10 de novembro de 2010 11:09

Por Keka Demétrio

O sorriso fácil, a espontaneidade, a gargalhada solta, a fala fácil e a facilidade em conquistar novas amizades, para algumas pessoas, não são vistas como adjetivos de gente séria. Eu sei que muitos de vocês vão achar uma insanidade o que eu disse, mas acredite, tem gente que realmente pensa assim.  O que essas pessoas não sabem, é que  mesmo a capacidade de falar certas bobagens, é, to dizendo de sacanagenzinhas que são proferidas em meio a amigos, mas sem ofensa a quem quer que seja, pode dizer se uma pessoa é ou não é séria ou confiável.

Seriedade e confiança se medem de outra forma. Sério é aquele que se coloca no lugar do outro buscando entender as diferenças que existem entre si, e que mesmo percebendo que algumas nunca serão ultrapassadas, ainda assim continua respeitando-o e admirando-o sem cogitar a pretensão de querer mudá-lo. E confiança se mede quando você abre sua Caixa de Pandora a alguém, e esse alguém não te critica, não te rotula, e nem usa seus sonhos ou fragilidades contra você.

Extremamente divertida, alegre e brincalhona, o que poderia ser um problema no campo profissional sempre se tornou um ponto positivo, diferente do que acontece em minha vida pessoal, no caso minha vida sentimental, onde essa minha maneira de ser sempre foi um grande problema. Eu até entendo que não deve ser fácil ter ao lado uma mulher que banca a autosuficiente, já que ainda vivemos em uma sociedade machista, embora muita coisa tenha mudado. 

Esse meu jeito, certa vez, me levou a pensar seriamente em querer mudar, e confesso ir contra a própria essência não é tarefa nada fácil. Então, um belo dia, uma conhecida, mulher linda, poderosa e super bem sucedida, me disse q seu marido era meu fã nº 1, que ele me achava fantástica.  Claro, levei maior susto e fiquei parada olhando aquele mulherão e pensando cá com meus botões: Angélica, você tá ouvindo isso, você não tem que mudar nada, mulher!

Da mesma forma que respeito as pessoas com suas particularidades, também exijo que me respeitem. Não posso aceitar que me julguem mal pela forma carinhosa com que trato as pessoas, e pela atenção que dispenso a elas. Sei bem onde, quando e como fazer isso, aliás, jamais permiti que minha alegria e minhas palavras carregadas de humor desrespeitassem alguém. Sou intensa por natureza. Não sei dar bom dia a quem quer que seja sem um baita sorriso estampado, porque se não for assim será o mesmo que estar dizendo um oi seco e sem emoção, e eu sou movida a emoção. Amizades sempre fizeram parte da minha vida e prezo cada uma, mesmo nessa loucura do dia-a-dia, onde às vezes os afazeres nos tomam quase todo o tempo, sempre que posso quero estar em contato com essas pessoas que também me devotam tanto carinho.   Portanto, para gostar de mim, tem que saber que eu não vou me anular, como já fiz em uma época de minha vida, para ser coadjuvante da vida de ninguém, e que, definitivamente, não vou reduzir a nada o que eu tenho de melhor: minha capacidade de deixar alegria por onde passo.

Pronto, falei!