29 de novembro de 2009 00:18 Dança

Dance, dance, dance…

Por Grazi Barros

Quem não já ouviu uma história de uma gordinha que foi discriminada na academia ou numa sala de dança?! Todos já ouviram histórias de discriminação nesse lugares, e esse foi o caso de duas das nossas amigas do II dia de modelo do RJ: Roberta Ferreira e Paula Khalil.

Na última fileira, bem escondida…

Enquanto se preparava para a sessões de fotos do Dia de Modelo do Rio de Janeiro, Roberta Ferreira se aquecia delicadamente, esticando os pés graciosamente e com uma postura digna de uma bailarina. Quando era criança, Roberta fazia jazz. Ela adorava, mas nas apresentações de fim de ano, sempre era posicionada pela professora na última fila e por lá ficava durante toda a coreografia. Na frente, eram apenas as magrinhas. As gordinhas, por mais que dançassem bem e tivessem tanta técnica quanto as magrinhas, ficavam atrás, escondidas, excluídas e discriminadas. Por conta disso, Roberta deixou de freqüentar o grupo de dança, embora ainda seja apaixonada pela modalidade.

Dança do ventre, a predileta entre as gordinhas

Já Paula Khalil, não sofreu preconceito por parte da professora mas das “coleguinhas” da academia. Ela fazia jazz e sapateado na infância e ouvia constantemente das “parceiras” magrinhas de turma, que se continuasse dançando daquela forma, ela iria “quebrar o chão”. Sofreu tanto preconceito que acabou engordando mais e mais, chegando a pesar 120 kg. Desistiu do jazz e do sapateado até que, mais tarde, resolveu emagrecer e atingiu o manequim 48. Ela redescobriu o prazer de dançar e encontrou nessa oportunidade uma maneira de ser feliz. Atualmente, Paula pratica a dança do ventre e com ela descobriu a sensualidade, o movimento, a alegria e a certeza de que mesmo mais cheinha era capaz sim de dançar e muito bem.

Grupo Plus Size de Dança do Ventre

Visionária, Paula reuniu as amigas do mulherão e montou um grupo de dança do ventre. A intenção não é formar bailarinas profissionais, mas permitir que cada participante redescubra a feminilidade, o bem-estar e o prazer, mesmo estando acima do peso. Além disso, melhorar a saúde. Segundo Paula, será uma oportunidade maravilhosa de conhecermos a “Deusa” que existe dentro de cada uma de nós e mostrar que, apesar de gordinhas, somos sim, capazes de dançar e com graciosidade e beleza!

Para mais informações, acesse a comunidade do Orkut do Mulherão Carioca.

Quer trocar relatos de experiências sexuais e tirar dúvidas com outras mulheres gordas? Entre no GRUPO SECRETO DO MULHERÃO, no Facebook, com entrada permitida apenas para mulheres: Clique aqui para acessar

MAIS MATÉRIAS INTERESSANTES