1 de abril de 2021 18:01 Sexo

A minha primeira vez – virgem aos 22

Pai, este texto não é para você. Clique aqui e vá conferir uma lista de raças de cachorrinhos fofos. Meninas, este meu texto é para vocês que ainda não tiveram a sua primeira vez. Vou contar a história da minha primeira vez. Não sigam meu exemplo, tá? Façam o que eu digo, mas não façam o que eu faço… hahahah

A PUTA QUE ERA VIRGEM

Quando eu era adolescente, sofria com a maledicência alheia com relação à minha sexualidade. Para os alunos da minha escola eu, aos 14 anos, já era super rodada, uma máquina sexual, uma “puta”, quando na verdade essa foi a idade em que dei meu primeiro beijo e estava longe de ter a minha primeira vez com alguém.

Isso não impedia que as fofocas corressem, que me inventassem mil e um casos que nunca aconteceram e essa situação me magoava e ofendia profundamente.

Eu demorei muito a querer fazer sexo, porque eu simplesmente não queria fazer sexo. Minha família nunca me proibiu e nem me colocou medos ou tabus. Talvez por isso eu não visse a mínima necessidade de ter pressa. Tudo o que é proibido é mais gostoso e como não era proibido pra mim, não via graça.

Minha mãe casou grávida aos 18 anos. Não podia me cobrar nada. Mas, de alguma forma, eu queria fazer diferente. Casar virgem, só pra ser do contra. hahaha

Mas, aos 18 anos, eu já sentia desejo e decidi deixar a ideia de me guardar para o casamento no passado. Percebi que eu não tinha que me guardar para alguém, como se eu fosse um presente, um troféu. Eu só precisava encontrar alguém com que me sentisse confortável e segura para ter a minha primeira vez. E isso demorou a acontecer.

No primeiro ano da faculdade, os poucos caras com quem me envolvi sumiam ao saber que eu era virgem. Percebi que perder a virgindade seria um grande desafio.

NADA DE “TIRAR O CABAÇO”

Aos meus 22 anos, comecei a namorar um amigo de infância, que aqui chamarei de Tom. Eu tinha 11 anos quando o conheci, ele 19. Evidentemente que ele não me dava bola, eu era uma criança, mas nunca me esqueço de vê-lo andando naquelas motos gigantes que mais parecem uma nave espacial, com a namorada na garupa, e pensar: “quando eu crescer, vou ter um namorado assim”.

Eis que cresci e, aos 22 anos, nem pensava mais no Tom, quando um amigo em comum perguntou se eu estava solteira e sugeriu que eu saísse com o Tom. Saímos e logo engatamos um namoro. Ele não forçava a barra pra transar, porque percebia que eu não queria, mesmo sem eu ter verbalizado isso.

Com o tempo me senti segura, confortável, com ele, quando me abri e disse que não havia tido ainda a minha primeira vez. Ele, então, terminou nosso namoro, dizendo que seria muita responsabilidade para ele “tirar a minha virgindade”.

Naquela época os rapazes usavam o termo chulo “tirar o cabaço” para se referir ao ato de transar com uma menina sem experiência sexual anterior. Ou seja, ele não quis tirar meu “cabaço” por conta do medo de uma responsabilidade bizarra. Achava que por transar com uma menina virgem seria obrigado a ficar com ela pelo resto da vida. Assim como os outros caras da faculdade.

Fiquei frustrada e percebi que se eu quisesse transar, ou teria que virar evangélica e conquistar um rapaz tão virgem e inexperiente quanto eu, ou deveria omitir minha condição e partir para os finalmente.

PORTO SAFADO

Na mesma época em que Tom terminou nosso namoro, uma amiga havia acabado de voltar de Porto Seguro, na Bahia. Veio contando como lá era um lugar divertido e com muita sensualidade no ar. Disse que todo mundo ficava com todo mundo, que lá era uma “putaria”, isso em uma época em que ninguém ficava com todo mundo com essa facilidade. hehehe

Então, fui correndo comprar um pacote de viagem para Porto Seguro e decidi que de lá não voltaria virgem, nem que tivesse que contratar um gogoboy baiano para ter a minha primeira vez.

Viajei sozinha, mas desde sempre falante, logo me enturmei com um grupo de mulheres fantásticas, todas mais velhas do que eu, com idade para serem minhas mães. Foi maravilhoso, elas pagavam vários passeios para mim, só pelo prazer da minha companhia. Falei da minha meta para todas e comecei a minha pesquisa de campo com o auxílio dessas mulheres maravilhosas, que se divertiam com meu plano fantástico.

Conheci e fiquei com 5 homens nessa viagem. Um mais bonito do que outro. E decidi que teria a minha primeira vez com o que fosse mais gentil e carinhoso comigo.

O primeiro era o Douglas*. Tinha 32 anos, paulistano, 10 a mais do que eu. Alto, moreno, careca e com uma boa lábia. Mas logo foi riscado da minha lista pois naquela mesma noite me deu um perdido e ficou com minha amiga. Eu poderia até ter perdoado a “traição”, mas ela disse que Douglas broxou e eu não poderia correr esse risco na minha hora “h”, após tanto investimento. hahaha

O segundo foi um português chamado José*. Ele viajava com um grupo de amigos do trabalho. Haviam conquistado uma viagem como prêmio de destaque entre as revendedoras de carro de uma determinada marca automotiva, em Portugal.

Confesso que nem lembro como o conheci, em que circunstância. Foi em alguma das festas noturnas de Porto Seguro, logo no segundo dia. Em determinado momento, o português me levou para um cantinho e me deu uma dedada daquelas, eu me assustei, bati na mão dele e disse: “vá com calma, não te passou pela cabeça que alguém pode ter me machucado muito?”

Quando eu disse isso, me referia aos meus sentimentos, pois ainda me doía o término do meu namoro com o Tom. Mas o português, com seu entendimento literal, entendeu que eu já havia sido violentada de alguma forma. Antes que eu pudesse explicar o mal entendido, ele me abraçou, pediu perdão e disse: “eu quero ficar com você todos os dias durante as férias, não vou encostar um dedo em você”. E assim ele fez. E eu não me preocupei nem um pouco em desmentir o triste passado que ele deduziu que eu tinha.

Ainda tive minhas dúvidas e beijei mais 3 rapazes no período, escondido. Sim, bem periguete! Fiz jus à fama injusta que eu tinha no colégio. Mas o português sempre dava um jeitinho de me encontrar, cheio de carinho e respeito. Então, pensei: “é com esse que eu vou ter a minha primeira vez”.

O DIA D

Quis me preparar para a minha tal noite de amor e luxúria em Porto Seguro (nossa, que farse brega hahaha). Fui a uma galeria da cidade, comprei uma camisola linda e sexy, velas e mais um monte de elementos cenográficos que eu via em filmes românticos. Avisei minhas amigas, pedi conselhos e disse que seria naquela noite o meu Dia D.

Vesti um lindo vestido listrado laranja e branco, tomara que caia e uma sandália alta branca, dessas de tiras que dão a volta na perna inteira. Passei o perfume importado da minha amiga, borrifei-o nos lençóis, e preparei o quarto para minha primeira noite de amor.

Antes de deixar o hotel, perguntei ao recepcionista quanto ficaria o valor se quisesse levar um primo para dormir comigo. Ele disse que custaria R$50 e perguntou se eu já queria deixar a ficha dele preenchida, para evitar parar quando chegássemos. Eu não quis. Pois mesmo que o português não estivesse lá, eu traria outro homem. Eu tinha uma meta pessoal a cumprir. Então, respondi ao recepcionista: “moço, não sei ainda o primo que virá dormir comigo. Minha família é grande”.

Fui para a balada da noite, em que todos os turistas se encontravam. Para ter coragem, bebi muito. Eu estava tão linda que nem consigo descrever e isso fez com que muitos turistas me abordassem. Eu tive medo que José não fosse me encontrar. Quando ele chegou eu estava completamente bêbada. O enxerguei de longe. Ele veio em minha direção, enquanto dois argentinos estavam ao meu lado me fazem elogios baratos.

Sorri para José, que retribuiu. Me deu um beijo e os argentinos sumiram de repente. Em seu ouvido, eu disse: “quer dormir comigo hoje?”. Ele gelou e disse que não porque eu estava bêbada. Conversando com minhas amigas elas disseram que eu, há dias, estava planejando aquele momento, que eu queria muito e que ele não estaria me desrespeitando. Então, saímos.

Lembro que eu havia deixado uma camisola no banheiro para me vestir para minha noite de amor. Que camisola, que nada! Eu podia estar bêbada, mas lembro de cada segundo com mais clareza que um presidente abstêmio do AA.

MAIS SANGUE DO QUE EM FILME DE HITCHCOCK

Eu não lembro de sentir dor, talvez porque eu queria muito viver aquele momento. Não era para provar nada pra ninguém, não era para impressionar homem, era por mim, só por mim.

Embora não doesse, sentia desespero com aquele membro fálico gigante que não entrava de jeito nenhum na minha adorável pepeca imaculada. De repente, um portal se abriu. E eu gostei muito. Pensei: “minha Deusa, como pude ficar tanto tempo esperando por isso?”

Quando acabou, eu me levantei e fui ao banheiro. Sempre soube que com o rompimento do hímen saía um pouquinho de sangue, mas o que eu vi, naquele momento, era uma cena de filme de Hitchcock. Era tanto sangue, que corria por minhas pernas de forma interminável, que pensei por alguns segundos que ele tivesse rompido alguns órgãos meus além do hímen.

Dormimos, acordamos. Ele logo sacou que eu era virgem, né? Um homem de 29 anos, não era idiota. Mas não mencionou nada sobre isso, foi carinhoso e gentil. No outro dia quis passar nosso último dia juntos comigo, mas eu dei uma desculpa e fugi dele.

Foi naquele dia que eu iniciei meu ritual de sempre fugir de homens por quem me apaixono.

SEM TCHAU

Logo minhas férias acabaram. Eu o procurei para me despedir, mas ele, magoado, não veio ao meu encontro. Deixei meu telefone em seu hotel e voltei para São Paulo, feliz da vida com a virgindade perdida.

Eu não tinha nenhuma intenção de um relacionamento à distância, eu sabia que aquele momento havia sido lindo, delicioso e que eu deveria lembrar dele pra sempre assim.

Sempre escutava minhas amigas falarem com mágoa de seus primeiros parceiros sexuais, pois vejo que muitas se sentiram premiando-os com essa primeira vez e depois se frustrarem ao não serem igualmente correspondidas ao longo do relacionamento.

Eu não tinha um relacionamento. Não tinha nada a perder. Estava feliz.

O PORTUGUÊS NÃO ME ESQUECEU

Voltei ao trabalho e os meses se passaram, quando de repente o telefone de casa toca. Era José, chorando, pedindo perdão por não ter me procurado em meu último dia em Porto Seguro. Disse que havia ficado chateado por eu tê-lo botado para correr do quarto pela manhã e ter preferido passar o dia com minhas amigas em uma praia distante.

Confidenciou também que tinha uma noiva, mas que se eu quisesse, ele poderia romper com ela e estudarmos uma forma de ficarmos juntos pra sempre.

Acontece que, aos 22 anos, eu não queria ainda nada pra sempre. Eu queria viver novas experiências. Confesso que se fosse hoje eu não hesitaria, pois percebi que a forma gentil, carinho e respeitadora com que me tratava, raramente encontrei em outros homens.

Nos despedimos com muito amor. Nos falamos mais algumas vezes, mas acredito que ela tenha percebido que aquele amor de verão em Porto Seguro, embora inesquecível, não se repetiria.

A PRIMEIRA TRANSA ME COLOCOU UM PADRÃO ALTO DE EXIGÊNCIA

Logo depois, reatei com meu ex. Aquele que não queria transar comigo por eu ser virgem, agora estava se deitando com uma mulher que teve uma excelente primeira aula com outro homem.

José foi fenomenal, tinha uma performance maravilhosa e um pau lindo, grande e grosso que só de pensar me faz salivar. Mas eu não sabia de tudo isso. Só percebi que havia andado numa ferrari após dar alguns rolês em umas brasílias velhas por aí.

E foi assim com meu ex, o Tom. Foi impossível não compará-lo com José. Foi impossível não querer viver aquela primeira transa novamente. Eu já não o respeitava por ter permitido que eu partisse e transasse com outro homem. Também não conseguia respeitar o sexo medíocre. E terminamos.

OUTRAS PRIMEIRAS VEZES

Com o tempo percebi que encontraria outros homens maravilhosos que me proporcionariam outras primeiras vezes fantásticas. A gente nunca sabe de tudo. A gente nunca experimentou tudo. Há muita coisa para se descobrir.

Percebi que ter aguardado tanto tempo por uma primeira vez me fez curtir o sexo de verdade, sem tabus, me permitindo a vivenciar tudo o que eu queria, com segurança e respeito a mim mesma e aos meus parceiros.

Hoje, ao contrário de quando tinha meus 14 anos, me divirto se me chamam de puta. Penso: “ainda bem que sou puta. Ainda bem! E viva a putaria!”.

p.s: José, se você estiver lendo esse texto, me procura. Vamos trocar uns nudes!

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