8 de maio de 2013 20:07 Para Refletir

Para afastar gordas, loja se recusa a fazer roupas largas

Por Renata Poskus Vaz

A matéria abaixo foi extraída na íntegra da Época Negócios. Gostaria de salientar que o caso retratado na matéria, em que lojas não ampliam suas grades pois não querem ver pessoas gordas (leia-se feias, sim porque eles acham o gordo feio) usando suas roupas, é comum no Brasil também. Acredito que as marcas tenham o direito de fabricar para quem eles quiserem e que não são obrigados a vender tamanhos maiores, porém é interessante observar a visão que eles tem de nós, gordas.

Confiram:

abercrombieefitchSe você estiver acima do peso, você não é uma consumidora em potencial para a Abercrombie & Fitch. A empresa, para evitar que sua marca seja levada por mulheres gordas, nem sequer fabrica roupas nos tamanhos G e GG. A estratégia foi explicada no livro The New Rules of Retail (As Novas Regras do Varejo, em tradução livre) pelos autores Robin Lewis e Michael Dart.

A calça mais larga da Abercrombie tem tamanho 10, enquanto a concorrente H&M tem peças até o tamanho 16, e a American Eagle, até 18. Esta é uma atitude tomada por Mike Jeffries, CEO da empresa, para que a marca só seja usada por pessoas “bonitas”.

“Ele não quer que pessoas gordas comprem em sua loja. Ele quer pessoas magras e bonitas. Ele não quer que seus principais consumidores vejam pessoas que não são tão bonitas quanto eles usando as roupas”, explicou Lewis, autor do livro, ao Business Insider.

A posição da empresa já havia repercutido em 2006, quando o CEO deu uma entrevista ao site de notícias Salon. “Em toda escola há adolescentes que são legais e populares, e há aqueles que não são tão legais. Nós estamos atrás dos legais. Nós vamos atrás de todos os adolescentes atraentes com muita atitude e muitos amigos. Muitas pessoas não pertencem às nossas roupas, e elas nem podem pertencer. Nós somos excludentes? Absolutamente”, afirmou o executivo, pouco incomodado em perder consumidores. Ele defende que as outras companhias, que possuem numerações maiores em suas araras, se complicam ao tentar atingir todo o tipo de consumidor. “Você se torna totalmente comum. Você não exclui ninguém, mas você também não empolga ninguém”, disse.

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