20/04/2023 Comportamento

Não queremos um condenado por estupro no Corinthians

Tá sabendo que o Corinthians contratou um condenado por estupro como técnico? Senta aí que vou te explicar essa indecência.

Cuca, o novo técnico anunciado pelo Corinthians, jogava pelo Grêmio quando, em 1987, em Berna, na Suiça, foi detido com os também atletas Eduardo Hamester, Henrique Etges e Fernando Castoldi, sob a acusação de terem estuprado Sandra Pfäffli, na época com 13 anos.

Os quatro jogadores ficaram presos durante quase 30 dias. Eles voltaram para o Brasil após prestarem depoimento por mais de uma vez e ser encerrada a fase de instrução do processo. A condenação aconteceu dois anos mais tarde, mas nenhum deles chegou a ser preso.

A vítima relatou em seu depoimento que ela e seus colegas foram ao quarto de um dos jogadores pedir um autografo. Logo, os jogadores deram um jeitinho de dispensar os colegas de Sandra do quarto e a mantiveram lá, sozinha, estuprando-a.

Os quatro jogadores foram enquadrados no artigo 187 do Código Penal da Suíça, que prevê prisão de até cinco anos para “qualquer pessoa que se envolva em um ato sexual com uma criança menor de 16 anos, ou incite a criança a cometer tal atividade ou envolva uma criança em um ato sexual”.

Como o Brasil não extradita seus cidadãos em casos como esse, Cuca e os demais jogadores continuaram suas vidas e carreiras como se nada tivesse acontecido. Mas aconteceu, não é mesmo? Será que a menina Sandra se esqueceu desse dia? E o sentimento de impunidade que ela e sua família sentiram, será que foi superado?

NÃO HÁ ESPAÇO PARA ESTUPRADORES NO CORINTHIANS

Sou mulher e corinthiana. Não pedi para nascer mulher e nem para ser corinthiana. Quando a gente ve já está lá, seguindo o amor dos nossos pais pelos times do coração que eles também herdaram dos pais deles.

Às vezes brinco com meu pai: “pai, vamos mudar de time, o Corinthians só perde”, mesmo sabendo o que vou escutar. “Jamais”, ele responde. Isso porque não torcemos pelo hoje, torcemos pela história de um time tão grande em inúmeros sentidos. O Corinthians tem em sua história uma veia democrática, inclusiva e popular.

Quando falam que somos uma torcida de “maloqueiros” é porque, sem dúvida, há Corinthianos por todas as partes deste país e do mundo. Somos a segunda maior torcida do Brasil, atrás apenas do Flamengo, formada por todo tipo de gente.

Em meio à ditadura militar, iniciou-se no Corinthians o período denominado de Democracia Corinthiana. O movimento, que durou de 1982 até 1984, foi encabeçado por jogadores consagrados, como Sócrates, Wladimir, Casagrande, Biro-Biro, Zé Maria e Zenon.

Apesar de ter durado apenas dois anos, a iniciativa provocou mudanças estruturais importantes no clube. Assim, todos os funcionários tinham o mesmo peso em seus votos e opiniões. Desde as contratações, local de concentração e escalações, até as regras internas eram democraticamente decididas.

Mais recentemente, a Democracia Corinthiana esteve presente nas ruas paulistanas combatendo os bolsonaristas golpistas.

Ao longo de sua história, Corinthians sempre respeitou as minas, as mulheres e as vovós. É, então, inadmissível ter como técnico de nosso time um condenado por estupro.

 

 

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