7 de dezembro de 2015 23:17 comportamento

1ª Meta para o ano novo: Perder o medo de dirigir

Por Renata Poskus Vaz

Resolvi aceitar que o ano está mesmo acabando. Não dá mais para lutar contra…hehehehe. E já até comecei a fazer as minhas listas de metas para o ano novo. Estabelecer metas é sempre desafiador. Ter planos me motiva, me dá segurança, força e muita garra, mesmo que no final eu não cumpra nem 1/3 deles hahahaha. A minha 1ª meta para o ano novo é perder o medo de dirigir e esta eu cumprirei, hein?! kkk

Meus 7 namorados não aguentam mais vir me buscar aqui na Freguesia do Ó. Meu pai não aguenta mais me dar carona para depilar a pepeca, para comprar paçoca e outras coisas essenciais para a vida. A Simone Fiuza não aguenta mais ser sempre ela a me levar para saborear o nosso japonês de groupon mensal. Isso tem que acabar!

Tenho carta de motorista desde 2005. Sim, são mais de 10 anos de carta inutilizável. Tenho medo de dirigir, muito medo. E vou explicar o porquê.

Como vocês bem sabem, adoráveis mulherões, a blogueira que aqui vos fala é muito nervosinha. E o que eu sempre vi, desde garotinha, é que as pessoas se transformam quando estão dentro de um carro. Ficam mais intolerantes e violentas, como se aquela armadura gigante com 4 rodas que as envolve fosse um escudo potente e seu interior um feitiço que transforma condutores em bichos-papão. As pessoas se sentem poderosas dentro de um carro. Brigam, batem, ameaçam e matam.Tenho um ex-namorado que era um homem adorável quando andava a pé, mas um verdadeiro babaca dentro de um carro. E como ele, já vi muita gente assim.

Meu medo nunca foi o que as outras pessoas pudessem fazer comigo no trânsito, mas o que eu seria capaz de fazer com outras pessoas. Não queria potencializar minha falta de paciência dirigindo um carro. Não queria causar nenhum acidente.

Porém, eu nunca assumi isso para ninguém. Usava o  discurso de que, apesar de ser uma mulher independente, não dirijo porque andar de táxi em Sampa sai mais barato que manter um carro. E até é verdade. Somando-se IPVA, seguro, manutenção, estacionamento, combustível e aluguel de garagem, vale mais a pena andar de táxi. Mas e quando bate aquela vontade louca de fazer um bate-volta na praia? E o desejo de colocar a bicicleta no porta-malas e ir a um parque? E quando quero visitar 5 clientes no mesmo dia, em lugares opostos da cidade? Não depender de ninguém para fazer isso seria a consagração da minha independência.

ford renata poskus 2

Essas vontades só surgiram depois que eu comecei a participar de alguns lançamentos da Ford. Eu, sinceramente, não entendi porque me chamaram para integrar um grupo de blogueiros que participam de teste-drive da marca. Eu expliquei que não dirigia, que tinha horror a carro etc, mas mesmo assim minha presença lá foi querida e super bem-vinda.

Aí fiz alguns testes em modelos da Ford, sentadinha no banco do carona. Via uma felicidade imensa em quem guiava os carros. Fui de carona observando como está mais fácil dirigir hoje do que há 10 anos. Atualmente há carros automáticos por preços acessíveis e os modelos são muito mais seguros. Eu também amadureci, estou menos tarja preta e mais paz e amor. Parece que chegou a hora. Estou pronta! Quero finalmente dirigir.

Estabeleci a meta, mas ainda não sei como atingí-la. Talvez eu me inscreva em uma dessas escolas que ajudam a tirar o medo de dirigir de habilitados, ou eu faça hipnose, ou faça uma imersão na macumba… hahaha Vale tudo! Vou pensar, estudar e ano que vem, se Deus quiser, voltar aqui pra contar tudo para vocês. Torçam por mim! ♥

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