23 de maio de 2016 01:34

Célio,

A casa caiu. Como legítimo covarde, você nos bloqueou. É duro quando te desmascaram, né? Você passou dois anos enganando essa menina, fazendo-a se sentir louca. Eu precisei de apenas 2 meses de convivência e 2 minutos de Grand Finale para mostrar quem você é de verdade.

Não, ela não é louca. É uma menina linda, com energia boa, do bem, assim como também deveriam ser as suas ex-namoradas. Assim como eu sou. Lembra que eu te falei que eu pensava como homem? Mentira, penso como mulher. E uma mulher de verdade não aceita essa palhaçada. Uma mulher de verdade se coloca no lugar de outras mulheres, não as trata como inimigas. Isso chamamos no feminismo de SORORIDADE, que nada mais é do que empatia por outras mulheres.

E, quer saber, sabe o que é pior? Não consigo nem sentir ódio de você agora. Sinto dó. E é por acreditar que todo ser humano possa melhorar ainda nesta encarnação, que vou te dar uns conselhos abaixo.

Você faz mulheres de palhaça porque não consegue esquecer de quando foi corneado por sua primeira mulher. Trai antes que seja traído. Manipular e enganar se tornam uma vitória para alguém que se sente fracassado em vários aspectos da vida. Como, por exemplo, ser menos sucedido profissionalmente e socialmente que os irmãos (além dos demais complexos típicos de filhos do meio), ver os amigos casados e com filhos, todos com suas casas próprias e seus carrões do ano. Você se sente um merda. Só pode ostentar para os amigos o título de comer várias, de ser o garanhão. Para os pais, finge ser um cara perfeito, mesmo sabendo que não é. Acha que está usando as mulheres, mas na verdade é um mero trampolim. As mulheres sofrem na tua mão e depois aprendem a valorizar os homens que as tratam bem e que sempre chegam na vida delas como um presente.

Esse ciclo nunca terá fim. Falo por experiência própria. Eu era igualzinha a você. Também já sofri muito nas mãos de homens como você, como numa espécie de aqui se faz, aqui se paga”.

Eu entrei em depressão. Passei por um processo de reforma íntima, eu não pude apagar o passado, mas decidi que trataria sempre as pessoas com a mesma dignidade que eu gostaria de ser tratada.

Hoje, você vai achar o que estou falando um monte de merda. Tá com o ego ferido porque todos, inclusive sua família, souberam da sua conduta. Mas um dia o calo vai apertar. Vai doer. Aquele sentimento de “sou um bosta” vai crescer tanto que vai destruir o que te resta de amor próprio. Nem você vai acreditar mais nas suas mentiras. As suas farras já não te darão mais tesão. Você perceberá os prejuízos que causou para si mesmo e para todos que te amam. Então, você vai lembrar do que te disse: procure ajuda.

Isso é doença! Doença da alma. Não é socialmente, espiritualmente e moralmente aceitável. Não estou falando para te ferir, estou falando pra te ajudar. Teu comportamento é pura baixa-estima, coisa de cara que se considera irrelevante. A gente só faz isso com os outros, mente, manipula, faz com que se sintam loucos, quando nos sentimos um merda por dentro.

Eu procurei ajuda no espiritismo. Fiz análise. Terapia em grupo. Hoje, morro de felicidade quando meus amigos me descrevem como alguém: parceira, leal, sincera. Ser alguém confiável e honesta não tem preço. Queria que sentisse isso. É maravilhoso!

Tem o Centro Espírita lá na Carolina Soares, no Limão, tem a Sociedade Brasileira de Psicanálise na Vila Mariana, na Humberto I, em que você paga quanto pode, você define o valor. Tem a igreja dos seus pais.

Nada acontece por acaso. Minha mediunidade é bem aflorada. Eu não entrei na sua vida por azar. Meu coração está machucado, mas ao mesmo tempo feliz de poder dizer à Raíssa que ela é linda, que ela não fez nada de errado, que ela tinha sim razão e que ela não é louca. E fico feliz também de te deixar essa mensagem de otimismo: você pode deixar de ser um bosta e se tornar um homem de verdade. É só querer.

p.s: Troquei o nome para não dar BO. Mas a carta é real. E que venha o próximo!