22 de março de 2011 10:01 comportamento

Amar são outros quinhentos

Por Keka Demétrio

Dentro da gente existe um universo em constante mutação que busca o equilíbrio. Somos como a nossa mãe terra que reage de acordo com a maneira que a tratamos.

Quem nunca passou por um tsunami em sua vida que atire o primeiro papel de bala. É aquela época em que parece que tudo esta ruindo e desmoronando e então nos sentimos devastados e nus diante dos problemas. Cada um reage de forma distinta, de acordo com sua vontade, conhecimento de mundo, e principalmente pelas emoções construídas no decorrer da vida.

São nestas horas em que temos que procurar o tal equilíbrio e saber balancear razão e emoção, buscando dentro de nós os fatores que foram alimentados para que suas ações lhe trouxessem reações tão pesadas e doloridas. Onde está e qual é a causa desse epicentro que vem detonando suas possibilidades de ver a vida por ângulos diferentes e mais suaves, contribuindo para essa vidinha mais ou menos que você leva.

No auge dessas crises nos tornamos mais depressivos e voltados para um mundinho sem vergonha e sem perspectivas que passamos a alimentar através da autopiedade, da mania em fazer drama como se isso fizesse com que as pessoas tenham piedade de nós o que nos oferece uma falsa sensação de estarmos sendo amados.

Acontece que ninguém sai por aí amando as pessoas só porque tem dó delas, ou você ama todo mundo por quem nutre um sentimento de piedade? Pois eu não. Tanto é que na época de minha vida em que eu mais exercia esse papel de coitadinha foi a época em que menos me amei, em que menos me dei valor, então, sem gostar de mim mesma foi impossível até me relacionar de forma carinhosa com as outras pessoas. E, convenhamos, amar nunca foi tarefa fácil.  Nós podemos até gostar, ter afinidades, sentir carinho, mas amar é outros quinhentos e tem que começar com a gente mesmo. Amar é sentir paz mesmo quando temos consciência de que não tomamos o caminho certo, a resolução certa, mas acreditamos tanto em nós mesmos que sabemos que iremos conseguir passar pelas catástrofes em segurança e que sairemos delas mais fortes.  Amar é saber dizer não, adeus, basta, é cortar vínculos com coisas e pessoas que te fazem mal e alimentam o epicentro.

É, eu sei que dói quando percebemos que a nossa relação conosco mesmo às vezes é muito mais de ódio do que de amor. Mas não precisa se descabelar, a gente só merece estar descabelada depois de estar com aquele gato cobiçadíssimo, e não por motivos menos nobres do que fazer amor. Portanto, pense que ao menos você sabe que possui uma relação com quem realmente é importante em sua vida, e que o final feliz só depende de você.

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