15 de agosto de 2011 12:30

Por Eduardo Soares

A matéria-prima (cacau) era considerada por maias e astecas como o alimento dos deuses. Sua origem é mexicana mas graças ao explorador espanhol Hernán Cortés que o povo europeu conheceu os encantos deste que é um dos alimentos mais populares do mundo.

Originalmente os nativos apreciavam o chocolate em sua forma natural (amargo) mas os europeus não aprovaram o sabor e com isso foram acrescentados açúcar, canela e anis. Algumas experiências bem sucedidas depois e hoje, quase quinhentos anos pós-descoberta temos uma variedade infinita no sabor da guloseima: ao leite, branco, diet, Couverture (usado pelas confeitarias mais nobres) e claro, o (antes) reprovável (e hoje admirável) chocolate amargo.

Difícil encontrar alguém que não goste de chocolate. Tem gente que afoga as mágoas encarando (ou devorando) barras e mais barras. Outros o preferem através de sorvete (sabor napolitano,por exemplo). Os franceses elaboraram uma sobremesa infalível: juntaram chocolate, bolo e sorvete e daí nasceu o petit gateau. Nós, brasileiros, elaboramos uma espécie de bolinha salpicada com granulados. Algum puxa-saco resolveu prestar homenagens a um carismático militar que pretendia ser presidente nos anos 50 e o resultado foi o inusitado nome dado ao doce: brigadeiro. Como tudo na vida evolui, resolveram incrementar a sobremesa e hoje temos até brigadeiro com morango.

– COCE O BOLSO > As pessoas gastam cerca de US$ 7 bilhões com chocolate por ano.

– FEITO PARA AMAR > O chocolate estimula a produção de hormônios na área das emoções semelhantes aos liberados quando estamos apaixonados. Talvez por isso o alimento ele seja figura constante na lista de presentes favoritos dos namorados.

– NÃO CHORE MAIS> Ele ajuda combater a depressão, hipertensão, tumores e até o stress da TPM.

– FONTE DA JUVENTUDE > A massa de cacau tem grande poder antioxidante, mais que qualquer fruta combatendo os efeitos da idade.

– NÃO ENGORDA? > Chocolate puro tem pouca gordura e, grande quantidade de magnésio e ferro. Com a devida moderação é possível desfrutar do prazer de comer chocolate sem trazer prejuízos ao organismo.

A cultura também aderiu aos encantos do “doce pecado”. O cinema nos apresentou (o insosso) Chocolate (Johnny Depp, Juliette Binoche). Quem passou dos 40 deve lembrar-se do folclórico Willy Wonka, personagem eternizado por Gene Wilder e recentementepor Jonhy Deep em A fantástica fábrica de chocolate. Fora o premiado drama latino Como Água para Chocolate.

Para acabar com o assunto, lembrei da bobinha canção do Tim Maia: Não quero chá/Não quero café/Não quero Coca-Cola/Me liguei no chocolate/Só quero chocolate/Não adianta vir com Guaraná/Prá mim é chocolate/O que eu quero beber…  

Quer saber, vou partir para o chocolate branco. E aí, deu fome?