3 de julho de 2011 23:46 Cabelo

Dramas capilares!

Por Dani Lima

Se eu tenho um bom relacionamento comigo mesma e não fico encucada com o lance de ser gorda, assumo que todas as minhas inseguranças ficaram reservadas para o meu cabelo! Sofro um eterno drama capilar que parece não ter mais fim!

Nasci careca, carequinha mesmo! Depois de um tempo é que foi surgindo um fio ou outro, e minha madrinha conta que para que eu chegasse na festa de 1 ano com um “montinho” significativo de cabelo,  ela teve que perseverar muito nos penteados “alongadores” ao longo do ano! rs

Mas depois de um tempo o cabelo deu o ar da graça à minha cabecinha negra, e veio cacheado! Mas um cacheado que era contido à base de água e creme de pentear, sabem? Do tipo fixo, que você faz o penteado e fica cacheadamente bonito, dá pra entender? E eu vivi com ele dessa forma por muito tempo, tipo, toda a minha infância. Mas por volta dos 10 anos, resolvi que tinha que fazer algo no cabelo, que a essa altura do campeonato, me pedia mais cuidado por estar maior e mais cheio. Enchi o saco da mamãe, e nessa época meti as caras nas químicas todas, na tentativa de amaciar os cachos: passei a relaxar o rebelde!

E foram muitos anos relaxando. Alguns anos com cachinhos de fato e muitos outros com o cabelo mais complicado naquela berlinda entre o cacho e o espigado (foto de 2005!); mais precisamente, até os 15 anos!

Aos 17, estava alisada! Em meados de 2005, optei por começar o tratamento com Hidróxido de Guanidina. Acredito que, depois de ter resolvido usar química em um cabelo que estava ótimo do jeito que estava, alisar (e, principalmente, alisar com guanidina) tenha sido uma das escolhas mais terríveis da minha vida!

O cabelo com guanidina fica belíssimo no dia em que foi tratado, mas ao longo do mês, você vira um bicho! Independente de caprichar na hidratação dos fios toda semana ou não, com o tempo seu cabelo vai ficando ressecado e sem vida, sem contar que a raíz dá o ar da graça já com 30 dias completos, nunca durando o tempo mínimo para a próxima aplicação. O resultado disso, sempre foi um cabelo bom hoje, amanhã, depois de amanhã… mas 15 dias depois, raiz e cabelo ‘morto’!

As fotos de 2007 lá em cima, foram tiradas no dia do meu anversário. Havia acabado de fazer alisamento. Abaixo, uma foto do mesmo ano, em Setembro. O cabelo estava horroroso, cheio de pontas duplas, triplas, em forma de palha… um terror! Precisei cortar além das pontas para não ficar tão terrível, e ainda assim, o aspecto era horroroso. Cabelo sem vida, MESMO, ainda que com hidratação semanal, sem nenhuma tintura e tudo mais!

Certa vez, li que os cabeleireiros tem preferência por usar guanidina ao tioglicolato (as duas substâncias mais utilizadas para alisamento), uma vez que a primeira precisa de manutenção intensa e rigorosa, o que “prende” a cliente ao salão pra sempre! E eu acredito que funcione exatamente desta forma, pois baseada na minha experiência, a guanidina definitivamente não é bacana!
Além do descontentamento com a química que estava usando, estava descontente, principalmente, com o método que passei a utilizar. Quando relaxava o cabelo, tinha a liberdade de lavá-lo e sair sem problemas, porque os cachos eram formados e eu conseguia viver sem problemas, com o cabelo bonito. Mas uma vez alisado, ele não forma mais cachos quando é molhado, mas também não fica liso, já que é crespo por natureza, não liso. O resultado do pós-lavagem, é um cabelo esquisito, meio espigado e sem forma, como na foto! rs
Sendo assim, você fica escravo não só do cabeleireiro, como também daquele combo…
E não tem nada mais inconveniente do que PRECISAR fazer escova e chapinha pra poder ter vida social. Chega uma hora que você não aguenta mais.

E mesmo com todas as negatividades, recentemente, eu ainda fazia utilização de guanidina, rs! Sabe quando a gente fica protelando, protelando e protelando? Então… Eu tinha plena noção de que meu cabelo vinha se deteriorando por conta do alisamento (e tudo que ele exige, ou seja, o secador e a chapinha), sabia que teria que descobrir outra coisa para utilizar, mas fui empurrando com a barriga e deixando passar.

Porém, desde fevereiro deste ano, decidi dar um stop nessa vibe do mal que eu me encontrava! Conclui que precisava fazer algo pelo meu cabelo, e definitivamente, o primeiro passo era parar de alisar com guanidina.Desde então, (ou seja, há 5 meses), meu cabelo só vê shampoo, creme para pentear e as vezes, uma máscara de hidratação.

Razão pela qual tenho desfilado um coque alto bagunçadinho e uma franja malcriada. Pra quem achou que era style, lê-do engano. É a ação revolts do rebelde mesmo! 

A raíz do meu cabelo está mil dedos crescida, o aspecto dele é um dos piores e dizer que ele está BEM crespo, é ser deveras educada! Mas, ao menos, estou ajudando o tempo na árdua tarefa de me desfazer por completo dos resquícios de guanidina que rondam minha cabeça!

Porém, uma coisa é certa: preciso decidir mais uma vez, que rumo tomar no trato capilar. Afinal, o detox é necessário neste momento para meus fios, mas ficar Maria Louca do Cabelo Duro, pra sempre, é assinar sentença de morte! Preciso decidir o que fazer do meu cabelo novamente.

Tenho o sonho de poder usá-lo cacheado (mas cacheado de verdade, como em meus áureos tempos) no dia-a-dia, mas tendo liberdade (e raíz “domada” o suficiente) para trabalhar uma escova numa ocasião especial. Esta semana vou à cabeleireira saber qual a técnica indicada para tanto e volto pra contar as cenas dos próximos capítulos! 🙂

E vocês? Tem tantos dramas quanto eu, estão satisfeitas ou não aguentam mais e querem ficar carecas?! hehe Ahn, e se tiver alguma cabeleireira por aí que queira me indicar algum tratamento, me conte nos coments!

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