20 de janeiro de 2010 22:44 Curiosidades

Escolha adequada da roupa pode elevar a autoestima das crianças gordinhas

Por Renata Poskus Vaz

Quase metade da população brasileira está acima do peso e, de acordo com o Ministério da Saúde, 13% está obesa. Lidar com essa realidade certamente é mais complicado para os adultos do que para as crianças, já que elas acham lindos todos os que amam, independentemente da aparência. Mas, num contexto em que a competitividade premia os altos, magros e bonitos, cabe aos pais não só introduzir a prática de esportes e hábitos alimentares mais saudáveis à rotina de seus filhos, como ajudar na escolha de roupas que elevem a autoestima das crianças gordinhas.

“Os gordinhos podem ser tão estilosos quanto seus amigos menores. Um dos piores erros que crianças e adolescentes costumam cometer na tentativa de esconder os ‘pneuzinhos’ é recorrer a camisetonas e blusas de tamanhos maiores. Isso porque eles ficam realmente parecendo maiores”, diz Bia Castro, sócia da Chicletaria – primeira franquia de moda infantil, com 32 lojas em 10 estados brasileiros.

Além de dar liberdade aos filhos para que escolham as cores que mais lhe agradam usar, Bia diz que a roupa ideal é aquela que veste a criança no tamanho adequado, preservando a sensação de conforto. “Muitos pais acabam pedindo conselhos quando percebem que não podem apelar para um ‘pretinho básico’ em se tratando de crianças. Afinal, toda criança combina com cor, muita cor. Os mais cheinhos podem não ficar muito bem com misturas radicais, mas há combinações incríveis dentro da mesma paleta de cores”.

Outra dica da executiva de moda diz respeito a uma dobradinha
clássica: top com calça de cintura baixa ou legging. “É definitivamente proibido. Nesse caso, a menina pode até usar um lindo jeans de cintura baixa, mas a blusinha tem de ter um caimento na altura da cintura. Ainda que ela seja uma boneca de tão linda, as pessoas não vão conseguir desviar o olhar de sua barriguinha se estiver à mostra”.

Uma boa notícia para aqueles que se destacam como os maiores de suas turmas é que não precisam recorrer a roupas de uma faixa etária maior, como era hábito até pouco tempo atrás. “A indústria da moda infantil está atenta a essas necessidades. Nossa numeração, por exemplo, vai até 14 anos justamente para atender crianças de todos os tamanhos. Além disso, recorrer aos acessórios é uma boa pedida para finalizar qualquer visual”, revela Bia.

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