30 de novembro de 2009 23:43

Por Ana Paula Menezes

É isso mesmo que você está lendo, querido leitor. Uma universidade no estado de Pensilvânia – Lincoln University –  está impedindo mais de 20 alunos de se formarem simplesmente porque eles estão acima do peso. O que a Faculdade quer é que alunos com IMC acima de 30 tenham aulas de “fitness” para entrar em forma física. As aulas – que duram três horas por semana – envolvem caminhadas, aeróbica entre outras atividades físicas, além de informações sobre nutrição, estresse e o sono. James L. DeBoy chefe do Departamento de Educação Física e Recreação alega que é sua “responsabilidade profissional ser honesto e dizer aos alunos que eles não estão saudáveis”. Deboy ressalta ainda que os alunos não tem que perder peso ou abaixarem o IMC, apenas assistir e participar das aulas, no entanto enquanto uns aplaudem a iniciativa algumas pessoas acham que a atitude pode estar segregando pessoas. “Se a Lincoln está verdadeiramente preocupada com a saúde, todo mundo deveria fazer esta aula, não apenas pessoas acima do peso” declarou Tiana Lawson no jornal da faculdade. “Eu vim aqui receber educação e não para me dizerem que estou acima do peso” protesta a garota de 21 anos. Além de toda a polêmica, especialistas declaram que nem sempre o IMC de uma pessoa é único indicativo de obesidade. Pessoas musculosas tem IMC altos, pois músculos pesam muito, mas ainda sim são saudáveis. Na Internet existe uma petição on-line para acabar com a discriminação de peso pela Universidade e mesmo em inglês é muito fácil assiná-la: você só precisa dar seu nome e e-mail.

A petição você encontra aqui:

(http://www.ipetitions.com/petition/WeightDiscrimination/)

Eu assinei porque acredito que sim, preocupar-se com a saúde é fundamental, mas nada que é imposto dá certo, as pessoas precisam se preocupar e se conscientizar cada um a sua maneira, no seu tempo e do seu jeito. Eu acharia muito mais válido se a Universidade oferecesse as aulas a todos os seus alunos como um extra, para quem quisesse freqüentar e não como um impasse entre alunos e seus diplomas e assim também a Lincoln University evitaria constranger os alunos que de certa forma se sentem pressionados a fazer a aula de fitness. Saúde é um direito de todo cidadão, mas não um dever.