11 de março de 2010 01:53 comportamento

Danielas, Renatas, Grazielas, Andréias, Anas̷ …

Por Keka Demétrio

Ah, eu nunca poderia ter nascido homem, aliás, jamais pensei em querer ser um. Embora me sinta perdidamente atraída por eles, e isso também quer dizer admiração, acho que nós mulheres é que somos verdadeiras detentoras do poder. E esse poder não tem nada a ver com beleza, mas sim com personalidade.

A própria história relata os feitos admiráveis de algumas mulheres, como Cleópatra, que, de acordo com os historiadores, não detinha atributos físicos, mas sua inteligência, sabedoria e ousadia eram tamanhas, que conseguiu deixar aos seus pés dois dos maiores homens da época, Júlio César e Marco Antônio, que, encantados com a personalidade da rainha, nem perceberam o quanto ela influenciava os destinos de Roma, mesmo ela sendo a Rainha do Egito.

Tudo bem, você não precisa se enrolar em um tapete para impressionar, como Cleópatra fez com Júlio Cesar, mas se você e seu queridinho tiverem fantasias, relaxa, se vista de Rainha do Egito e chame o gato para, depois de ser desenrolada por ele, deitar e se deleitar no tapete com você.

A francesa e camponesa Joana d’Arc é outro belo exemplo do poder de uma mulher. Quase analfabeta, e educada para ser esposa e dona de casa, aos 16 anos saiu do vilarejo onde morava porque ouvia vozes que lhe diziam que deveria coroar o príncipe herdeiro do trono da francês e com isso salvar a França dos Ingleses, na fatídica Guerra dos Cem Anos.

Ok, você vai dizer: poxa, ela ouvia vozes de santos, era a missão dela. Eu entendo sua posição, mas vamos convir que não foram as vozes que fez com que ela  conseguisse que inúmeros soldados lhe jurassem lealdade, até que um chefe militar, percebendo o poder da moça, lhe concedesse um exército, e sim sua persistência e sua crença em si mesma. E se ela foi queimada viva, é porque foi contra as imposições da época, e, principalmente, por não ter desistido dos seus sonhos.

Hoje, não somos mais queimadas em fogueiras, não nas de fogo, mas na fogueira das vaidades, quando ainda descremos de nós mesmos ao não aceitarmos nossa a beleza particular, aquela que é única e exclusiva de cada um de nós, e que pode se tornar a cada dia mais evidente se nos permitirmos ser quem realmente somos.

Cléopatra, Joana d’Arc , Frida Kahlo, Madre Teresa de Calcutá, Evita Perón, Irmã Dulce, Anne Frank, Marylin Monroe, Lady Di, Coco Chanel, Carmem Miranda, Piaf, Tarsila do Amaral, Cora Coralina, Marlene Dietritch, Rita Hayworth, Clarice Lispector, Michelle Bachelet, Margareth Thatcher, Angelina Jolie, e tantas outras, são sinônimos de poder, não porque estiveram ou estão na mídia, mas sim porque construíram e constroem sua história acreditando no poder que possuem e que nenhum homem jamais terá.

Assim tem que ser a história de todas as Danielas, Renatas, Grazielas, Andréias, Anas, Izabéis, Adrianas, Valkirias, Vanessas, Patrícias, kallis, Cynthias, Elianes, Carlas, Heloísas, Janetes, Alexandras, Biancas, Natashas, Marias, Virgínias, Celinas, Marlenes, Carolinas, Deboras, Alines, Núbias, Arianes, Jaquelines, Lanes, Lisas, Drielles, Kekas…

Quer trocar relatos de experiências sexuais e tirar dúvidas com outras mulheres gordas? Entre no GRUPO SECRETO DO MULHERÃO, no Facebook, com entrada permitida apenas para mulheres: Clique aqui para acessar

MAIS MATÉRIAS INTERESSANTES