25 de fevereiro de 2010 22:05 Uncategorized

“Menina mais gordinha é o que há”

Por Orion Santos


Meninas, quando conheci a Renata e passei a acompanhar o trabalho no blog e outros tantos projetos que ela toca, passei também a perceber melhor o quanto o universo de vocês, “moças plus size”, pode ser complicado e muitas vezes cruel.

Há tempos, queria contribuir com um depoimento masculino para ilustrar o quanto algumas de suas encanações são apenas encanações, mas sempre me faltava aquele ponto de partida. “O que vou escrever? Sobre o que vou falar?”, eu pensava.

Hoje, vendo o texto do Eduardo, novo colunista do Mulherão, me inspirei. Acho que a melhor forma de falar com vocês é sendo sincero e sem me perder em clichês e estigmas. É fazendo como o Eduardo fez, contando minha própria história.

Sempre fui um cara extrovertido e articulado entre os meus amigos e colegas, era bom nos esportes (o que certamente sempre me garantiu boa reputação entre os meninos e as meninas no colégio), namorador de vez em quando, bagunçeiro freqüentemente, responsável às vezes e de opinião própria sempre. Com isso era aquele cara relativamente popular na escola e na faculdade.

Nessa época, a minha realidade não era muito diferente de outros meninos quando o assunto era gosto por mulheres: magras e gostosas encabeçavam a lista e ai de quem se atrevesse a contrariar o senso comum, mas nunca tive medo de expor meus gostos e opiniões.

Em se tratando de gosto por mulheres, nunca tive medo de dizer: não faço opção por tipo físico, apesar de sempre ter tido uma quedinha por formas. Gosto mesmo é de mulher pelo que ela é!  E nesse quesito, minhas caras fofinhas, vocês dão um baile em muita marombada de academia e esquelética de passarela.

Quando me perguntavam: “tá, mas e se a menina tiver tudo isso e for uma baleia?”, era imediato: “Não vou pensar duas vezes! Menina mais gordinha é o que há!”. Obviamente, os que não partilhavam de minha opinião, ou aqueles que não tinham a coragem de fazer o mesmo, se entregavam às provocações e piadas de mau gosto.

Minha primeira namorada séria, isso aos meus 17 anos, foi uma menina gordinha e, de lá pra cá, hoje com meus 30 anos, me lembro perfeitamente que as relações mais legais que tive, longas ou não, foram com meninas um pouco acima do peso.

Falando mais explicitamente, quando estou com uma mulher gosto mesmo de suas formas, de seu beijo e da forma como me olha. Atendendo isso, pouco importa o manequim que usa.

Lembro-me que quando conheci a Renata, a primeira coisa que pensei foi “nossa, que mulher linda!”. Daí para frente, foi apenas uma questão de nos conhecermos melhor e aprendermos um sobre o outro. Com isso, a paixão foi, de forma natural, se tornando amor entre a gente.

Não tenho dúvidas em dizer que sou completamente apaixonado por uma de vocês e que encontrei, na pessoa dela e em seu manequim, o meu grande amor. Hoje fazemos planos para o nosso casamento e tudo que virá a seguir.

E se engana quem pensa que isso é caso isolado, vários dos meus amigos (hoje um pouco mais maduros) assumem, cada vez mais, a sua preferência por mulheres mais encorpadas.

O que quero dizer é: não fiquem sufocando suas qualidades com seus medos e inseguranças. Se vocês não tiverem medo de mostrar quem são, garanto que serão notadas de verdade, muito além de peso ou aparência. Acreditem, está cheio de cara atrás de mulher assim. Eu já achei a minha!

Beijos para todas.

Quer trocar relatos de experiências sexuais e tirar dúvidas com outras mulheres gordas? Entre no GRUPO SECRETO DO MULHERÃO, no Facebook, com entrada permitida apenas para mulheres: Clique aqui para acessar

MAIS MATÉRIAS INTERESSANTES