26 de janeiro de 2011 08:25 comportamento

Dando um tempo para a alegria.

Por Keka Demétrio

Mais um dia, mais uma semana, mais um mês. Lá vamos nós para fevereiro e parece que a vida ainda não aterrissou em 2011. Penso, repenso e sei que preciso recomeçar algumas coisas, mas vou adiar tudo para amanhã, aliás, nem tudo, algumas coisas ficarão para depois de amanhã, ou quem sabe para a semana que vem. Ok, eu vivo dizendo que temos a obrigação de lutar pela felicidade o mais rápido possível, mas também acredito que esse time nas atitudes faz parte de uma reciclagem necessária para se recomeçar qualquer projeto de vida.

Tenho um monte de coisas para contar para vocês, como a viagem que fiz até Joinville para o lançamento da coleção inverno da Elegance, mas qualquer coisa que eu fale hoje sobre o assunto não terá a emoção necessária e condizente com tudo o que presenciei por lá. Então isso também vai ficar para depois. É, hoje estou naqueles dias em que, ou a gente se retrai, ou sai por aí sem eira nem beira (aff, esse ditado é bem antiguinho…rsrs). Preferi me fechar em meu quarto, o qual denomino “meu mundo”.

Hoje tô dando um tempo na minha alegria e no meu sorriso fácil. Às vezes é preciso saber se nos acostumamos em dizer que somos felizes e se nosso sorriso é mesmo sincero, ou se nos condicionamos a agir assim. Para descobrir é preciso fazer um chek list do que vivemos, do que estamos vivendo e do que queremos viver, e mergulhar um pouco na melancolia, na tristeza, ou no que quer que seja contrário aos parâmetros que temos para definir felicidade. Ninguém saberia o que é amargo se não tivesse experimentado o que é doce. Ir até o inferno é o que nos possibilita enxergar o céu.

Posso me gabar de muitas coisas em minha vida, inclusive de ter ido ao fundo do poço muitas vezes. Mas me gabo mais ainda por ter tido a fé e a coragem necessárias para subir novamente. E ter aprendido nas inúmeras quedas que sou mais forte do que suponho, e que hoje, quando caio, o desespero não toma mais conta de mim, porque aprendi a confiar mais em mim e isso tem tornado minha relação com Deus um caso de amor puro e verdadeiro.

Portanto, posso me dar o direito de ficar triste, de chorar, de rever minha vida sempre que achar necessário. E ele sabe que quando faço isso não estou reclamando ou me lamentando, mas que é, dentre tantas outras, uma forma de me conhecer e tentar ser melhor comigo mesma.

Ps: escrevi esse texto ontem de noite, e hoje, ao me olhar no espelho não deu pra conter o sorriso. Ele realmente faz parte do que sou.

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