30 de dezembro de 2011 08:40

Por Eduardo Soares

No último dia do ano passado deixei aqui o texto “2011 motivos para você ser feliz” onde comentei a respeito de um filme romântico que sempre mexeu comigo, e olha que não sou fã dessas películas tipo “mamão com açúcar”.  Antes de começar a escrever o texto que você lê agora, dei uma rápida lida no antigo. Gostei do seguinte trecho:taí, coloquei na cabeça que quero vivenciar um belo romance no próximo ano. Se não acontecer, beleza. Desânimo é uma palavra não habitante do meu dicionário. Mas pelo menos irei tentar. E o mesmo vigor deve ser a tônica para os demais objetivos.

A cada frase (em tom de bate papo quase confidencial), analisei a retrospectiva daquele ano e de lambuja fiz a revisão deste que está para terminar. Destaquei outro trecho: tenho inúmeras idéias em mente para o ano que vem(…) prometi a mim mesmo que irei fazer uma escala de prioridades para começar a agir. Não quero ter a sensação do “minha vida passou e agora é tarde demais”. O peso da idade pode ser empecilho para algo? Talvez, mas imagine se no primeiro obstáculo encontrado nós desistíssemos com medo de um suposto fracasso futuro? Quero dividir com vocês neste espaço as conquistas obtidas nos próximos 365 dias. E quero ver as suas também.

Promessa é dívida. Naquele momento, o foco principal das situações que deveriam mudar para 2011, por inúmeras razões, era a troca de trabalho. Quando olho para trás, acho graça daquela época onde eu ralava pouco, adorava cruzar a Ponte todo santo dia para caminhar naquela cidade (Niterói) e o nível de estresse beirava o zero. Em contrapartida, a rotina angustiante fez com que meu descontentamento atingisse o 100%. Hoje, o nível de trabalho/correria/estresse/falta de tempo/responsabilidade está sete vezes maior que o tal emprego no ano passado. Mas pelo menos atingi o objetivo número um da lista de prioridades elaborada em 31/12/2011.

Pode ser um pensamento maluco meu mas acredito que dificilmente atravessamos uma fase de plenitude/harmonia completa. Digo isso pois no meu caso mesmo com a tal conquista profissional, o lado familiar não anda bem faz tempo. E infelizmente as perspectivas estão longe da plenitude. O que devo fazer? Viver. É isso, friamente assim? Calma, vivo/viverei sem esquecer as atribulações (cuja solução nem sempre depende exclusivamente da gente), sem esquecer de oferecer ajuda (vai recusar? Ok, mas nunca sabemos o dia de amanhã, o mundo dá voltas…), enfim, minha dica é relativamente simples: viva sua vida, tenha mais e mais objetivos, transpira sangue para conseguir realizar a maioria deles mas nunca perca a humildade e sempre esteja disposto a ajudar as pessoas que gostam de ti.

Ah, aprenda a lidar com os planos (ainda) não realizados. O tal “coloquei na cabeça que quero vivenciar um belo romance no próximo ano” não aconteceu em 2011. Será que fui amaldiçoado ou sou indigno de obter tal conquista? Espero que não para as duas perguntas. Começo a crer no bendito clichê “cada coisa acontece no tempo certo”. Bom, preciso colocar na cabeça alguma teoria útil que explique a razão de certos acontecimentos continuarem apenas na teoria. Sem devaneios ou utopias e refletindo única e exclusivamente com a razão, se não aconteceu ainda é porque falta algo: maturidade, sabedoria, conquista da Mega Sena acumulada, sei lá. E isso serve para tudo, não apenas no quesito sentimental. Já andei incrédulo quanto ao porquê do ineditismo de algumas situações na minha vida, mas depois de certa idade se eu for caminhar pro lado do negativismo, meu futuro será tão próspero quanto sobreviver sem máscara numa tempestade de areia no deserto do Saara.

E quer saber? Não vou desejar “Feliz 2012” pra ninguém, isso é muito mecânico! Espero, sim, que você FAÇA POR ONDE TER 365 dias espetaculares, repletos de aprendizados, maturidade, superação, persistência, sabedoria e por consequência, realizações. E aí minha cara/meu querido, caso você tenha posse desse kit, aquele blábláblá infinito de “desejo sucesso, prosperidade, êxito, tudo de bom” estará nas suas mãos, no seu caminho e no seu futuro por muitos anos novos.Mesmo sabendo que determinadas realizações nem sempre depende exclusivamente da gente. Mas saiba que NINGUÉM, a não ser você, é o responsável pela pavimentação (ou má conservação) da sua estrada. Ou seja, seu sucesso nunca terá como alicerce possíveis desculpas esfarrapadas, muito pelo contrário. Nenhuma conquista tem sabor de garapa. Se fosse assim, que graça teria saborear a vitória?

A propósito (já diria o colunista ogro-mala-sem-alça deste espaço):Quero dividir com vocês neste espaço as conquistas obtidas nos próximos 365 dias. E quero ver as suas também.Sendo assim, aceito convite para as próximas formaturas, viagens, casamentos, batizados, churrascos, comemorações no geral. Vocês merecem (e eu também).