4 de agosto de 2014 03:57

renata poskus lingerie 2

Por Renata Poskus Vaz

Tem mulher que praticamente já nasce sensual. Eu não sou uma dessas. Cresci como uma garota magra e entrei na primeira fase adulta de minha vida com menos de 60 Kg. Alta, loira, magra, características que, modéstia à parte, muitas mulheres gostariam de ter. Menos eu. Eu era estranha, não curtia meu próprio corpo. Queria emagrecer, mudar, aumentar isso ou diminuir aquilo, em uma insatisfação comigo mesma que parecia não ter fim. Nessas, ser sensual parecia algo impossível. Pode ser que um ou outro me enxergasse sensual, mas eu não. Eu não me via assim. E ao não me ver assim, transmitia isso para as pessoas. Eu as repelia.

Engordei. No começo não queria. Lutei contra isso. Como podem ver, do alto dos meus quase 90 Kg, perdi a batalha. E nessa de aceitar a “derrota” e aprender a conviver com os quilos extras, fui redescobrindo um novo corpo e uma sensualidade que deliciosamente me transbordava.

Os quilos extras se alojaram nos lugares exatos:  maças do rosto mais salientes, seios fartos, um bumbum que não existia e finalmente resolveu aparecer.  As pernas ganharam contornos. Lá estava eu:  um mulherão! E ao me enxergar assim, despertei minha sensualidade. Eu me via bonita. E mulher bonita e bem-resolvida, independente do peso, é sensual.

Aprendi que o olhar, que não me emagrece e nem me engorda, é responsável pelo menos por 50% da nossa sensualidade. Uma mulher com olhar seguro se torna irresistível. Uma mulher que olha para si mesma com menos crítica e mais doçura, se torna mais sensual. A nossa sensualidade nos faz sorrir, conversar, observar, conquistar, sem esforço e sem medo. Mulher sensual se destaca. Mulher sensual nunca está sozinha.

Mulher sensual pode ter 50, 100 ou 150 Kg. É a sensualidade que conquista, não o corpo. O corpo é  apenas complemento.  😉

  • Amei!
    Simplesmente amei!

  • Uall!!! Concerteza!!!
    Beijos Rê!!! <3

  • Cristiane

    Que texto….ótimo

  • Valter Sanches

    Aqui vai o olhar de um homem que adora mulheres mais cheias e com contornos mas salientes….se é que posso chamar assim as mulheres com mais volumes do que as outras. Se vocês soubessem o quanto são admiradas e cobiçadas por nós, não ficariam se preocupando em tirar isso ou diminuir aquilo outro. Estão ótimas assim. Aceitem-se. Saibam que vocês são as mais desejadas por nós. Ainda que muitos (por puro preconceito ou modismo) não assumam isso, adoram tocar e sentir essas carnes transbordando em pura sedução. Quem quiser acreditar no que digo….sinta-se deliciosa, desejada, sexy e sensual. Já quem não gosta desse corpão que possui….. prefiro não comentar. Sejam felizes com o que Deus colocou e mais a vocês. Afinal, isso é privilégio de poucas.

  • Pablia Prates

    Lindo texto, escrito por uma linda mulher, que realmente enxerga aquilo que o espelho reflete – beleza além das medidas, coroada por uma inteligência além dos padrões!! Parabéns pelo seu trabalho!

  • Me identifiquei demais! Quando criança era gorda e nem preciso dizer q a auto-estima era lá embaixo…Com a adolescência fui emagrecendo e, sim, fiquei magra… mas cadê q a tal da auto-estima aparecia… da adolescência até a começo da fase adulta sofri horrores com o efeito sanfona e sofria demais com os quilos extras, mas quando magra sofria demais tentando alcançar um corpo q eu nunca teria, afinal minha estrutura é grande e eu almejava o corpo da Juliana Paes… Aos 24 anos, engordei bastante por conta de uma crise de depressão… e foi após ficar obesa q percebi que o problema não era meu corpo mas minha cabeça… Ironicamente, foi com a obesidade que passei a gostar de mim e ver melhor meu corpo… Não encorajo a obesidade pq sei que traz problemas à saúde, mas encorajo uma corpo saudável seja ele de que tamanho for… Hoje, muitos quilos acima do peso, sou muito mais feliz e satisfeita comigo do que era quando tinha um corpo magro…

  • Evelyn Lopes

    Adorei o texto e sua foto Renata esta lindíssima!!!!

  • Como sempre arrasa Renata!!! bjks

  • karlinha

    Caraca!quase todas se identificaram com seu texto Renata.Parabéns!