25 de abril de 2010 19:58 comportamento

A dor de um amor

Por Renata Poskus Vaz

A dor de um amor. Sim, sim, sei que você leu esta frase e automaticamente lembrou daqueles títulos melodramáticas de novelas mexicanas, não é mesmo? Mas, convenhamos, quem nunca sofreu por amor? Amor que corrói, mata, maltrata… Quem nunca foi desprezada? Ou então, mesmo sendo correspondida, viu seu amor ser influenciado por forças malignas externas como cunhados mal-caráteres, sogras dominadoras, vizinhas maledicentes, distância, tempo, trabalho…

Quando eu tinha 4 anos, conheci meu primeiro amor. Ele chamava Augusto, tinha 6 anos e inaugurou a minha sina em ser desprezada sentimentalmente pela ala masculina. Depois dele, veio o Camilo, que tinha 11 anos. Eu tinha apenas 8 e não admitia que ele só tivesse olhos para minha vizinha Fernanda, de 14. Jamais me deu bola.

Depois, conheci o Bolinha no colégio Campos Salles, onde estudei todo o primário. Um rapaz plus size, foférrimo, cheio de charme, praticamente o rei da escola. Eu tinha uns 12 anos e ele uns 15. Mais uma vez, lá estava eu admirando, desejando e completamente apaixonada por alguém que só me desprezava. Com o Bolinha, conquistei o grau máximo do desapego passional. Sabe aquele cara que te despreza tanto que acaba se compadecendo e virando seu amigo? Após 16 anos de amizade, hoje somos, um do outro, o melhor amigo. E, mesmo que quiséssemos, não conseguiríamos mais transformar esse amor fraternal em paixão.

E minha bagagem de dor de amor não pára por aí. Só mencionei os mais marcantes. O Dia de Modelo, por exemplo, foi resultado da maior dor que já sofri. Após o término de um relacionamento de 2 anos, já com o pezinho no altar, fiquei desesperada, com a autoestima lá embaixo e organizei o Dia de Modelo para ter fotos bonitas, sensuais e voltar a me “enxergar” como uma mulher de verdade.

Será que era amor de verdade?

Hoje, olhando para este histórico de dor e sofrimento me pergunto o porquê de, desde pequenas, termos essa atração por amores difíceis, complicados de se concretizar. Aquela história de que “tudo o que é difícil é mais gostoso” parece caber como uma luva neste caso. Porque não conseguimos simplesmente amar aqueles que estão dispostos a nos amar de volta? É praticamente um jeito masoquista de se levar a vida amorosa.

Há, ainda, casos piores de dor de amor. Aquelas mulheres que literalmente apanham, sofrem agressões verbais e etc. Mas essa é uma outra história que retomaremos depois.

Sou muito observadora. Ao longo dos meus 28 anos e diante do aprendizado obtido com minhas próprias experiências e de minhas tias e amigas próximas, aprendi que se algum dia já sofremos por amor era porque aquilo que pensávamos sentir não era amor de verdade. Amor, definitivamente, não dói. Amor não existe só de um lado. Amor constrói, complementa, realiza, cuida, ampara… Quando existe amor de verdade não há limitações para que ele perdure, se concretize. Trabalho, família, distância… nada destrói um amor.

Então, quando insistentemente em seu coração só restar dor e lágrimas ao vivenciar um amor, sem chance que ele seja correspondido ou consumado, fique sozinha. Tire-o da cabeça. Seu amor verdadeiro está em outro lugar esperando por você.

Assista o video desta meninha de 4 anos, sofrendo de apego emocional, mas achando que se tratava de amor. É lindo!


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