2 de dezembro de 2010 02:32 comportamento

“Já transei com mais de 100 caras”

Por Renata Poskus Vaz

Certa vez, em uma festa, observei uma mulher que, na tentativa de seduzir um cara mais novo, dizia já ter transado com mais de 100 caras ao longo da vida. Falou na frente de todo mundo, segura e orgulhosa de si mesma.

Fiquei por dias pensando naquilo. Será que ela já havia transado com tantos caras mesmo? Se ela tem em média 30 anos e, teoricamente, tenha iniciado a vida sexual aos 15 anos, e namorou sério quase uma década (partindo do principio que foi uma mocinha fiel), isso quer dizer que ela transou com quase 20 caras por ano, o que dá uma média de quase dois homens por mês, nos cinco anos em que esteve solteira. Ufa!

Nesta análise da vida sexual alheia pqp, eita falta do que fazer!, me recordei de inúmeros e-mails que recebo de leitoras se achando inferiores porque há anos não transam com ninguém. E o fato de não transarem com ninguém há tanto tempo, também as fazem acreditar que, no dia que encontrarem algum parceiro, estarão “fora de forma”, serão comparadas com outras mulheres e serão rejeitadas pela performance sexual. Pura bobagem!

Dancei ballet por 11 anos, fazia várias aulas por dia, todos os dias. Dedicava-me exageradamente à dança, mas estava longe, muito longe de ser a melhor bailarina do meu grupo. Outra garota, no entanto, ia apenas duas vezes por semana na academia e era uma bailarina excepcional. Ok, ok, minha comparação é meio tosca, mas o que quero dizer é que a prática ou repetição não faz de ninguém uma diva sexual.

Transar por transar com um, dois, vinte, ou 100 homens durante a vida, não faz de ninguém melhor ou pior na cama. Não só mulheres, mas diversas fêmeas do reino animal são capazes de copular inúmeras vezes, com diversos machos. Os números de caras com quem você já transou não definem se você é ou não um mulherão. Fique tranqüila.

Respeito quem tenha o desprendimento de dividir os lençóis com alguém que tenha pouca intimidade, só por prazer. Como diria o filósofo pós-moderno Frank Aguiar, “lavô tá nova”. Todavia, ainda sou adepta do “fazer amor” com quem se ama de verdade. Olho no olho, beijo na boca com paixão, carinho, encontro de almas… Isso só acontece com amor e para isso não se exige prática. Quando você encontra aquele que te faz suspirar na vida, na sala, na cozinha, na rua e na cama, não precisa testar com mais 99 caras para saber se ele é homem certo que te fará feliz e se sentir completa em todos os aspectos.

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