28 de março de 2011 13:56

Por Keka Demétrio

Beleza é uma coisa, gostosura é outra. Essa frase é uma das mais interessantes de um texto cuja autoria é atribuída ao cantor, compositor e ator Léo Jaime e que vem rodando a internet.  Se foi ele quem escreveu não posso afirmar, mas considerando que sempre fui fã desde os tempos em que os Miquinhos Amestrados o ajudavam a embalar minha frenética adolescência, adoraria que realmente fosse ele o autor.

Beleza é coisa subjetiva e relativa, assim como gostosura, mas temos que concordar que é muito mais difícil ser gostoso do que belo, já que beleza, se você não a possui, pode pagar para tê-la, enquanto que gostosura não.  Gostosura é qualidade do que é gostoso que por sua vez é um adjetivo que significa saboroso, que tem bom gosto, que dá gosto ou prazer, e no sentido figurado alegre e contente. Então, realmente é mais fácil comprar beleza do que ser gostoso.

Gostoso pra mim é poder conduzir a vida da maneira que me convém, e isso se dá quando eu passo a olhar mais pra mim do que para as regras existentes na sociedade. Não tenho que necessariamente quebrar todas, mas aceitar apenas as que me permitem descobrir os caminhos que me levam à realização pessoal. Também não preciso olhar no espelho e fechar os olhos para os meus defeitos, fingir que não os possuo, mas enxergá-los e o que puder ser melhorado trabalhar em cima disso, e o que não puder devo aceitá-los tornando-os parte da minha personalidade.

Geralmente quando trazemos nossos defeitos para dentro de nós, tendo ciência e consciência deles, automaticamente eles passam a ficar em segundo, às vezes em terceiro plano e já não se sobressaem tanto. Possuir defeitos não é privilégio de alguns, e junto com as qualidades nos tornam pessoas únicas. O grande problema é que costumamos valorizar muito mais os tais defeitos do que nossas qualidades, e isso acaba refletindo em nossa forma de viver, nos deixando mais apáticos e a mercê das tais regras e paradigmas que necessitam serem violados para que possamos sair do casulo e nos tornarmos borboletas com fôlego para passear por diversos jardins.

Sim, dá pra ser belo e gostoso ao mesmo tempo. Conheço um monte de gente que é assim, belo de se olhar e gostoso de estar junto. São pessoas que se conhecem, se amam e acima de tudo admiram a si mesmas. Quando chegam perto, só de nos olhar, nos fazem esboçar um baita sorrisão e desejar muito ganhar um abraço, como se fosse possível elas transferir para a gente um pouco daquele brilho que elas possuem nos olhos.