24 de dezembro de 2014 14:59 Uncategorized

Como sobreviver a um Natal em luto

Por Renata Poskus Vaz

Hoje meu coração me pediu para escrever não somente desejando um Feliz Natal para todos vocês que nos acompanham. Minha vontade hoje é falar diretamente com aqueles que perderam parentes e amigos queridos no ano de 2014.

Natal é uma das datas mais felizes de nossas vidas, em que nos reunimos com aqueles que mais amamos para celebrar o amor e o Nascimento de Cristo, aquele que nos salvou e nos ensinou tantas virtudes especiais. Como não lembrar dos parentes, das risadas, das conversas e da celebração do amor com aqueles que são tão importantes para nós? Mas quando alguém que amamos muito falece, nosso coração padece e o Natal faz todo o sentimento de dor, saudade e tristeza surgir. A primeira reação com os preparativos do Natal é sempre pedir para que tudo acabe logo. Musiquinhas, sininhos e pessoas entoando o HO HO HO por aí parecem debochar de nosso sofrimento. Coisa da nossa cabeça e do coração em luto, é claro.

Mas como reagir a isso? Fugir? Ficar em casa sozinha chorando?

Sou espírita e acredito na imortalidade da alma. Acredito que de alguma forma, nossos entes queridos falecidos vivem em espírito em outro lugar e que são capazes de receber nossas vibrações e pensamentos mais intensos. Acredito que nenhuma mãe, irmão, marido falecido apoiaria que nos privássemos de uma celebração. Ficariam tristes em saber que estamos chorando, magoados e inconformados.

O que posso dizer é que um dia essa dor passa, a tristeza deixa de existir e só a saudade ficará. E será aquela saudade boa, de quem é muito grato por ter convivido com pessoas especiais. Então, o quanto antes você sair de casa e se predispor a viver, melhor. Mais rápido a felicidade voltará para seu coração.

Ainda me recordo quando minha avó materna faleceu, no início de um mês de dezembro. Mesmo todos chateados e cansados nos reunimos para celebrar o Natal. Tios, primos e meu avô, todos lá. Minha tia forrou uma parede com um lindo veludo azul escuro e formou um grande coração com fotos de todos nós com minha avó. Algo simples, singelo e repleto de amor. Uma homenagem que ela teria muito orgulho de ver. Naquela mesma data dei um perfuminho baratinho de presente para minha mãe, com o dinheiro que ganhei em meu primeiro emprego. Era algo tão bobinho, mas ainda me lembro do olhar dela para mim, cheio de orgulho, amor e admiração. Seis meses depois, ela faleceu também.

Hoje penso: gracas a Deus que comemoramos aquele Natal, mesmo em luto pela morte de minha avó. Caso contrário, eu teria um momento a menos especial para me lembrar de minha mãe. E assim vou vivendo, com a certeza do reencontro e crente de que sendo feliz, estou honrando a memória de todos aqueles que muito me amaram em vida.

Feliz Natal!

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