14 de agosto de 2010 09:08 Artistas

A estrela renasce

Por Eduardo Soares

Peço licença ao nosso colunista musical Hugo Palazzini para prestar uma singela e merecida homenagem a uma cantora que embalou boa parte da minha adolescência.  Quem tem mais de trinta anos deve se lembrar do Roxette, uma das varias bandas que fizeram grande sucesso em meados dos anos 80. A lista de hits é extensa:  The Look, Listen To Your Heart, Spending My Time, It Must Have Been Love entre outras eram executadas a exaustão nas rádios do Brasil e do mundo.  Na década de 90 a banda sueca continuava a todo vapor emplacando melodias marcantes, numa alternância entre o romântico e o agitado, vertente comum no mundo da pop music: vários casais embalaram seus romances ao som de Almost Unreal, Crash! Boom! Bang!, Run To You, (do You Get) Excited?, Fading Like A Flower. Em contrapartida, os riffs de guitarra eram marca registrada de canções como Joyride, Dangerous, Sleeping In My Car, Run To Tou e How Do You Do!

75 milhões de discos vendidos e quatro singles na Billboard depois, a dupla sueca decidiu dar um tempo. Muitos decretaram a extinção da banda, que naquela altura lançava apenas Greatest Hits. Aí veio 1999 e com ele um dos melhores álbuns do Roxette: Have A Nice Day. Impossível não viajar nas melodias orquestradas e a voz doce de Marie Fredriksson em Wish I Could Fly. Era o retorno luxuoso de quem na verdade nunca havia saído de cena.

Setembro de 2002. Marie desmaia no banheiro de sua casa. O susto pelo acidente fora agravado com uma noticia aterrorizante: exames detectaram um tumor maligno na cabeça na cantora. Depois da cirurgia houve o receio de que a doença pudesse deixar seqüelas. E foi o que aconteceu.  Então com 44 anos, Marie perdeu temporariamente a capacidade de ler e contar, a visão no olho direito e teve os movimentos do lado direito de seu corpo afetados.

Pouco tempo depois, lá estava ela lançando um álbum solo, chamado The Change. Uma das faixas deste (2nd Chance) termina com Marie demonstrando toda alegria de viver: Eu penso em você todos os dias / especial esta manhã de Primavera/Oh, graças a Deus eu estou viva / Oh, graças a Deus eu estou viva/Eu estou viva para a segunda chance.

Hoje ela ainda não está totalmente recuperada da doença. Fica nítida sua limitação de movimentos e até mesmo a reação de Marie está diferente. E quem liga pra isso? Ver aquela loirinha (agora uma cinquentona enxuta) famosa pelos cabelos curtos nos grandes palcos do mundo é de arrepiar. Apreciadores da boa musica agradecem a ela por não desistir. Apreciadores da vida agradecem a Deus pela segunda chance.

Marie Fredriksson:

http://www.mariefredriksson.net/2ndchance/

Roxette – Wish I could fly (2009):

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