13 de maio de 2015 21:36

marca mulherão

Por Renata Poskus Vaz

Pessoas, faz quase 5 anos que dei entrada no registro da marca Mulherão no INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial). Isso leva muito tempo e é necessário acompanhamento semanal, o que por um tempo, por motivos de saúde e questões familiares, deixei de fazer.

Recentemente contratei uma nova empresa para acompanhar este processo, a FG Marcas e Patentes, a quem agradeço imensamente atenção e dedicação.

Felizmente, em decisão final, o uso da Marca Mulherão é definitivamente nosso. E não estou falando só do logo não, mas também do nome, pois trata-se de uma marca mista.

Gostaria de aproveitar a oportunidade e pedir encarecidamente para que as outras empresas respeitem o nosso direito à marca Mulherão. Recentemente, fui surpreendida com a notícia que uma antiga marca que vende produtos em nosso segmento, que inclusive já integrou o Fashion Weekend Plus Size que organizo, que me conhece, que conhece o Blog Mulherão, e que estava fazendo uso indevido da minha marca em uma palestra anual que organiza em uma de suas lojas, e em seu site. Achei de uma baixeza sem tamanho que uma empresa familiar, com anos de mercado, tenha feito isso conosco e mesmo diante dos contatos de meus advogados e de nossas explicativas dizer que Mulherão é uma palavra de uso comum. Não, não é. Aliás, quando comecei a usar a palavra Mulherão quase ninguém a usava no Brasil. Usava-se aqui palavras no aumentativo mantendo o feminino: mulherzona, mulherona etc… Aí é muito fácil quando uma marca está fazendo sucesso em um nicho bem específico, que é o plus size e a tal empresa utilizá-lo, para vender seus produtos e serviços, sem cerimônia.

As proprietárias sabem disso, mas é muito mais fácil para certo tipo de gente fingir que desconhece princípios básicos morais, éticos e até legais e se apropriar de nomes que não são seus do que fazer uma parceria, pedir, pagar por isso.

Fiquei com dó de interromper o evento, dó da vergonha que passariam com suas clientes endinheiradas se eu levasse até as últimas consequências os meus direitos, mas o aviso já foi dado e esse tipo de situação não será mais tolerada.

Publico aqui, se necessário, o nome da empresa, nome das pessoas com quem falei etc, numa boa. Sou jornalista e esse direito de propagar a verdade me é inviolável.

Enfim, divido com vocês essa felicidade (apesar dos pesares e desgastes). Hoje sinto que meu filho que nasceu há muito tempo está devidamente registrado.

Agradeço, por fim, ao meu ex-quase-futuro-pretenso cunhado Rafael Steinhof que criou essa logomarca e à sua esposa, minha ex-quase-futura-pretensa concunhada Rebecca Steinhoff, que encheu muito o saco do maridão para que ele me fizesse esse favorzão. rsrs

Amo o nosso logo! Amo o nosso nome! Amo ser, viver, sentir, amar como mulherão!