22 de fevereiro de 2010 22:41

Por Keka Demétrio

Quando nos dispomos a entender e a nos amar temos que ter consciência de que somos seres imperfeitos e, como todo e qualquer ser humano, cheio de limitações.

Aceitar seu corpo com medidas bem acima das pré-estabelecidas pela mídia é uma tarefa muita vezes dolorida, mas necessária. Se você não ama o que tem de mais precioso ninguém irá fazê-lo por você. Isso não quer dizer que tem que achar normal comer exageradamente, ou que exercícios físicos podem ser deixados de lado.

Todas as vezes que sento para escrever para vocês eu fico imaginando o que toda essa revolução de costumes que estamos, aos poucos, mas gradativamente, tentando mudar, estará fazendo na cabecinha de cada uma, e hoje cheguei a uma conclusão nada legal, pois percebi que muitas de nós estão associando a autoaceitação e felicidade com o fato de ser modelo. Se antes sua felicidade era condicionada a magreza, agora está só mudando o foco, aliviando a pressão por ser gorda e transferindo para a possibilidade de ser uma modelo plus size. Meninas, não é porque seu manequim é 44 ou 54 que dá pra modelar. Assim como na seleção de modelos convencionais, no mundo da moda GG também existem pré-requisitos que são fundamentais para se tornar uma modelo. Não basta ser só bonita, você tem ter, no mínimo, um brilho diferente, e transferindo anseios você não será capaz de brilhar como deve.

Amar a si mesmo é muito mais que estar em uma passarela ou em um editorial de moda, é sentir orgulho de si mesmo pelo que se é e pelo que é capaz. É correr atrás de realizações e se jogar na vida de forma que você seja o único dono dela. Trabalhe seus anseios de modo que eles não te tragam mais angustias, existem mil possibilidades de realização pessoal e profissional a sua volta. Cuide-se e se arrume como se você fosse entrar em uma passarela todos os dias, afinal, você é a principal diva da sua vida, e nada melhor que saber desfilar por ela.