26 de abril de 2011 09:16 Campanhas

Esta vaga não é sua nem por um minuto

Por Keka Demétrio

Muitos de nós nos sentimos magoados, abatidos, tristes, deprimidos e um lixo quando somos descriminados e vitimas de preconceito por causa das nossas formas arredondadas. Achamos difícil passar pela roleta do ônibus, ficamos sem graça porque nossa retaguarda não cabe direito no assento das cadeiras, sentimos vergonha ao usar um short porque nossas pernas não possuem a firmeza de quando tínhamos 15 anos.

Nos fechamos em nosso mundinho de coitadinhos e esquecemos que não somos as únicas vítimas da falta de respeito e amor ao próximo. Esquecemos inclusive que mesmo com nossos quilos a mais conseguimos nos locomover sozinhos, que nossas pernas cheias de celulite nos permitem fazer uma caminhada, passear de mãos dadas com nosso companheiro, e até mesmo buscar um copo de água sem a ajuda de ninguém.

Só quem possui na família, no rol de amigos, ou em seu convívio diário, um portador de necessidades especiais e convive com um idoso conhece as dificuldades enfrentadas por estas pessoas para terem uma vida digna e exercerem o simples direito de ir e vir.

Fico particularmente irritada quando vejo vagas destinadas aos deficientes e idosos serem ocupadas por pessoas perfeitamente saudáveis fisicamente, mas que, obviamente, possuem alguma deficiência de caráter por não conseguirem viver em sociedade, respeitando os limites dos outros, olhando apenas para suas necessidades.

É impossível ter a autoestima elevada, ser conhecedor de si mesmo se não olharmos para o lado. Felicidade é uma das coisas mais subjetivas que existem. O que me faz feliz pode não fazer você, porém, uma coisa é certa, e inconteste: ninguém é realmente feliz enclausurado em seu próprio mundo, fechando os olhos para tudo aquilo que pode incomodar. Felicidade tem a ver com doar-se: a si mesmo, ao próximo e ao próximo do seu próximo.

O texto que eu ia postar hoje é completamente diferente do que você leu nos parágrafos anteriores, mas depois que tive conhecimento, através de um primo, da campanha criada pela agência TheGetz, em Curitiba, com o título “Essa vaga não é sua nem por um minuto!”, eu, que sempre grito aos quatro cantos que dá para ser feliz em meio a diversidade, me senti na obrigação de ajudar a difundir e, sinceramente, acho que todos os blogs que pregam a autoestima, o respeito, a valorização do ser humano, deveria fazer o mesmo e ajudar a conscientizar as pessoas de que é impossível ser feliz sozinho, e que quando respeitamos os outros é sinal de que estamos prontos para realmente amar, receber amor e ser feliz de verdade.

Deem uma olhada na campanha.

http://www.mistertube.com.br/2011/04/campanha-esta-vaga-nao-e-sua-nem-por-um.html

 

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