiria quando estivesse profissionalmente realizada, quando tivesse um companheiro maravilhoso ao meu lado, quando fizesse a viagem dos meus sonhos, ou realizasse um monte de outros sonhos pessoais que nem cabe relatar aqui. Passei a perceber que durante o meu dia tenho inúmeras oportunidades de me sentir feliz e que só depende de mim, das minhas escolhas. Descobri, Poe exemplo, que dizer bom dia sorrindo para mim de gente ao espelho é uma forma de me sentir feliz. Eu sei que não é fácil, mas ninguém disse que seria, e quer saber, somos tão imperfeitos, temos tão pouca fé, que se fosse fácil não enxergaríamos como felicidade.

Hoje, quando penso em felicidade não vejo como um acontecimento só, uma coisa isolada. Acho que a felicidade que queremos e almejamos tanto sentir vem de um amontoado de felicidades que vamos acumulando no decorrer da vida. No acúmulo das boas ações, nos perdões que concedemos, na fé que alimentamos e no amor que doamos.

Quer trocar relatos de experiências sexuais e tirar dúvidas com outras mulheres gordas? Entre no GRUPO SECRETO DO MULHERÃO, no Facebook, com entrada permitida apenas para mulheres: Clique aqui para acessar

MAIS MATÉRIAS INTERESSANTES