1 de Março de 2011 00:54

Por Renata Poskus Vaz

Vasculhando o Facebook em busca de novidades, vi minha amiga Aline Carvalho indignada com um post de Gloria Kalil criticando as vestimentas de uma anônima. Veja o texto:

“Outro dia mostrei aqui uma moça sem noção que estava no mesmo avião que eu com um sutiã aparecendo, com alças torcidas e fora do lugar. Hoje tem mais uma.

Que eu saiba, ninguém escolhe uma roupa com a finalidade de se botar para baixo. No entanto, você vê nas ruas pessoas usando peças que mostram tudo o que elas têm de mais complicado, como se fizessem questão de piorar o que já não é grande coisa.

Andando por uma das grandes avenidas de São Paulo, vi na minha frente uma mulher com um dos maiores quadris que já vi na minha vida. Pois sabem o que ela estava vestindo? Um vestido curto de malha rosa claro, bem justo, sem forro nenhum!

Se ela tivesse escolhido o mesmo modelo em um tom escuro (azulão, verde fechado, preto) e a saia tivesse mais 10 centímetros no comprimento, ela estaria perfeitamente bem.

Será que essa mulher não tem uma amiga, uma irmã ou um espelho para impedir que ela cometa essa maldade com ela própria?” Extraído daqui.

Após ler o texto acima, entendi o porquê de minha amiga ter ficado indignada. Gloria Kalil não está errada pelo que falou, mas pela forma como falou. Obviamente que a moça da foto poderia ter valorizado mais a sua silhueta com outra escolha de vestido, ou simplesmente aumentando seu comprimento ou com uma cor que deixasse as celulites menos expostas. Mas ela escolheu este vestido. Talvez, não por falta de opção, simplesmente por estar se sentindo linda.

Acho maldoso quando Glória diz que algumas pessoas, com suas escolhas de figurino, fazem questão de piorar o que já não é grande coisa. Não é grande coisa para quem? Para Gloria e seu manequim 32, uma mulher como esta da foto, que usa no mínimo um manequim 50, não é grande coisa. Já para a mulher da foto, que foi exposta sem seu consentimento em um site de moda, a Gloria é quem pode não ser. Enfim, não se pode diminuir ou menosprezar alguém porque seu corpo não é como a das magras modelos de passarela.

Observando esta foto acima, noto que a mulher do vestido rosa certamente estava se sentindo linda e não afrontou ninguém com a escolha de seu look. Já Glória Kalil a ofendeu quando perguntou, entre outras coisas, se a garota da foto não tinha espelho em casa. Não sei até que ponto é ser chic falar desta forma.

E vocês, o que acham?