17 de março de 2010 19:01 Uncategorized

Tenho meu lado brega, e daí?

Por Aline Gouvea

Tem algumas coisas que todo mundo tem, mas cisma em negar. Não to falando de celulite ou calcinha com elástico largo: isso a gente tem e pronto. Eu, pelo menos, tenho e nunca tive vergonha. É diferente de já ter lido mais de um livro do Paulo Coelho: nego até a morte, porque pega muito mal.

Mas tem umas coisinhas que queimam o nosso filme, mas não dá pra gente renegar. Meu lado brega, por exemplo. Ele é breguíssimo, mas não consigo simplesmente dizer que ele não existe só pra manter a pose. Deve ser breguice visceral isso. Não deve haver cura.

Minha primeira paixão neste estilo foi Sidney Magal. Sim, o “Cigano” Sidney Magal. Já dancei muito me imaginando a Cigana Sandra Rosa Madalena. Eu tinha uns 3 ou 4 anos, mas foi uma paixão marcante. Verdadeira. Não deboche, portanto. Outra paixão foi pelo Renato Gaúcho, quando ele jogava no Flamengo. Aquele cabelinho à lá Chitãozinho e Xororó era tudo de mais maravihoso na minha vida. Teve também a época que eu ia me casar com o Ray, do Menudo. Difícil de acreditar,né? Mas é verdade: esta alma aqui cheia de pose já amou um Menudo. Aliá, esta alma pseudo-fashion está ouvindo uma música que ai, ai, ai… Fez transbordar toda minha breguice latente: Fogo e Paixão, do Wando. Não gosto do cantor e sim da música. Gente, “Você é luz, é raio, estrela e luar/ Manhã de sol, meu Iaiá, meu Ioiô” deveria constar nos livros de literatura.

Parei meu trabalho burocrático e sem graça e corri pra escrever sobre isso. Estou me segurando pra não cantar em voz alta. Se no dia a dia sou séria e me deixo sufocar pelos compromissos, quando paro e escuto meu lado brega, sinto uma alegria, uma vontade de ser feliz.

Viva meu lado brega!

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