28 de julho de 2011 09:12

Por Eduardo Soares

Hoje fiquei com sua imagem na cabeça/Certeza de saudade convicta latejante/Deu vontade de ser seu aconchego/Ver seu sorriso tímido/De acariciar sua pele.

Meu abraço pede o seu/Minha fome pede sua carne/Cai a noite e com ela/Abrimos nosso vinho favorito/Abrimos nossos pensamentos perdidos/Escondidos entre ansiedades e saudades.

Quando digo: quero beijar sua nuca/A resposta vem: preciso de você todo/Espalho o vinho pelo seu corpo/Ele percorre seu pescoço/Contorna seus seios/Vasculha suas coxas/Sinto o sabor suave da bebida/Misturado ao sabor ardente da sua pele. Arrepio quente, calor na alma/Sorrisos maliciosos, sensações maravilhosas/Seu calor envolvente e misterioso/Envolve meu corpo como lençol único/Despi-la das roupas e de todo tipo de pudor: Eis minha vontade para essa noite.

Pela manhã/Você está jogada na cama, querendo afago/Diz que não precisa de muito, apenas de mim/Rimel nos olhos, gloss nos lábios, algumas gotas de perfume/Me pergunta: estou bonita? Minha resposta vem através do beijo faminto/Caímos na cama, você me abraça forte/Somos a junção do implicante com a instigante/Trocamos olhares confidentes e palavras ardentes.

São sete da manhã/Quantas pessoas no mundo vivenciam isso neste momento?/Somente os atrevidos…