20 de março de 2010 01:14 comportamento

O poder do pensamento inteligente

Por Keka Demétrio

Sempre tive pensamentos e raciocínio meio sem lógica dentro do que o senso comum chama de normal. Por exemplo, se estou sem fazer nada, refestelada em um sofá, isso para mim é estar fazendo alguma coisa, mesmo que seja o que todo mundo chama de nada.

Sempre soube do poder do pensamento, mas nunca havia trabalhado isso a meu favor até que alguns acontecimentos me obrigaram a procurar saídas rápidas e de resultados positivos, então passei a observar como eu reagia diante de certas situações e a querer me “educar” emocionalmente.

Não existe nada que me deixa mais irritada do que não almoçar…aff, fico sem café da manhã, como qualquer coisa no jantar, mas meu almoço é sagrado, é como se o meu dia dependesse dele. Quer dizer, era assim até o dia em que me vi, novamente, aos berros com minha filha sem ela ter feito sequer uma malcriaçãozinha, é que eu não havia almoçado, teria que sair para comer fora e pior, sozinha, e odeio comer sozinha.

A sensação que senti foi de total desacordo comigo mesma, de frustração por estar agindo daquela forma, então respirei fundo pra ver se o cérebro oxigenava mais e a sensatez retornasse e pensei: caramba, estou sendo dominada pela comida. É, pode até parecer um tanto quanto dramático demais, mas não é, é real, bem real. Pior de tudo é sentir que é um vício, e então penso o quanto sofrem as pessoas que possuem algum tipo de dependência, seja ela física, química, emocional, ou qualquer outra. Só quem tem sabe o quanto é difícil brigar, discutir, e enfrentar a si mesmo e, muitas das vezes, ser derrotado por você mesmo.

Evidente que nesse instante eu comecei a comandar os meus pensamentos. Procurei controlar a respiração e a ordenar pensamentos que trabalhariam a meu favor. Se eu não queria sair para almoçar por diversos motivos, ninguém tinha que pagar o pato, o marreco, o ganso, ou o terreiro inteiro por causa disso, eu quem tinha que decidir como agir e pensei no lado positivo de não comer aquele prato de arroz, fritas e picanha (sim, prefiro a picanha porque o filé é magrinho e adoro uma gordurinha, a comida fica mais suculenta..rs). Fui sentindo meu corpo relaxar, o ar ficar leve e esbocei um sorriso de vitória, pois eu havia conseguido dominar a mim mesma apenas com um pouco, ok, não tão pouco, de esforço e pensamentos realmente inteligentes.

A partir deste dia, entendi que o meu organismo reage de acordo com o que penso, e isso, ao mesmo tempo em que influencia minhas emoções, também se deixa influenciar por elas, criando um complexo sistema onde existe uma interdependência entre corpo, alma e coração.

Meu corpo se alimenta não só de sólidos e líquidos, ele também se alimenta de emoções que podem alterar todo o funcionamento do sistema. Através dos pensamentos ruins, todo o nosso organismo é afetado por uma corrente de mal estar, e então nos sentiremos pesados, arrastados, de mal com o mundo e pior, com a vida. Do lado contrário, os bons pensamentos fazem com que nosso corpo reaja de forma favorável, ficamos leves, receptivos e prontos para receber as maravilhas que a vida quer nos oferecer.

Sei perfeitamente que não é tão fácil assim ter apenas bons pensamentos, até porque somos seres em constante evolução, e por isso mesmo cheios de imperfeições, mas devemos travar essa luta diariamente, procurando cada vez mais dominar esse lado obscuro que todos nós temos, mas que pouquíssimas pessoas admitem realmente possuí-lo.

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