26 de agosto de 2010 08:23 comportamento

Qual o perigo em ser seletivo?

Por Keka Demétrio

Conheço inúmeras pessoas que dizem já ter desistido do amor. Eu mesma já passei por uma época em que estava tão dolorida emocionalmente que acreditava paiamente que o amor não fora feito para mim. Ledo engano. O amor não tem idade, sexo, classe social, nem vê compatibilidade de tipo sanguíneo, ele simplesmente acontece e se instala em nossos corações tomando conta de nossas vidas.

Durante esse tempo em que me sentia a mais infeliz das mortais, antes de sequer saber o nome do homem que tentava se aproximar de mim, eu já procurava no futuro, quem sabe, pretendente, mil e um defeitos. Dizem que o melhor ataque é a defesa. Mas será que é certo ficarmos nos defendendo sempre de coisas que nem sabemos se vão ser boas ou ruins? Será que é certo deixarmos de viver emoções que nos rejuvenescem a pele por medo do futuro?

Claro que depois de certa idade, e de ter vivido certas experiências, nós vamos ficando mais seletivos. Passar a escolher com algum cuidado nossos parceiros não é errado, errado é quando disfarçamos os medos adquiridos ao longo dos relacionamentos, excluindo qualquer um que a vida coloque em nosso caminho, dizendo que esse não é o ideal e vivendo sob a ilusão de que irá aparecer o tão idealizado homem dos sonhos. Afinal, pensamos que se já sofremos tanto, então agora nada mais merecido do que ter ao lado alguém do jeitinho que sempre quis. Mas a vida não é assim, não se fabrica pessoas de acordo com as especificações impostas pelo cliente, e relacionamentos para realmente serem baseado no amor, são aqueles em que conseguimos lidar com os defeitos do outro, porque para conviver com as boas qualidades apresentadas não é preciso de amor.

Às vezes, quando nos pegamos relembrando o passado, e sentindo de novo certas dores, nos colocamos outra vez na retaguarda. Mas se um relacionamento não deu certo isso não quer dizer que foi tudo em vão, mas sim que houve troca de emoções e que existiam certas finidades para que isso acontecesse. O grande problema é que projetamos nossos sonhos no outro e nos esquecemos que por seremos indivíduos únicos, também nossos sentimentos são percebidos de formas diferentes. Portanto, não subestime o outro, não o culpe pelos sonhos que você não realizou, pelo abraço que não recebeu, pelo beijo mal dado, dar e receber amor também é uma arte, e nem todos conseguem interpretar da mesma forma. Enfim, tentar excluir das nossas vidas sensações que fazem nossas pernas tremerem com a simples aproximação de alguém que nos deseja e nos atrai é o mesmo que deixarmos de viver.

Fiquei sabendo de um senhor de 92 anos que mora em Belo Horizonte, mas que vai sempre ver a namorada de 91 anos que mora a exatos 426 km de distância. Isso para mim é a prova inconteste de que o amor é que nos mantêm vivos e que faz com que os olhos brilhem de verdade.

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