3 de junho de 2010 00:05 comportamento

Eu admiro, tu admiras, ele admira

Por Keka Demétrio

Quando perguntamos o que é importante em um relacionamento as pessoas geralmente dizem que é o amor, o respeito, a cumplicidade. Pois para mim não há amor, carinho ou cumplicidade que resista sem admiração. É preciso que haja admiração para que o amor perpetue, o respeito esteja presente e a cumplicidade seja entendida apenas pelo olhar.

Não estou falando de admiração pela altura, peso, cor dos olhos ou comprimento dos cabelos, mas sim de atitudes e posturas no decorrer da vida. Podemos admirar muitas pessoas, mas acredito que inicialmente temos que admirar a nós mesmos em primeiríssima instância.

Um dos grandes problemas que temos em relação a nós é que esperamos a admiração dos outros para começarmos a enxergar em nós mesmos as qualidades que temos. Principalmente algumas de nós, mulherões, que crescemos ouvindo críticas e mais criticas por causa da voluptuosidade de nossos corpos. Essas malditas críticas acabam por enterrar a nossa autoestima e com ela a possível admiração que poderíamos desenvolver por nós mesmos.

Passamos a viver em função da admiração que os outros possam ter por nós, e isso passa a ser o mais importante. Quantas vezes não deixamos de fazer coisas que nos agradam por medo de não sermos admirados? Junto com esse medo que nos assombra vem a frustração, a depressão, e a infelicidade se instala.

Podemos nos admirar por sermos ótimas mães, filhas, companheiras, profissionais, amigas, e tantas outras coisas, mas toda essa admiração nós anulamos ao acreditarmos que não merecemos elogios porque não possuímos o corpo de capa de revista. Quantas e quantas vezes ao recebermos um elogio a gente logo vê como uma crítica, já que achamos que só estão elogiando a nossa inteligência porque acreditamos não seremos dignas de um elogio pelo nosso corpo?  Porque alguém só merece ser admirado pelas suas formas? Porque isso tem que ser o primeiro quesito para se admirar alguém? Que droga de pensamento é esse que eu nutro em relação a minha própria pessoa? Então é assim que admiro alguém, pelas formas do seu corpo e não pelo conjunto da obra?

Posso não ser boa em tudo, é quem o é, e acho muito bom que seja assim, algumas incompetências são fundamentais para que possamos crescer e evoluir. Também posso ter um monte de eu te amo, em braile, pelo corpo, mas e daí, isso não pode determinar se sou ou não uma pessoa gostosa. Esqueça a conotação sexual do “gostosa” e entenda de vez que  para você ser uma delicia é preciso muito mais do que ser admirada pelo corpo que possui. Deixe de lado por instantes as dobras da sua barriga, ela não pode ser o centro do seu mundo. Existem mil coisas em você que devem causar admiração, mas que estão tão escondidas que nem com lupa iria conseguir ver. Seja receptiva com a vida, com as oportunidades que surgem, aja de tal maneira que as pessoas queiram ficar em sua presença.  Ninguém vai admirar de verdade o seu sorriso se você não estiver admirando tudo o que há por detrás dele.

Faça-se notada pela admiração que nutre por si mesma, afinal, você tem autoridade para modificar e comandar a sua própria vida.

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