8 de março de 2010 01:34

Por Edu Soares

A vida é feita de erros e acertos. Ou seja, o “errar” faz parte da nossa biografia. E de certa forma eles até são validos para o crescimento de cada um desde que não sobressaiam perante os acertos.

Todos nós conhecemos aquele velho ditado “errar é humano”. Em certo momento algum filósofo resolveu alongar a frase com “E permanecer nele é burrice”. Como o mundo não para, resolvi criar o alongamento do alongamento do ditado. Ou seja, fiz um upgrade nele e o resultado ficou assim: errar é humano e permanecer nele é burrice ou falta de vergonha na cara.

Sabe quando a ficha cai e você começa a analisar os vacilos cometidos? Por mais que a intenção tenha sido boa, o erro aconteceu e pronto. Antes que eu comece a colocar os joelhos no milho para depois me castigar com cem chibatadas nas costas, vou explicar o motivo de tal penitência. Sou meu maior critico.

Posso receber inúmeros comentários negativos mas se minha auto-analise estiver intacta nenhuma palavra ácida desferida contra mim surtirá efeito. Minha consciência é meu juiz e quando ela dá as caras no “fórum” é sinal de que cometi alguma besteira, seja comigo mesmo ou (pior) para quem está do meu lado.

Acabei de ler um texto da Renata e fiquei triste com minha postura adotada até agora nesse espaço maravilhoso. Analisando agora fico até surpreso ao notar que nenhuma de vocês chegou a reclamar dos erros cometidos por mim de forma explícita.

Uma palavra: GORDINHA. Usada com relativa freqüência nos dois textos publicados aqui, ela me fez sentar no banco dos réus. Renata foi perfeita ao dizer que nenhuma de vocês merece tal “honraria”. Pensando bem, não existe muita diferença entre ele e os mais agressivos (já citados por ela no tópico em questão). Existe uma aceitação por parte de vocês com relação a essa palavra pois ela soa de forma carinhosa. O diminutivo tem esse apelo (Vem pra cá, amorzinho; Fica comigo só um pouquinho; Está fazendo um friozinho gostoso; etc) sentimental. Geralmente é usado com carinho e tal sentimento justificou seu uso nos meus textos mas agora posso ver que isso não faz sentido.

Não conheço vocês e ainda mais por isso não posso criar um rótulo generalizado. E cabe a vocês também a mudança desse panorama. Sabem aquela pistolinha d água que o menino usa para “atirar” nos amiguinhos? Pois bem, o (falso) ato inofensivo pode acarretar danos no futuro. Não fui falso com vocês, sempre tive a idéia de demonstrar carinho. Porém, assim como no caso da arma de brinquedo, por mais que minha idéia tenha sido inofensiva, errei, reconheço isso e peço perdão a todos.

“O importante não é justificar o erro, mas impedir que ele se repita.”

(Che Guevara)

Leia mais no texto da Renata, aqui.