1 de julho de 2010 08:23 comportamento

(Im)possível

Por Keka Demétrio

Dizem que  a diferença entre o impossível e o possível está na coragem que cada um possui.

Penso que o impossível não existe. Evidente que existem coisas que nos fogem totalmente ao controle, mas não porque somos descuidados, mas porque a vida tem lá suas determinações. E esse tal destino às vezes brinca um bocado com a gente.

Então, por falta de coragem, esmorecemos diante das dificuldades aparentes e passamos a crer nas impossibilidades. E impossibilidade é algo muito hipotético e está intimamente ligado à falta de coragem. Quer ver?

Você quer ser feliz e não tem coragem de lutar para conseguir realizar os seus sonhos. Hipoteticamente se você se atrevesse diante da vida poderia conseguir ser feliz. Mas como se sente um coitado desprovido de sorte, evidente que tudo será impossível. Até para amar a gente tem que ter coragem. E nos dias de hoje percebo as pessoas absurdamente covardes quando se fala em amor.

Embora se fale que hoje não mais se vive sob convenções sociais, muitas pessoas deixam de amar por medo de como serão vistos pelo grupo a que pertencem. É o caso, por exemplo, do magro com o gordo, do rico com o pobre, do negro com o branco, como se sentimentos fossem sentidos e percebidos de forma diferentes por qualquer um de nós.

O amor não tem peso, não tem cor, não tem classe social. Amor não possui DNA. Qualquer um que tenha a capacidade de amar vai sentir a garganta seca, os batimentos cardíacos acelerados, os olhos com um brilho diferente, vai suspirar constantemente ao se lembrar da pessoa amada, além de uma certa desatenção que toma conta e nos leva a praticar algumas atividades mecanicamente (o corpo faz, mas o pensamento nem se dá conta do que está acontecendo, vive lá, no mundo da lua, ou melhor, no mundo do amor).

Quando se tem coragem para amar, a gente se despe dos preconceitos, das amarras que nos prendem ao que as pessoas podem pensar sobre você e seu amor. Você simplesmente vive tudo o que aquele sentimento pode lhe proporcionar. A euforia, o êxtase e até a dor. Sim, porque até para sentir dor de amor é preciso ter muita coragem.

Conheço muita gente que reclama por estar sozinho dizendo que hoje em dia está difícil de arrumar um namorado, marido, companheiro, ou qualquer outra coisa do gênero, mas penso que difícil mesmo é passar a acreditar em uma relação possível ao invés de uma relação perfeita. Perfeição não existe, e se projetar no outro é o mesmo que já determinar o fim de um relacionamento que sequer começou. É muito cômodo não perceber os próprios defeitos e deixar a culpa no outro. Assim como não existe relacionamento de uma pessoa só, também não existe apenas um culpado pelo fim do “felizes para sempre”.

É preciso ter coragem para sentir e viver emoções, seja quais forem, pois cada uma delas você cria através de seus próprios pensamentos e atitudes. Então, seja determinado, modifique o que existe dentro de você e passe a criar o possível. Pois, corajoso é aquele que mesmo com os olhos turvos pelas lágrimas, consegue esboçar um sorriso, porque vislumbra dentro de si o poder para modificar a própria história.

 

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