31 de julho de 2020 00:20 comportamento

Carta para o meu amor virtual

Hoje, um cigano leu as cartas do Tarô para mim e você, meu amor virtual, estava em muitas delas. O homem que veio de longe para a minha vida.

Quando rolou aquele match no Tinder, eu não pensava que iria me apaixonar por você. Te confesso que nem me lembro do que pensei ao ver seu perfil. Era um dia como outro qualquer, estava deslizando pelas fotos e pouco me importando com a descrição dos perfis, me divertindo como uma criança que brinca em um joguinho de resta um apertando os dedinhos diversas vezes na tela do celular. Sem usar meus óculos, achava todo mundo muito bonitinho. Achava graça.

Não estava a procura de um amor. No máximo queria passar o tempo com alguém, tomar uns drinks, sem mexer demais com meus sentimentos.

Nos dias que se seguiram, você me chamou para conversar. Não me lembrava de ter curtido o seu perfil, mas te achei tão bonito! Respondi educadamente, mesmo sabendo que, racionalmente, você era um tipo pelo qual evitaria me apaixonar.

Jurei para mim mesma que nunca mais me apaixonaria por um homem estrangeiro. E você estava lá: um homem que veio de fora, com tantas questões a resolver, com uma história que desconheço, com cultura e língua tão diferentes… Mas, de alguma forma, com seu jeito doce, educado e carinhoso, fui me envolvendo. E, de uma hora para outra, se revelou ser o homem com quem sempre sonhei.

Torcia para que no fim de cada dia você me mandasse uma mensagem e que pudéssemos passar horas conversando. As horas passavam voando e eu agradecia a Deus por isso, pelo meu novo amigo. Já fazia planos contigo. Imagina o que gostaria de comer, os lugares que gostaria de te levar.

Nem tudo são flores. Quantas brigas já não tivemos por diferenças linguísticas e culturais, às vezes não entendemos o que o outro diz, mas, mesmo assim, como deixar de te querer? Impossível não te querer. Impossível! Você me faz rir e me sentir viva.

E quanto mais próximos ficávamos mais medo eu sentia. Entrou em cena meu modos operandi de sempre, o qual já comentei aqui neste blog inúmeras vezes. Aquele meu medo de me apaixonar e sofrer. E eu fugi. Como sempre faço quando me apaixono por alguém. Fugi. Me apaixonar é perder o controle sobre meu coração, sobre mim mesma e eu morro de medo disso.

Quando agia assim com outros homens, fugia, eles desistiam de mim. Talvez não achassem que valia a pena insistir. E assim eu seguia, sem olhar para trás. Mas você, meu amor, de pronto entendeu que eu estava fugindo, inventando desculpas para não te ver. Você enxergou o meu medo.

Você insistiu, foi atrás de mim, me procurou, abriu o seu coração. E o meu coração que tanto doía pelo meu medo, se encheu de amor, de segurança e de esperança.

Esta carta de amor parece brega, exagerada. E de fato é. O amor é brega, graças a Deus! Mas a escrevo com todo meu amor e gratidão. Obrigada por não desistir de mim. Agradeço a Deus por ter te encontrado.

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