24/01/2022 Comportamento

A mulher de 40 anos

O tempo passou como um sopro. De repente, tenho 40 anos. Olho para o passado e lembro da mulher de 40 anos que eu pensava que me tornaria. Foram centenas de sonhos e planos que nunca se concretizaram. Porém, tive a felicidade de viver milhares de outras experiências que jamais ousei sonhar em viver quando era mais jovem.

É como uma troca bem-humorada do destino. Você pede algo aos 20, mas recebe outros presentes do destino.

Com os meus 40 anos, finalmente, entendi o significado da palavra paciência. E, não se enganem, não a paciência descompromissada dos ociosos. É a paciência da resiliência, de quem sabe que o melhor, mesmo que demore, sempre irá acontecer.

Aprendi a ver beleza nas pequenas coisas da vida. A gastar a minha energia apenas com o que é valioso para mim. A não ter medo de julgamentos, a rir das desgraças. A ter paz, ao invés de razão.

Finalmente aprendi a me amar plenamente. E não falo daquele amor próprio midiático dos meus 20 anos, em que precisava desesperadamente mostrar aos outros o quanto me amava. A necessidade de aceitação estava sempre lá. Agora, aos 40 anos, apenas amo quem sou, sem que eu necessite convencer quem quer que seja sobre isso. É um amor, por mim mesma, delicado e respeitoso. O amor próprio que sempre mereci.

Aos 40 anos perdi o medo da solidão. Aprendi que sou a minha melhor companhia. E que grandes amores, família e amigos são sempre bem-vindos, mas se quiserem partir também, que tenham uma boa viagem.

A mulher de 40 anos que sou hoje, não deseja ser mais jovem. Mas, se pudesse voltar no tempo, diria para a Renata de 20 e poucos anos: “fique calma, viva um dia de cada vez, tudo vai dar certo”.

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