10 de março de 2010 01:50 Espaço da Leitora

Espaço da leitora: Patricia Heilman

Quem disse que mulherões não podem ser saudáveis?

Paty em três fases

Há 6 meses, com 163 kg, com uma alimentação beeeem desregrada e uma vida completamente sedentária, não tinha pique para nada. Apesar de sempre ser alto astral, nesta fase, estava com uma tremenda baixa estima e não tinha pique para nada. Certo dia, caminhando, senti-me mal e com a falta de grana aliada à falta de vontade, não podia procurar um médico que pudesse me ajudar.  Enfim, meu primo Fabio (que também era obeso) me deu a oportunidade que iria modificar minha história de vida. Levou-me a um endocrinologista (neste momento pensei que ouviria a mesma ladainha de sempre), porém, desta vez, resolvi agarrar a oportunidade e me dar uma última chance antes da redução de estômago (que morria de medo e por várias vezes, cancelei na mesa de cirurgia).

Reaprendendo a comer

Comecei aquela dietinha básica, aliada à uma medicação feita exclusivamente para mim, baseada nos 300 milhões de exames que ele me solicitou. Porém foi diferente… Nas 2 primeiras semanas, por causa da medicação, perdi o apetite, mas gradualmente ele foi voltando e eu pensei: “Como assim? A comida me controla? Eu é que tenho que controlá-la”.

Comecei a pesquisar receitas saudáveis, me alimentar de 3 em 3 horas, só não podia fazer exercício, pois era muito peso para apenas 2 joelhos. Então, resolvi me condicionar e reaprender a me alimentar, como um bebê que começa a comer.  Para minha surpresa, em 2 meses, havia perdido 23 kg. Que alegria! Apesar de ter 1,73m, ainda havia um excesso imenso de gordura em meu corpo. Entretanto, estava focada no meu objetivo: “continuar sendo um mulherão, mas sem doenças associadas”.

Começando a me exercitar

Na minha consulta mensal de rotina, meu médico me liberou a fazer exercícios de baixo impacto. Neste tempo, continuei a perder peso e entrei na academia cujo pagamento da mensalidade ganhei dos meus tios que estavam vendo todo o meu esforço. E eu que sempre odiei academia! Mais uma vez, agarrei a oportunidade e lá fui eu, de legging e camiseta, me sentindo a Gisele Bundchen (apesar de muito peso, já havia emagrecido o suficiente para que minha auto estima estivesse elevada). Chegando lá, fui extremamente bem recebida e todos que sabiam da minha história foram me incentivando.

No começo, fazia 20 minutos de atividade e já me sentia exausta. Hoje, 6 meses depois e 60 kilos a menos, ainda sou um mulherão (estou com 103 kg), porém saudável e feliz. Meus exames estão excelentes e eu estou determinada a manter essa reeducação disciplinar pra sempre. Entendi que o importante não é só se aceitar e sim se aceitar sabendo que a saúde está em ordem.

Garota Bio Ritmo

Para minha surpresa, fui eleita garota Bio Ritmo. Perdi mais peso e medidas do que a maioria das pessoas. Tenho prazer em malhar e vou pra academia 6 vezes por semana. Hoje, sou uma viciada em saúde e não em beleza. Não tenho a pretensão de virar a Shakira, mas sei que consegui alcançar meu maior objetivo: ser saudável, independente de quanto peso ou meço. O importante é poder me abaixar pra brincar com minha filha e depois conseguir levantar, entre mil outras coisas que não podia fazer devido ao excesso de peso.

Meninas, nunca se escondam, independente do peso, porque na vida o que apenas importa é a saúde (que estou conquistando) e o caráter (esse sempre tive). O resto é apenas uma conseqüência feliz.

Veja a matéria da garota Bio Ritmo clicando aqui.

Paty e família: todos orgulhosos com a força de vontade dela

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