4 de setembro de 2009 23:44

Por Grazi Barros

Grazi Barros 2Meu nome é Graziela, tenho 38 anos e estou querendo entrar no mercado plus size. Não fiz nenhum trabalho como modelo, estou engatinhando ainda nisso tudo e não tenho medo de arriscar. Entretanto, me entristece saber que além do preconceito da sociedade com as gordinhas, existe um preconceito maior ainda que é com a idade!

Ouço todo dia, toda hora, que o mercado não aceita as mulheres maduras, que não há espaço para nós, enfim, isso me revolta porque acho covardia, discriminação e vejo que há tantas mulheres maduras, lindas, fotogênicas, super profissionais, com experiência de vida e de trabalho, com grande potencial e que são literalmente excluídas do mercado por terem mais idade, uma pena.

Engraçado é que boa parte do público alvo GG, são de mulheres mais maduras e seria coerente ter uma modelo madura vestindo a roupa para haver mais identificação. Não excluindo de forma alguma as modelos jovens, meu objetivo é incluir, somar… Há espaço para todas ou, pelo menos, deveria, para o cliente se ver lá dentro da roupa, mas isso não acontece de forma alguma, o preconceito prevalece!

Ressalto que esse preconceito de idade existe aqui no Brasil. Lá fora, no exterior, as modelos maduras trabalham e muito. Bom, do jeito que as coisas andam aqui, eu vou ter que acabar indo para a terra do Tio Sam!

Outro preconceito, já que a pauta é essa, é que ainda há várias lojas do mundo GG que têm como modelos, mulheres magras e esbeltas. Oras, como assim?! Nós, GG, quando olhamos uma mulher magra usando as “nossas roupas” não conseguimos nos identificar dentro da roupa, a não ser que façamos uma dieta daquelas. Nós gostamos é de ver a roupa em modelos cheias de charme, como nós. Assim, temos a real visão do caimento, das curvas, de nós!

Gente, chega de preconceito, seja ele de tamanho, cor, raça, idade etc. Chegou a hora de quebrar padrões, regras, do “tem que ser assim”, “deveria ser assim”, ” sempre foi assim”, ” é assim e ponto final!”

Espero e tenho fé que um dia tudo vai melhorar e que eu e minhas amigas “experientes” encontremos as portas abertas e muito trabalho. Afinal, “panela velha também faz comida boa”.