21 de março de 2010 20:55 Uncategorized

Teoria da sandália arrebentada

Por Eduardo Soares

Caminhava tranquilamente pelas ruas do bairro onde moro quando de repente aconteceu um imprevisto: minha sandália Havaiana arrebentou! E a minha cara de vergonha? Se isso acontecesse próximo da praia, iria ficar descalço e pronto, afinal caminhar assim por aquelas bandas é algo pra lá de comum. Mas a onda mais próxima quebrava no mar a uns vinte quilômetros de onde eu estava e por isso corri em direção ao mercado mais próximo e tratei de comprar novas sandálias.

De certa forma tal situação me fez pensar em algo: estamos preparados para os imprevistos que a vida nos oferece? Não, certamente não estamos. Quando acontece algo fora do comum, nossa estrutura psicológica fica abalada. Bate aquele desespero enorme, os pensamentos se perdem e a razão parece fugir daquele momento. Parece que estamos sem roupa no meio de uma tempestade de neve.

Bom seria se o destino (ou algo equivalente a este) colocasse no nosso subconsciente como forma de alerta aquelas placas típicas de obras de rua: “Desculpe o transtorno. Estamos trabalhando para melhor servi-lo. Em breve voltaremos as atividades normais ”. Mas aí deixaríamos de ser humanos, tornando-se então robôs milimetricamente programados para o não sofrimento. Assim, palavras como “experiência” e “vivência” seriam riscadas do dicionário. Todos nós sofremos mas ninguém gosta de passar por isso. Com o tempo vemos todas as experiências vividas servem como aprendizado para as coisas que devemos ou não fazer no futuro.

E quando aquele namoro que parecia ser perfeito termina do nada? A tristeza é o sentimento mais natural para aquele que ama (ou pelo menos nutre um gostar forte). Mas aí mora a escolha de cada um: a fossa é natural mas o desespero é opcional.

Só uma observação antes da sequência da nossa conversa. Nunca devemos depositar nossos sonhos exclusivamente sobre o(a) parceiro(a). Com o tempo,( leia –se noivado , casamento ou “juntamento” dos trapos), podemos no máximo dividir nossos projetos junto de alguém que queira (e mereça) fazer parte deles.

E como agir depois do fim do namoro, casamento, noivado, ficação ou (faltou algo?) rolo? Tem gente que faz de tudo para encontrar pessoas que sejam diferentes do (a) falecido(a) enquanto outros saem justamente a procura de alguém que seja semelhante ao(a) filho(a) da mãe! Erro! Nota zero, com risco de reprovação sem direito a recuperação!

Certas pessoas acumulam insucessos sentimentais e com isso a visão das futuras escolhas deturpa a foco da realidade. Buscam-se rostos mas encontram-se apenas sombras. Em outras palavras,enquanto procura por pessoas perfeitas (ou ideais) essa gente fecha os olhos para o mundo real, de pessoas com qualidades e defeitos, abrindo os olhos apenas para o mundo de utopia. Se você não é perfeito(a), porque raios quer encontrar alguém que seja assim? Você não fala que precisa ser aceito(a) do jeito que é, então porque vai querer alguém imune a erros? Na minha opinião, ninguém é ideal ou perfeito. Somos certos um para o outro e ponto.

E nessa tentativa absurda de busca pelo inexistente, grandes oportunidades que CERTAMENTE estão ao nosso redor entram e saem de nossas vidas sem percebemos. Mas tem gente que nasceu com pandeiro virado pra lua e assim, a sorte bate a porta, esfrega-se na cara e as oportunidades ficam à espera apenas da nossa resposta: afinal, você quer uma pessoa ideal ou a pessoa certa?

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