16 de julho de 2013 01:54 Uncategorized

Desabafo

 

presente

Por Renata Poskus Vaz

 No dia 12 fez 11 anos que minha mãe morreu. Na verdade, a última vez que a vi foi na noite de 11 de julho de 2002, entrando pela porta da emergência de um Hospital Público perto de casa. No dia 12, logo após a meia noite, atestaram o óbito.

Depois de 11 anos, não sinto mais aquela tristeza doída, sabe? Mas a saudade ainda é imensa. Notícia chata para quem acabou de perder um parente ou que tem medo de perder: a saudade nunca passa. É um vazio que nada e nem ninguém ocupa. Ninguém! A gente só aprende a conviver com ela.

Semana passada foi bem atribulada. Fashion Weekend Plus Size chegando e muito trabalho! Quase esqueci o aniversário de falecimento de minha mãe. Meu pai me lembrou. Meio que me culpei por ter esquecido. Mas, sabe, pensando bem, acho que ela não ficaria chateada em saber que me esqueci da data de quando ela morreu. Afinal, é um dia que não podemos e nem queremos comemorar… É tão tétrico! Lembrar que naquele mesmo dia, há 11 anos, ela morria, fez toda aquela saudade que por anos soube muito bem controlar, acabar virando incontrolável. Saudade que não dá para matar é algo meio difícil de se administrar.

Depois que meu pai me lembrou do aniversário de falecimento de minha mãe, diante de uma lembrança tão viva, crentes na imortalidade da alma dela, fomos buscar algum tipo de conforto espiritual. Minha mãe era católica, gostava de missas, pensamos que seria uma boa pedir para que rezassem uma missa em intenção à alma de minha mãe.  Na Igreja do bairro, em frente à nossa casa, pedimos para que incluíssem o nome dela nas orações para finados. A atendente da igreja me cobrou R$3 por isso. Como fui a pé para a Igreja, sem bolsa e nem dinheiro, disse que não tinha como pagar.  Isso não sensibilizou a atendente, que simplesmente não incluiu o nome de minha mãe nas orações da missa.

 Voltei para casa.

 Ao comentar isso em meu Facebook, vi uma série de comentários maldosos. Juro, ainda não consegui entender porquê algumas pessoas insistem tanto em acompanhar minhas redes sociais, acompanhar minha vida e não se incomodam em me ver sofrer. Não venham me dizer que esse é o preço da “fama”! Uma leitora, por exemplo, me indagava, de forma irônica, do porquê de querer rezar uma missa se sou espírita. Respondi que eu sou espírita, mas que minha mãe gostava de ir à igreja. Da mesma forma, se ela fosse umbandista, com o maior prazer tocaria um tamborzinho para minha mãe. Sem preconceitos! Incluir o nome dela em orações em uma missa seria apenas uma homenagem. E quando homenageamos ou presenteamos alguém é com o que essa pessoa gosta e não com o que a gente gosta.

Depois, outras leitoras insinuavam que eu estava mentindo que havia recebido esse tipo de atendimento em uma igreja católica. Não tenho o porquê de inventar algo tão delicado.

No fim do dia, após cutucadas no Facebook, insensibilidade de algumas de minhas próprias leitoras, problemas no trabalho, saudade da mãe, recebi um lindo presente de uma leitora. Um mimo, flores e  doces. Uma delicadeza, um agrado… Senti-me especial, feliz… Vi que sempre existirá aqueles que nos apedrejam em um momento difícil e aqueles que, com uma doçura sem igual, nos acalantam.

Obrigada, Renata, pelo carinho. Obrigada às minhas leitoras por escutarem meus desabafos, por estarem presentes mesmo quando fico ausente. 🙂 Amo vocês!

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